segunda-feira, 30 de março de 2015

O socialismo real e o socialismo fantasiado para enganar trouxas


Um amigo me disse: “Luciano, que absurdo o que aconteceu na USP. Um grupo de militantes do movimento negro invadiu a sala, chamou a professora de racista e mandou que todos os brancos se calassem. Como eles podem fazer isso enquanto afirmam defender oprimidos?”

No que eu disse: “Absurdo é você ter se surpreendido com isso. Absurdo é, ainda mais, você achar que eles agiriam de maneira diferente. Absurdo seria se eles agissem de maneira diferente, de acordo com o que defendem”.

Acontece aqui que meu amigo acha que o socialismo fantasiado para enganar trouxas é algo para existir na prática, e não apenas uma propaganda enganosa criada para obter o benefício que essa propaganda traz.

Mas precisamos ser adultos. O socialismo precisa ser julgado pelo que de fato é, não pelo que os socialistas dizem deles próprios. Se fôssemos adotar este padrão de crer na propaganda, nenhum bandido poderia ser preso, nenhum vendedor de bilhete premiado poderia ser punido por fraude, nenhuma adúltera poderia ser considerada como tal. Isto por que todo bandido se declara inocente, todo adúltero/a diz que “não é isso que (x) está pensando”, e todo vendedor de bilhete falso diz que o bilhete é verdadeiro. Se não caímos nos truques destes três, por que ainda tem gente que cai no truque de acreditar na definição do socialismo por eles próprios?

Este é o colapso mental sofrido pelo meu amigo. Essas fissuras na estrutura mental impedem que ele perceba o socialismo como ele realmente é. Por isso, não entenderá qualquer grupo adepto do marxismo cultural como eles realmente são.

Olhando de forma adulta e consciente para o socialismo, veremos que ele foi projetado desde o início para ser assim. Caso contrário, Marx não teria definido uma “ditadura do proletariado” como transição para a prometida “sociedade sem classes” (o bilhete premiado vendido pelo fraudulento). Que outro nome damos para a ditadura do proletariado que não um método para conseguir oprimir os outros a partir do uso de um discurso fingido no qual o artista da dissimulação convence os outros de “lutar por oprimidos, contra opressores”?

O que aconteceu na sala de aula foi exatamente isso. A simulação de um discurso dizendo “sou oprimido” para poder oprimir. Como eu disse, seria surpreendente se agissem de maneira diferente.








Por Luciano Henrique

Nenhum comentário: