terça-feira, 1 de setembro de 2015
É evidente que entregar um Orçamento que prevê um rombo é ilegal. Basta ler a LRF. Oposição tem de ir ao Supremo!
O governo enviou ao Congresso um Orçamento com um rombo de R$ 30,5 bilhões. Agora a presidente Dilma Rousseff busca o apoio do Parlamento para aumentar impostos. Estão no alvo, entre outros, celulares e bebidas. Daqui a pouco, só Lula, com seus R$ 27 milhões arrecadados em palestras, poderá tomar um scotch legítimo. A gente vai ter de se contentar com o pão duro da crise e a cachaça da melancolia. E aí vale tudo. Nesta terça, a presidente chamou para um papinho Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, seu desafeto de estimação.
Vocês já leram a Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000? É a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ela existe para que os governos não fabriquem déficits, não para que digam o tamanho do déficit que pretendem fabricar. A íntegra está aqui. A cada passo, a cada letra, a cada linha, a cada artigo, parágrafo e inciso, o que se cobra é a transparência de dados e o equilíbrio entre receita e despesa.
Assim, por definição, é evidente que a entrega de um Orçamento que contemple um rombo é, em si mesmo, uma ilegalidade. O governo decidiu não ser punido pelo crime cometido. Avisou, de antemão, que vai cometer o crime com o objetivo de escapar da punição.
Ora, a obrigação de Dilma é entregar um Orçamento ao Congresso que diga de onde sairão as receitas para as despesas previstas. Avisar que está determinada a fabricar o rombo e jogar nas costas do Parlamento a atribuição de fabricar receita — que terá de sair necessariamente da sociedade — é mais uma das patranhas políticas de um governo que perdeu o eixo.
Então o governo federal vira um distribuidor de generosidades e depois cobra dos congressistas que se virem para achar os recursos com os quais Dilma vai gargantear a vocação social de sua gestão? Quem vai dar a cara ao tapa?
O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, afirmou: “Hoje, estamos assistindo, definitivamente, ao atestado de incompetência desse governo, que gastou de forma perdulária, e não consegue fazer o essencial, que é cortar gastos”.
Não dá para transigir com isso. É evidente que acho que a oposição tem de recorrer ao Supremo. Será certamente muito instrutivo. Vamos ver como o tribunal entende a essência da Lei de Responsabilidade Fiscal, que pune tão duramente os entes federados quando deixam de cumprir suas obrigações com a União.
Se Renan Calheiros (PMDB-AL) não vivesse agora seus dias de neoconvertido, só teria uma coisa sensata a fazer: devolver ao governo a peça orçamentária. Não, um governo não está obrigado a fabricar superávit. Mas está, sim, obrigado, pela lei, a dizer de onde tirará os recursos para as despesas que pretende realizar. É por isso que existe a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou, então, que ela seja jogada no lixo.
A peça enviada por Dilma ao Congresso é, obviamente, ilegal. Se o Parlamento condescender com ela, estará entrando, também ele, no baguncismo do PT.
Por Reinaldo Azevedo
Corrompendo a corrupção
Lula pode ser preso a qualquer momento, assim como Palocci. Ambos poderão ser postos a ferros no mesmo dia e poderão fazer companhia, finalmente, ao solitário José Dirceu, o guerreiro às avessas, a Pedro Correa, o reincidente, ao príncipe sinistro da Odebrecht e a outros quase 100 encarcerados até o momento. Dilma poderá perder seu mandato por conta de pedaladas fiscais, por sua formidável incompetência, pelas contas vergonhosas de sua imunda campanha eleitoral, pelo conjunto de tudo isso ou, por incrível que possa parecer, por ainda mais do que tudo isso. A corrupção virou um procedimento usual do petismo e por ela o partido irá morrer aos poucos, à míngua, com direito a um gran finale de uma das maiores farsas da vida nacional.
Não bastasse todo o “conjunto da obra” lulopetista, a intelectualidade de esquerda brasileira, ao contrário, está viva e respirando. Não pulsa nem faz bolhas; só respira e observa, como se fosse um crocodilo à espreita. A “culturalidade” de esquerda, todavia, não desaparecerá assim tão fácil quanto o PT. Jornalistas, a soldo ou não, resistirão por décadas até se darem conta do fiasco sociológico e político em quem foram envolvidos. Artistas de cinema e televisão, locutores de rádio, colunistas e articulistas, mesmo tendo a capacidade máxima de ver e entender o que está acontecendo, vão demorar para abrir mão, não de sua ideologia, mas de seu idealismo marxista, do encanto cultural do qual são insumo funcional e servil.
