domingo, 2 de agosto de 2015

Apenas indagações


Há quem ache difícil viver no Brasil. Difícil é ser brasileiro em todo o sentido da palavra. A cada dia, um enigma, embora a resposta seja sempre a mesma: corrupção petista.

Parece intransponível a via que leva ao “capo” da máfia responsável pelo maior rombo do patrimônio público na história mundial. Também aquela que conduz à barroca figura que destroçou o Brasil com renomada competência.

Incompreensível, é ler artigos, ver e ouvir vídeos de jornalistas independentes, que não se renderam às malas de notas, nem caíram diante do bafo etílico da peste alcoólica, dizerem que o partido maléfico está nos estertores, que a criatura está acuada e que a disparatada senhora já não governa.

Como acreditar em tantas falas de bom augúrio se o partido do mal continua a desenvolver o projeto de governo do Foro de São Paulo, o decaído ídolo continua a incensar-se e aquela senhora que não mais governa continua a assinar cortes de verba nas áreas da educação e da saúde e a manter trinta e nove ministérios?

É difícil entender a tragédia nacional diante das contínuas mudanças de enredo. Agora, dizem que a manifestação de 16 de agosto é que vai decidir o “ponha-se para fora” da inarticulada presidente, apesar de, sabidamente, ter arrasado as contas do país.

Mas como? É o número de pessoas presentes na passeata que vai determinar o afastamento de tão indesejada senhora? É assim que funciona a penalidade para as cabeças coroadas, mesmo a Justiça já tendo todas as informações, como dizem as notícias?

Pois eu, ingenuamente, pensava ser a letra da lei que conduzia o réu para a cadeia, para o olho da rua no caso da má gerência governamental, após a análise de seus atos e a confirmação do dolo no manuseio das contas públicas.

Ignorava que o respeito à lei se fizesse, desde que um número satisfatório de pessoas viesse à rua solicitar esse respeito. Deduz-se, então, que a letra da lei já, há muito, esteja apagada pelo não uso.

No que eu acredito, firmemente, é que Lula pode ficar tranquilo; todos querem vê-lo caminhando em direção à Papuda. Como se tornou um homem-bomba pelas gostosas talagadas que consome, um conselho: não se aproxime de nenhum fumante para que seus sectários não venham dizer que houve terrorismo ou, um politicamente correto, “ataque político”.





Por Aileda de Mattos Oliveira
Doutora em Língua Portuguesa, é vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

Recessão, crise, impeachment


Não faltaram advertências. A crise em que estamos envolvidos foi antecipada por vozes previdentes, ao longo de mais de dez anos.

Anestesiada pelo discurso lulopetista, a Nação rola ladeira abaixo, embalada por mentiras que a levaram a se convencer da força mágica das palavras.

Para se desenvolver, enriquecer, subir de condições de vida, avançar escala social, bastaria, segundo o PT, adotar o endividamento como estilo de vida. A economia subdesenvolvida ganharia corpo e solidez sem necessidade de trabalho persistente, mas à força de esbanjamento de dinheiro público, criação de ministérios inúteis, multiplicação de partidos e sindicatos, eleições de picaretas, propinas e trambiques, culminando com a exaltação da ignorância e do ridículo.

Os resultados estão aí, e será impossível revertê-los dentro do atual cenário político.
Quando a vontade popular colocou fim ao regime autoritário, e foi promulgada a sétima Constituição republicana, imaginava-se que teria início longo período de tranquilidade, segurança jurídica, zelo na administração da coisa pública. Não foi o que aconteceu. O Brasil está tão mal ou pior do que se achava em 1985. A esperança foi substituída pelo medo, a solidez da moeda pela inflação.

Da trágica experiência com a longeva administração petista, os brasileiros, desejosos de redimir, devem retirar lições. A primeira é de que não conseguiremos nos aproximar do mundo desenvolvido em quatro, oito ou dez anos. Serão necessárias várias décadas, se nos revestirmos de coragem e começarmos já. A segunda é de que o povo deve identificar e repelir políticos demagogos, homens e mulheres levianos, viciados em mentir e fazer promessas rapidamente abandonadas.