Matéria no Fantástico em 30 de agosto de 2015 dá conta do “próximo passo” das hordas culturais em ação. Um deles será o que tentará relativizar a corrupção, como se todos fossemos, em natureza, tão justos, retos e honestos quanto Lula, Maluf, Demóstenes, Collor e tantos outros. A mídia de predominância marxista trata agora de dizer que todos somos corruptos, distorcendo o viés claro e direto que diz que corrupção, na acepção até então entoada pela imprensa, é ato ilícito praticado com a presença de agente público numa das pontas. O noticiário, fique atento, vinha tratando corrupção como fenômeno strictu sensu, ou seja, envolvendo empreiteiras, políticos, empresas estatais, doleiros. Agora, num passe de mágica filosófico, corrupção passa a ser ...tudo! Usar vaga de deficientes no supermercado, furar uma fila, pedir a leniência de um guarda de trânsito, ultrapassar com faixa contínua, colar em prova, passar em sinal vermelho ou por cima de faixa de segurança sem parar, tudo vai virar...corrupção!
A intelectualidade brasileira (uma verdadeira horda de idiotas que nem merece a titulação) fará coro a esta nova “descoberta”. O que era ilícito penal, agora vira corrupção ativa. Assistir um assalto sem fazer nada, por caracterizar omissão, passa a ser considerada corrupção passiva e assim por diante. Nossa formação, baseada na ética judaico-cristã, no respeito às leis da república será torpedeada cada vez mais pelos aparatos sórdidos a serviço da ideia gramsciana. Abra o jornal, ligue a TV e ouça no rádio o que eu aqui observo e comprove você mesmo.
A distorção é tanta que já começaram a inverter a lógica “evolutiva” da corrupção. Sabemos todos que a corrupção tipificada e mais corriqueira é aquela que envolve a busca de vantagens pessoais na realização de negócios com o setor público. Sabemos também que ela se desdobra e se multiplica pelos dutos da impunidade e que ela é de cima para baixo, ou seja, os que estão acima corrompem ou são corrompidos e este fenômeno se desdobra até o “chão”, onde está a população, que entende que pode, sim, incorrer no mesmo crime, diante da disseminada impunidade. Em pleno processo de “corromper o que é certo”, intelectuais de esquerda passam a divagar que devemos corrigir a corrupção potencial já nas tenras idades, ensinando práticas boas e legais na infância para que os adultos sejam “imunizados”.
Eis a esquerda brasileira com seus aparelhos, tentando me dizer que sou tão ladrão quanto Cerveró e tão bandido quanto José Dirceu. Não sou, nunca fui e jamais serei. Meus filhos e netos também não. A ignóbil esquerda brasileira ainda não tem correta noção de certo e de errado.
A gente ensina.
Por Glauco Fonseca
A conta foi entregue
Diante da apresentação de um orçamento com inédito furo de 30 bilhões, o governo continua torrando dinheiro com marketing tentando elevar a expectativa do povo que ludibriou na eleição passada. A conversa fiada do momento é o site dialogabrasil, que pretende ouvir todo mundo a respeito do que o governo fará daqui pra frente. Ao menos poderão dizer que estão fazendo o que o povo disse para fazer, como se não houvesse um Ministério do Planejamento repleto de gente encarregada de programar nosso futuro.
As possibilidades que se apresentam são clássicas: aumenta-se impostos, restringe-se gastos, programa-se enxugamento da máquina, vende-se patrimônio ou imprime-se dinheiro. Sobre impostos, a ideia de jerico do retorno da CPMF que, na época do governo Lula, era avaliada em torno dos 30 e tantos bi que faltarão no ano que vem, já foi posta para o escanteio sob risco de interrupção do jogo.
Restringir gastos significa nem repor a dipirona quase vencida dos postos de saúde atualmente ocupados por cubanos, interromper diversas obras do PAC I, II ou X, e largar os fornecedores do Minha Casa, Minha Vida com um cheque sem fundos na mão, entre outros malefícios para o povo, humilde ou não.
Enxugamento da máquina pública implica, entre outras medidas, fazer desaparecer da folha de pagamentos as pessoas agregadas sem motivo a dezenas de milhares de D.A.S. elevados. Claramente, nenhum político faria isso com eleitores que lhe devem o emprego. Vender patrimônio pode envolver mais poços de pré-sal empurrados a companhias internacionais, cobrar de Evo Morales pela refinaria roubada, colocar em leilão todas as estatais e, se não der certo, anunciar no E-Bay uma refinaria semi-nova no Texas. Sobre imprimir dinheiro, conforme já alertava Delfim Neto há 40 anos, o governo não precisa de dinheiro, porque isso ele mesmo pode fabricar. O que precisa é de recursos, o que, efetivamente, não tem.
Sempre há possibilidade de dar o cano pura e simplesmente nas contas que tem a pagar. Não pega muito bem, mas é uma opção adotada por pessoas desesperadas, quando não têm cheque especial (nem um agiota) para cobrir aquilo que gastam além do salário. A última instância é ajoelhar humildemente e implorar alguns trocados ao FMI ou à China.
É claro que qualquer proposta de solução para o problema econômico, em que o Brasil foi colocado pela absoluta falta de ação no sentido de evitar a tragédia, será causador de desconfortos, revoltas e mais problemas. Não foi por falta de avisos ou experiências anteriores. Foi, talvez, excesso de confiança na capacidade de embromar todos durante todo o tempo até a próxima eleição, quando poderão jogar a culpa na ingovernabilidade causada pela oposição.
É curioso que o corajoso "choque de realidade" que, conforme mencionou o senador Jorge Vianna, escancarou as dificuldades enfrentadas pelo governo brasileiro, nunca tenha sido mencionado antes ou mesmo depois das eleições. O assunto sempre foi tratado com insolente indiferença quando mencionado pela oposição. Vamos ver o que as sequelas de todo esse imbróglio causarão nas eleições do ano que vem. Vamos ver como os sindicatos conduzirão os movimentos reivindicatórios deste ano e do ano que vem, considerando que todos eles conclamaram seus sindicalizados a votarem em Dilma, aquela que nunca prejudicaria os trabalhadores e trabalhadoras desse país.
Não foi vista, até o momento, nenhuma atitude de reconhecimento por parte do governo a respeito da responsabilidade pelas condições humilhantemente desesperadoras em que deixaram o país. Nunca houve, em nenhum sentido, mesmo que parcialmente, o reconhecimento de que de alguma maneira fizeram algo errado. Nunca mencionaram que os bilhões que torraram contra os interesses do Brasil investindo em outros países são parte da causa de terem que emitir mais essa nota promissória fajuta para o povo que os elegeu. Aparentemente, a culpa é do povo que não votou com o governo.
Mauricio Terra
Esquerda: não deu certo… mas agora vai!
No famoso episódio d’Os Simpsons em que a família vem ao Brasil pela primeira vez (aquele que fez o Secretário do Turismo da cidade do Rio de Janeiro resolver ameaçar a Fox porque o desenho satirizava o Brasil naquele episódio, enquanto satiriza alegremente a própria sociedade americana em todos os outros), antes de toda a barafunda que envolve o Brasil, Homer Simpson tenta conseguir sinal gratuito de TV a cabo mexendo nos fios elétricos de um poste.
Homer, profeticamente, começa tentando ligar o cabo no plug vermelho. E toma um choque. Tenta então no verde. Toma outro choque. E inicia individualmente o percurso social iniciado no século XX: “Vamos tentar o vermelho de novo!!” Desnecessário dizer que é seguido por um novo choque. Então tenta ligar o vermelho e o verde ao mesmo tempo. E lá se vai mais um choque.
Esta experiência, que deixaria B. F. Skinner e seu behaviorismo de cabelos em pé (aquela teoria psicológica de dar choques em ratinhos no labirinto para ensiná-los um comportamento na base dos reforçamentos positivo e negativo), é exatamente o que fez a humanidade no “curto século dos extremos”, no dizer do stalinista Eric Hobsbawm.
O mundo ocidental conheceu o socialismo pelas experiências fracassadas de Robert Owen, de Saint-Simon (de quem Auguste Comte, tão influente nas Forças Armadas brasileiras, foi secretário), da utopia natureba de Rousseau.
Era apenas uma bizarra e malfadada prática de aplicação de poder em pequena escala – algo como uma São Tomé das Letras que queria ser o Vale do Silício.
Vamos testar o vermelho?
Quem surge para criar uma vasta teoria para propor o socialismo, crendo ser o capitalismo um jogo de soma-zero, é Karl Marx, cujo primeiro grande aplicador foi Lenin, na Revolução Russa. Um evento de tamanho porte estremeceu não a Rússia, mas o mundo (já sacudido em seus pilares pela sanguinolenta Revolução Francesa).