Destruídos na Segunda Guerra, Japão e Alemanha converteram-se, em menos de cinco décadas, em duas das maiores potências mundiais, graças ao planejamento a longo prazo, perseverança, disciplina, muito trabalho, e confiável poder judiciário.

Para se reconstruírem rapidamente contaram com governos eficientes, gestores austeros, rigoroso controle do orçamento, economia nos gastos públicos, esforço incansável e poupança. Trataram de impedir a inflação, recuperaram o parque industrial, incentivaram a fabricação de produtos de elevado valor agregado, desenvolveram esforços no terreno da pesquisa tecnológica, empregaram o binômio qualidade e preço como instrumento de conquista de mercados.

O Brasil, cujas perdas materiais se limitaram a navios mercantes afundados por submarinos alemães, encerrou a guerra credor dos Estados Unidos. Em poucos meses as reservas haviam sido dilapidadas em aquisições inúteis.

O governo do presidente Juscelino Kubitschek destaca-se na história do desenvolvimento. Com o programa 50 anos em 5, a industrialização avançou graças à ousada implantação da indústria automobilística trazendo a expansão do setor de autopeças.

Em 2006, ao celebrar 50 anos de atividades a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos (ANFAVEA) editou caderno que relata a vitoriosa história iniciada em 1956 com o pequeno Romi-Isetta produzido em Santa Bárbara d’Oeste, e do DKW Vemag, fabricado em galpão da Vila Carioca. Em 2007 atingiu-se a produção de 50 milhões de veículos, dos quais 10% destinados à exportação, com a geração de 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos. O segmento se tornou responsável por 15% do PIB industrial e 6% do PIB total. Alertava a ANFAVEA, no mesmo documento, quanto à necessidade de o Brasil decidir "o que quer da sua indústria automotiva nos próximos 50 anos".

Passados 13 anos sob PT, - o partido que iria inundar o mercado com ótimos empregos-, assiste-se o colapso de empresas, o acúmulo de prejuízos, o retorno da inflação, a classe operária condenada à ociosidade.

Indústrias pioneiras, mantenedoras de centenas de milhares de postos de trabalho, perderam mercado externo e sofrem a drástica redução do interno, sendo obrigadas a demitir ou colocar em inatividade parcela dos funcionários.

Com a credibilidade reduzida a menos de 10%, a presidente Dilma Roussef está inabilitada para empreender a recuperação econômica. Os esforços do Ministro da Fazenda revelam-se inúteis, e são contestados dentro do governo. Aumentos de despesas e vencimentos, por lei ou decisões judiciais, eliminam as esperanças de se conseguir equilíbrio fiscal, e impedir o ressurgimento da corrida inflacionária.

Do Partido dos Trabalhadores nada se deve esperar ou exigir. O fracasso de quem pretendia ser exemplo de eficiência e ética nos obriga a buscar alternativas de poder.

Excluídos os nanicos, restam poucas legendas em condições de derrotar o PT. Uma delas é o PSDB, prejudicado, entretanto, pela vocação elitista e inexplicáveis rivalidades internas.

Sou avesso, porém, a soluções traumáticas e radicais como o impeachment. Jamais trarão bons resultados. Não haverá como afastar a acusação de golpe, tramado no Congresso com a cumplicidade de deputados e senadores de conduta duvidosa. Já nos bastam a deposição de Washington Luís em 1930, a derrubada de Vargas em 1945, o suicídio em 1954, a renúncia de Jânio em 1961, o movimento militar de 1964, a cassação de Fernando Collor em 1992.

No próximo ano teremos eleições em 5.570 municípios, como véspera da disputa presidencial em 2018. Aos partidos de oposição incumbe a tarefa de levá-las de vencida, para que a transferência da faixa presidencial, em 1º de janeiro de 2019, ocorra conforme as regras democráticas, com pompa e circunstância, como sucede nos países desenvolvidos.




Por Almir Pazzianotto Pinto
Advogado, foi ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O PT não é igual aos outros partidos: é muito pior


Acho engraçada a defesa que petistas e simpatizantes fazem do PT hoje, alguns fingindo até que estão criticando a legenda. Do “nunca antes na história deste país”, eles pularam para o “sempre antes na história deste país”, tentando passar a impressão de que o PT é “apenas” como os demais, que se corrompeu, que não resistiu à tentação, que se desviou de seus propósitos. Já cansei de mostrar aqui que não é nada disso, mas como o lado de lá continua insistindo na “tese”, preciso ser repetitivo.