O resultado é conhecido, ou ao menos foi conhecido no Ocidente a partir da queda do Muro de Berlim, 80 anos depois: o Gulag, os expurgos, os fuzilamentos, famílias destruídas, reeducação “cidadã” que chegou a dar choques em bebês, imprensa oficial censora e mentirosa, miséria, fome, mais de 100 milhões de mortes em menos de 80 anos. Em suma, a pior forma de totalitarismo até então inventada. E algo que faz os nazistas parecerem a seleção Dentinho de Leite dos genocidas.
Entretanto, toda vez que a esquerda precisa apresentar seu apelo perante aqueles de quem precisa de voto, dizendo-se defensora (os primeiros que serão futuramente por ela oprimidos), esta esquerda é a primeira a pintar a história com as cores do revisionismo. “Aquilo não foi socialismo”, talvez tenha sido até mesmo capitalismo (!), Stalin era de direita, o verdadeiro socialismo é uma maravilha e ainda está por vir.
Vamos agora testar o vermelho.
Claramente, este é o discurso feito para uma plateia avessa ao totalitarismo genocida. Entre os seus, quando não é preciso convencer seres humanos “de fora”, a esquerda inverte a jogada, e defende as supostas “maravilhas” do socialismo (como a superstição de que Cuba tem altíssimos índices educacionais e de saúde, embora os Mais Médicos, no Brasil, tenham acabado com a fábula da “medicina cubana que cura até câncer”), afirma que é preciso uma revolução bolivariana, que Stalin não foi tão ruim assim, ou menospreza e fala em tom de deboche (ou de perigo) que haja algo como “uma tendência anti-comunista” no Brasil – ridicularizando-se a “paranoia” e o “discurso de ódio” de “Rottweillers” que criticam o socialismo, ou veem algo de socialismo no PT pregando socialismo ou financiando ditaduras socialistas.
Este duplipensar (no linguajar de Orwell, um dos primeiros a estudar a linguagem totalitária da esquerda – e ele próprio um socialista), que poderíamos chamar de “dialético”, é a raiz do caótico abismo entre discurso e realidade política e factual, hoje.
Já é esboçado no próprio termo fantasioso de Marx, o “socialismo científico”, por nada ter de científico, ser a maior das “ideologias” que tanto critica, e que justamente o “socialismo utópico” anterior a ele ser uma aplicação, enquanto o seu é uma teoria assassina que, sempre que sai do hagiográfico e virginal reino das ideias, transforma-se misteriosamente em catástrofe.
Vamos testar o vermelho.
Mas é ainda piorado pela retórica propagandística do socialismo. Afinal, o chamado “socialismo científico” acabou sendo bem pouco científico na prática.
Assim, se não deu certo e gerou a ditadura de Lenin e Stalin, foi porque foi “traído”. Ou não era o verdadeiro socialismo – o verdadeiro socialismo ainda estava por vir.
Vamos testar o vermelho de novo.
Mas tivemos a experiência também na China… e o saldo de mortes passou de cerca de 30 milhões para mais de 60 milhões. Então, novamente, o socialismo científico, aquela teoria que, sem falhas, explica e propõe uma sociedade justa e perfeita, foi misteriosamente traída mais uma vez.
Qual plug nos resta? Vamos testar novamente o vermelho.
E então a teoria foi surrupiada e traída – logo a teoria perfeita, aquela que nos livraria do odioso capitalismo, este sistema tão ruim que nos serve, produz para as massas, enriquece os pobres e em que o cliente tem sempre razão – novamente na Iugoslávia. E na Polônia. E na Romênia. E em Cuba. E na Coréia do Norte. E no Azerbaijão. E no Camboja. E na Alemanha Oriental. E no Paquistão. E em Zimbábue. E no Laos. E em Uganda. E na Ucrânia. E na Venezuela. E na Tchecoslováquia.
Sempre traída, a pobre teoria perfeita, tão perfeitamente excelente na virgindade de contato com a realidade.
Restou, ao menos, o ódio contra o que dá certo – e a riqueza do capitalismo (ignorando-se que ela não surge por exploração, e sim porque estes ricos de agora eram pobres antes do capitalismo). Não é por coincidência que todo o argumento da esquerda brasileira, por exemplo, tenha se resumido a chamar o interlocutor de “coxinha”.
Vamos testar o vermelho mais uma vez!
Aliado a tal repetição de um discurso pronto e da negação da realidade mais inescapável, resta sempre o expediente de classificar que qualquer forma de esquerda no poder, por ser ruim, se tornou “de direita”, ou não-esquerda.
Assim, o nacional-socialismo passa a ser considerado “extrema-direita” (e o apelido pegou, como se algum nazista alguma vez tivesse se auto-declarado direitista), a União Soviética passa a ser chamada “capitalista de Estado” (como se isso significasse alguma coisa), nenhuma esquerda é verdadeiramente de esquerda, o PT é de direita e por aí vai.
A característica que une todas as esquerdas que deram certo é serem inexistentes.
É claro que, entre os esquerdistas, continua o horror a quem tenha uma “retórica reacionária” que não goste de comunistas, mas nunca isto é defendido em público.
Mesmo assim, vamos testar o vermelho dessa vez?
No Brasil, o discurso pronto pode ser resumido em meia dúzia de chistes que formam esquerdistas profissionais saindo de fábrica em linhas de produção fordistas.
A miséria cubana é culpa do embargo americano, mesmo que isto seja, ehrr, admitir que o livre mercado enriquece os pobres.
A Rede Globo é “golpista”, mesmo que chegue ao disparate de cobrir as imensas janelas de seu prédio em São Paulo, que dá para a ponte Estaiada, onde se realizava um protesto com o boneco “Lula Inflado” na ponte, apenas para (wait for it) um telejornal esconder uma notícia na janela dos âncoras, pela primeira vez na história deste país desde que ele virou a Coréia do Norte.
E a educação brasileira, dominada de cima abaixo por Paulo Freire e pelo socio-construtivismo, que nos legou os últimos lugares nos testes internacionais aos quais nossos alunos são submetidos, é considerada “muito pouco de esquerda”, e cada nova reforma educacional propõe… estudar Paulo Freire, porque dessa vez vai. Vamos testar o vermelho agora?
O expediente é sempre afirmar que nossa educação é ruim porque não é de esquerda o suficiente. De novo. E de novo. Afinal, ninguém ainda conhece Paulo Freire no Brasil, mesmo que toda discussão sobre educação seja citando Paulo Freire de cima abaixo. Afirma-se até que a educação é… direitista, como se na escola aprendêssemos que o Partido Republicano americano soube acabar guerras geradas pela esquerda (fato), que acabou com a escravidão (fato), que a esquerda começou com o terrorismo antes de a ditadura militar se instaurar (fato), que o socialismo matou ainda mais do que o nazismo (fato), que Auschwitz foi baseado no Gulag (fato) etc etc.
Isto se dá porque a retórica da esquerda é se fazer de vítima. E quanto mais a esquerda ganha poder (tanto poder estatal quanto poder cultural), mais pode se fazer de vítima, e afirmar que está sendo dominada por uma misteriosa direita inexistente.
Quanto mais nossa educação é paulofreireana, mais sentimos falta de uma “educação cidadã” que algum dia virá e nos tornará uma potência.
Quanto mais o PT está no poder, nas estatais, no jornalismo, na educação, dominando as notícias (e sua manipulação), mais se faz um discurso de vitimismo em que todo o país é “golpista”. Quanto mais esquerdistas na Rede Globo, fabricando polêmicas e nos legando deputados de extrema-esquerda e atores que fazem propaganda do PT, mais se afirma que a Rede Globo é tucana e defende a ditadura.
Quanto mais as faculdades de Humanas só produzem politicagem, micareta psolista e alunos ricaços votando na extrema-esquerda, mais se considera que as salas “reproduzem as desigualdades da sociedade”, que a educação é ruim porque não é de esquerda, que os pobres não se identificam com a Universidade (no que, por um lapsus linguæ, estão até corretos).
Por que é justamente este o canto das sereias da esquerda: de que são coitadinhos, e quanto mais poder tiverem, mais poderão dizer que são os vencidos, os oprimidos, o futuro glorioso que ainda não veio.
Mas vamos desta vez apertar o vermelho? Vai que agora finalmente fiquemos inteligentes e competiremos com Japão, Coréia do Sul (que era tão pobre quanto o Haiti antes de se tornar uma potência liberal), a Alemanha, o Canadá, a Austrália e, claro, a América com suas trocentas Universidades de ponta e prêmios Nobel?
Claro, nos primeiros lugares em qualquer ranking internacional de educação, apenas países que, por mera coincidência, são também os primeiros lugares nos rankings de liberdade econômica (ou seja, mais capitalistas, menos estatais) – incluindo aqueles do “Estado de Bem Estar Social” da Escandinávia – que são incrivelmente mais capitalistas do que o Brasil do “neoliberalismo”.