É o caso do jornalista Luiz Garcia, de esquerda, que em sua coluna de hoje “critica” o PT com esse argumento, aproveitando para elogiar sua trajetória. Por sua ótica, o grande pecado do PT foi se desviar de seu passado de luta pelas massas, e se tornar mais um corrupto, como os outros. Diz ele:

No episódio mais recente, ficamos sabendo que o Partido dos Trabalhadores, mais conhecido por PT, tem trabalhado com grande entusiasmo para encher os bolsos de uma turma que certamente não se identifica com as ideias e propostas com que foi criado.

Alguns eleitores indignados talvez digam que o PT finalmente mostrou que é farinha do mesmo saco. Ou seja, o partido está apenas se igualando à maioria dos outros partidos. O tal saco, pelo visto, teria farinha para todos. E seria irresistível para políticos de todos os continentes.

[...]

Quando nasceu, o PT foi visto por muita gente boa como um partido que serviria para melhorar o nosso sistema político, já que representaria a grande massa de operários, que até então não tinha quem defendesse seus interesses.

Foi o que ele fez, durante muito tempo. Hoje, é com uma mistura de tristeza e indignação que vemos algo bem diferente: ele serve, talvez até com mais entusiasmo, aos interesses pessoais de uma grande fatia de seus quadros políticos.

[...]

Podemos ter algum consolo lembrando que o saco é universal. Seja como for, sempre vale a pena buscar, em todas as eleições, candidatos que não moram nele. Não é fácil, mas, quem sabe, a gente talvez consiga encontrar, pelo menos, políticos que ainda não se tenham corrompido. E que prestem atenção a um aviso por enquanto amistoso: “Vamos ficar de olho em você.”


O PT não mudou; apenas se revelou no poder. Lamento a todos os que acreditaram nos discursos petistas no passado: foram ludibriados, foram ingênuos, deixaram o romantismo falar mais alto do que a experiência, blindaram-se contra a lógica e a razão em nome das emoções, partiram para o monopólio das virtudes. O PT nunca representou de fato as massas; ele sempre as usou em sua retórica, apenas isso. Ele enxerga as massas como algo manipulável para seus fins políticos. Era um partido de “intelectuais” que não pensavam, de estudantes que não estudavam, e de sindicalistas que não trabalhavam.

E sempre foi oportunista, “revolucionário”, disposto aos meios mais nefastos para chegar e ficar no poder. Basta ver seus camaradas, seus companheiros: ditaduras comunistas, guerrilheiros que sequestram e vendem drogas em nome da causa, terroristas que matam inocentes, mas gozam da estima dos pares porque o fazem com uma foice e um martelo estampados no peito. O PT fundou o Foro de São Paulo em 1990! Não dá para alegar ignorância. O simpatizante se deixou enganar, pois se sentia melhor, mais puro, “consciente”, ligado ao “povo”, só por defender o PT.

Seus métodos corruptos já tinham sido expostos no governo gaúcho, antes da chegada ao governo federal. Antes mesmo, no sindicalismo torpe e oportunista. Em conluio com máfias do lixo, com bicheiros. O PT não viu sua bandeira ética se esgarçar no poder; ela apenas veio à tona toda corroída pelas traças, mas já era uma bandeira falsa. Ou alguém acha que José Dirceu, que se apresentou para a mulher após quatro anos de “casamento” depois da anistia, treinado em Cuba, era um romântico sonhador que lutava pelas massas e foi corrompido no poder? Sério?

O PT nasceu torto, mas muitos preferiram ignorar em nome da utopia, do monopólio das virtudes. O PT não é “apenas” igual aos outros; ele é muito mais corrupto, justamente porque rouba em nome da causa, com a consciência tranquila do “bom revolucionário”, de quem faz tudo “pelo povo”. Por monopolizar a bandeira da ética e ser, na prática, o mais corrupto, o PT é o pior de todos. Por ser tão cínico, por flertar com ditaduras, por não respeitar as regras do jogo democrático, por demonizar os adversários de forma pérfida, o PT é o pior de todos.