Mas, só por desencargo de consciência, vamos apertar o vermelho agora? Vai que dessa vez funciona.
Por Flavio Morgenstern
Educação sexual: agenda progressista insiste em “conscientizar” crianças
Os filhotes de Foucault não vão descansar enquanto todos não aderirem ao hedonismo e ao "vale tudo"
Você, caro leitor, está tranquilo quanto aos valores morais que tenta transmitir aos seus filhos, inclusive sobre o que diz respeito ao sexo? Então pense novamente. Você pode achar que está educando seus filhos com seus valores, que isso é um direito básico e inalienável das famílias, dos pais, e que na escola os professores apenas ensinam conteúdo objetivo sobre a biologia do sexo, mas está muito enganado.
Esses “professores” querem tomar o seu lugar, e se julgam no direito de enfiar na cabeça dos jovens alunos sua visão estreita de mundo, que consideram a única aceitável, mais “aberta”, “tolerante” e “moderninha”. Se acha que isso é papo de conservador paranoico, de direita reacionária que enxerga fantasmas por todo canto, então veja o que dizem os próprios “educadores” nessa reportagem do Estadão:
Aqui já podemos ver a marca registrada desses “educadores”: a arrogância. Eles “sabem” melhor do que os pais como lidar com a educação sexual, e eles acham que podem, então, orientar os nossos filhos. O que eles entendem por orientar sexualmente essas crianças? Cuidado, leitor, para não cair da cadeira:
Um aluno de 13 anos comentou que achou interessante aprender porque algumas pessoas se identificam com a transexualidade, em vez de se identificar com aquilo que é considerado normal para os outros. Entendeu? O conceito de normalidade, que pode ser defendido tanto pelo lado histórico e biológico como pelo lado estatístico (curva normal), foi simplesmente jogado no lixo. Essa coisa de ser normal é apenas mais um conceito. O que um julga normal, o outro pode julgar diferente. Logo, vale o que cada um quiser como normalidade, i.e., mata-se o conceito de normal. Vale tudo!
Se você não concorda com isso, se você ainda acha que, por exemplo, normal e preferível é uma pessoa que nasceu homem continuar homem, ainda que você se solidarize com o sofrimento de quem julga ter nascido no corpo errado, então você é careta, reacionário, preconceituoso, e precisa ser afastado da educação sexual de seus filhos, para que eles possam aprender com os educadores algo bem diferente. Poderão, por exemplo, entender que meninas podem tranquilamente brincar das mesmas coisas que meninos e vice-versa, que rosa ou azul são cores socialmente construídas para definir os sexos já com base no machismo patriarcal.
Outra coisa que seus filhos na mais tenra idade vão aprender com tais educadores é como o sexo é, no fundo, algo absolutamente normal, do cotidiano, derrubando-se assim os velhos tabus religiosos. É a banalização do sexo, que já vemos na televisão, e precisa chegar às escolas também, para termos uma sociedade mais avançadinha e progressista, sem freios, sem limites, sem culpa ou vergonha. Precisamos evitar o bullying, dizem os educadores. Todos devem endossar o hedonismo e a “moral” de Foucault ou Sade, para que todos os impulsos e desejos sexuais, os fetiches e as fantasias colocadas em prática, sejam vistas como a coisa mais normal do mundo, até porque não existe esse lance de normal e anormal.
E lembrem-se: a propaganda deles foi tão forte e bem-sucedida, e o mundo mudou tanto em tão pouco tempo, que basta afirmar que ainda acha mais normal menina brincar de boneca e menino de luta para ser visto pelos “progressistas” como um neandertal reacionário machista preconceituoso homofóbico, praticamente um psicopata que sairia por aí matando ou espancando pessoas diferentes. É o ponto bizarro em que chegamos. Mas fique calmo, leitor. Pois ainda vai piorar muito…
Por Rodrigo Constantino
domingo, 30 de agosto de 2015
Façam a intervenção vocês mesmos!
Assumo publicamente a responsabilidade de instigar a derrubada do governo por uma rebelião popular. Incruenta, mas rebelião. Presidente, vice, ministros, deputados e senadores cúmplices – todos para a LATA DO LIXO JÁ.
Exigir que as massas peçam explicitamente uma intervenção militar, para só então realizá-la, é um fenomenal cu-doce fardado como nunca se viu. Em 1964 NINGUÉM saiu às ruas pedindo intervenção militar. O povo pediu a queda de Jango, e as Forças Armadas ouviram. E notem que o descalabro janguista não só foi incomparavelmente menor que o dos comunopetistas, mas também durou APENAS DOIS ANOS, em comparação com os DOZE da dupla Lula-Dilma. Uma intervenção saneadora das Forças Armadas seria aplaudida por todo o povo. O que ninguém quer é uma DITADURA MILITAR. Ora, se os militares exigem que o povo implore a sua volta, é porque não concebem a hipótese de uma intervenção rápida e temporária, mas querem O PODER TOTAL OU NADA. Fora disso, não há explicação possível para a exigência absurda da convocação ostensiva, exceto a hipótese – na qual prefiro nem pensar – de que essa exigência seja apenas um pretexto para não fazer coisa nenhuma.
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Todo governo deve sua legitimidade ao CONSENTIMENTO DO POVO. No nosso país, esse consentimento JÁ FOI NEGADO DA MANEIRA MAIS CLARA E OSTENSIVA. O Brasil não tem governo nenhum. Tem uma quadrilha de usurpadores e sanguessugas que não querem largar o osso. É preciso tirá-los dos seus postos usando a pura FORÇA MUSCULAR. Não é preciso armas nem tiros. Só braços em número suficiente. As Forças Armadas que então decidam se vão ficar ao lado do povo ou atirar nele para proteger os ladrões.
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Depois destas duas notícias, tolerar o PT e seus amiguinhos no poder por mais um minuto que seja se torna cumplicidade com os maiores crimes já praticados contra o nosso país. Basta! Fora! Todos para a lata de lixo. Na lei ou na marra.
(http://folhacentrosul.com.br/post-politica/8704/especialistas-dizem-que-crise-foi-criada-de-proposito-pelo-governo-dilma)
(http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/08/documentos-secretos-mostram-como-lula-intermediou-negocios-da-odebrecht-em-cuba.html)
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Não peçam mais intervenção militar. "Façam a intervenção vocês mesmos". As Forças Armadas que decidam de que lado estão.
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Assumo publicamente a responsabilidade de instigar a derrubada do governo por uma rebelião popular. Incruenta, mas rebelião. Presidente, vice, ministros, deputados e senadores cúmplices – todos para a LATA DO LIXO JÁ.
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Que a próxima “Marcha para Brasília” não seja para “reivindicar” nada, mas para ARRANCAR DOS SEUS CARGOS OS FILHOS DA PUTA E OS OMISSOS E COLOCÁ-LOS NA LATA DE LIXO.
TOLERÂNCIA ZERO. LATA DE LIXO JÁ.
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Homens arrogantes nos despertam instintos homicidas. Mulheres arrogantes, instintos suicidas.
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Quando algum justiceiro universal comunopetista-emessetista, discursando em favor das “áreas indígenas”, lhe disser que os índios eram os “legítimos proprietários” da terra brasileira, depois “usurpada” pelos portugueses, informe ao desgraçado que, na época dos descobrimentos, havia aproximadamente 5 milhões de índios numa área territorial de 8.515.767,049 quilômetros quadrados, portanto 1.703 quilômetros quadrados para cada um. O equivalente a uma área inteira da cidade de São Paulo para cada índio. Os portugueses na Europa eram 10 milhões, acotovelando-se em 92 090 quilômetros quadrados, isto é, 0,009 quilômetro quadrado para cada um. Tomar as terras “dos índios” era uma questão elementar de REFORMA AGRÁRIA: dividir entre os trabalhadores os maiores latifúndios improdutivos do planeta.
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ESTOU CANSADO DE VER MILICOS BATENDO NO PEITO EM VEZ DE BATER NOS INIMIGOS DO PAÍS.
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Se as Forças Armadas não intervierem, entrarão para a História como traidoras do povo. Se intervierem, entrarão como benfeitoras preguiçosas e tardias.
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Um oficial de alta patente, desiludido com as Forças Armadas já nos anos 90 do século passado, dizia algo que na época me soou ofensivo, mas agora começa a me parecer razoável:
– Não espere nada dessa gente. Milico é tudo funcionário público. Só pensa em aposentadoria.
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Se os militares decidirem agir no 7 de setembro, estarei solidário com eles, mas triste de ver que esperaram a desgraça anunciada consumar-se para só então agir. Em 2012, após uma espera de DUAS DÉCADAS, escrevi:
“O Livro dos Seis Estratagemas chineses ensina: 'Todo fenômeno é no começo um germe, depois termina por se tornar uma realidade que todo mundo pode constatar. O sábio pensa no longo prazo. Eis por que ele presta muita atenção aos germes. A maioria dos homens tem a visão curta. Espera que o problema se torne evidente, para só então atacá-lo.”
Por Olavo de Carvalho
O senhor dos mares e das marolas
A vaidade de Lula jogou o Brasil no inferno em que hoje ardemos sob o governo de Dilma.
No ano de 2007, o sucesso subira à cabeça de Lula. O hoje rejeitado filho de Garanhuns era aclamado nacional e internacionalmente como "o cara". Era o cara que teria acabado com a miséria no Brasil, o cara que projetara o país como o primeiro da fila de espera para ingressar no Primeiro Mundo, o cara que ansiava por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, o cara que se julgava capaz de resolver qualquer encrenca internacional, o cara que tornava o Brasil autossuficiente em petróleo, o cara de quem Obama disse, textualmente: "I love this guy! The most popular politician on earth". Te mete! Lula podia tudo. Embora muitos ao seu redor tivessem tombado, saíra incólume do mensalão. Frustrando as expectativas dos que esperavam enfrentá-lo exangue em 2006, colocara no peito a segunda faixa presidencial.
Nesse jogo, porém, Lula tinha muito a agradecer e pouco a oferecer. A prosperidade da economia brasileira, que permitiu saltos na arrecadação, no mercado de trabalho, nas exportações tinha tudo a ver com o espetacular crescimento do mercado chinês, que elevou o preço das nossas commodities. E nada a ver com competência administrativa. O governo, sabe-se agora, era uma versão institucional do Gran Bazaar, lugar de muitos e rentáveis negócios, cuja alma, como sempre em tais arranjos, era a publicidade. O presidente não tinha qualquer das virtudes necessárias a um bom gestor. Sempre foi, isto sim, um político conversador, populista e oportunista. Deveria agradecer aos que, antes dele, assumiram o sacrifício político de colocar o país nos trilhos da responsabilidade fiscal. Mas não.
Ah, se Lula tivesse sido um bom gestor! Com os recursos de que dispôs, com o apoio popular que soube conquistar, com o carisma que Deus lhe deu, teria preparado as bases necessárias a um desenvolvimento sustentável. Nenhum outro presidente, em mais de um século de república, navegou em águas tão favoráveis. Contudo, do alto de sua vaidade, embora fosse apenas um mero e pouco esclarecido barqueiro, ele acreditou ser o senhor dos mares e das marolas. "Vaidade! Definitivamente meu pecado favorito", confessa o personagem representado por Al Pacino em O Advogado do Diabo. E a vaidade de Lula jogou o Brasil no inferno em que hoje ardemos sob o governo de Dilma.
É bom lembrar. Em 2007, tamanha era a euforia de Lula que ele importou, assim como Collor faz com carros esportivos, esse luxo extravagante que foi a Copa de 2014. Consumidor insaciável de manchetes, nesse mesmo ano começou a negociar a aquisição, para o Rio de Janeiro, da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A Copa, na hora da bola rolar, se tornara algo tão fora do contexto, despesa tão despropositada, que ele sequer teve coragem de comparecer a qualquer dos jogos! E sua herdeira foi hostilizada de modo constrangedor na solenidade inaugural.
O jornal O Estado de São Paulo de ontem, 23 de agosto, divulgou um relatório de custos dos Jogos Olímpicos. O mais recente levantamento disponibilizado pela prefeitura do Rio informa que, faltando contabilizar algumas despesas de menor monta, os Jogos (que beneficiarão quase exclusivamente a capital carioca) custarão ao povo brasileiro R$ 38,67 bilhões. Se somarmos essas duas extravagâncias lulopetistas, chegaremos a R$ 66 bilhões e a um conjunto de elefantes brancos. Quantas aplicações mais úteis ao país seriam possíveis com tais recursos! Num ano em que o governo corta quase R$ 12 bilhões da área de Saúde e se agrava o caos do setor, corta R$ 9,42 bilhões da Educação e universidades fecham as portas por não disporem de recursos para dar continuidade ao ano letivo, a gestão temerária do lulopetismo continua jogando dinheiro fora para apresentar outro show ao mundo. Gestão temerária se caracteriza por conduta impetuosa, imponderada, irresponsável ou afoita. Não é uma descrição perfeita dos acontecimentos aqui mencionados? O prefeito de um pequeno município já foi condenado por isso.
Por Percival Puggina
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