O jornalista de esquerda acha que o PT mudou, e que a lição é, agora, “ficar de olho”. Provavelmente ele defende um PSOL da vida, mostrando que não aprendeu absolutamente nada. Quer uma vez mais buscar a “pureza”, ainda que num discurso hipócrita e na defesa de meios que sempre levarão a mais corrupção, por concentrar poder no estado e por fornecer aos bandidos um salvo-conduto para o crime, pois feito em nome da causa “nobre”.

Se o PT fosse “apenas” tão ruim quando os demais, o Brasil não estaria nessa situação calamitosa. Está porque é governado há tempo demais por uma quadrilha disfarçada de partido político, por uma turma que abraça ditadores assassinos, que defende bandidos abertamente, que protege terroristas, que “faz o diabo” para ficar no poder. José Dirceu é a cara do PT. Alguém realmente está disposto a sustentar que ele era um idealista que “se corrompeu”, e hoje é “somente” tão ruim quanto os demais políticos brasileiros?





Por Rodrigo Constantino

O Objetivismo de Ayn Rand e a Revolta de Atlas


A brilhante Russa Ayn Rand escapou da União Soviética e no Ocidente desenvolveu a filosofia conceitual do Objetivismo, esclarecendo magistralmente os princípios por trás do que acontece na política e na economia populista.

Explica que podemos perceber a realidade por nossos sentidos e correlacioná–la de forma não contraditória com o resto de nossos conhecimentos.

Em “The Fountainhead” (A Nascente), “Atlas Shrugged”(A Revolta de Atlas) e outros escritos, desmascara o “Relativismo” que permite afirmar qualquer coisa fora de contexto como fonte de todo erro conceitual, e justificativa para todo sanguessuga que “vampiriza” aqueles que criam e produzem.

Propõe como sistema econômico a “Livre troca de valores iguais” para substituir os sistemas relativistas intervencionistas, socialismo, comunismo e fascismo e suas variantes, todos os regimes populistas e ditatoriais. Coloca o “auto beneficiamento racional” no seu devido contexto e o “egoísmo virtuoso”como fonte do progresso, e em conseqüência, da prosperidade geral.

Os personagens principais de Atlas Shrugged, John Galt, Dagny Taggart, Francisco D’anconia e Hank Rearden, são empresários que não aceitam favores do governo, e repudiam qualquer interferência nas regras do mercado por parte de uma burocracia, aparelhada politicamente, em lugar de por meritocracia. São “homens e mulheres da mente”, que puxam o progresso e o avanço da economia. Têm sucesso por seus próprios méritos, obedecendo a seus princípios, sem negociatas nem conluios.

O problema principal da economia política não é o que somos forçados a aceitar, mas o que somos obrigados a reconhecer (como certo). Portanto, nenhum burocrata nos pode obrigar a pensar, pois depende de um ato livre da vontade; mesmo que coloque uma arma na nossa cabeça, diremos, “farei o que mandar”; porém, se não souber o que mandar fazer, nada será feito, não haverá criação de novas riquezas.

Por isso, na novela, estes homens e mulheres que sempre trabalharam pelo amor à sua obra, e que jamais mediram sacrifício para produzir, apesar das intervenções irracionais dos “burrocratas”, pela primeira vez, são convencidos a parar e entrar em greve por John Galt e Francisco D’anconia. Começam a desaparecer misteriosamente, paralisando o mundo, para desespero dos governantes socialistas, que sem vítimas para sangrar, ficam sem saber o que fazer para o sistema sobreviver.

John Galt, Doutor em Filosofia e Física – Química, desenvolve uma nova fonte de energia que os permite fixar-se numa região remota camuflada por uma redoma eletro magnética, onde se desenvolvem numa sociedade baseada nos princípios objetivístas. Até que os socialistas capitulam e lhes entregam o governo, não sem antes torturar John Galt, que fizera um pronunciamento ao mundo, mas que prefere morrer a abrir mão de seus princípios e é salvo providencialmente.

Escrita em 1957, se ajusta perfeitamente à realidade de hoje. E dá a receita para sair da crise. Estes são em geral os princípios do Liberalismo brasileiro,demonizado pelos populistas que morrem de medo que a chave das suas trapalhadas seja colocada às claras, e que, com todas as suas forças, e os fundos surrupiados e pagos aos formadores de opinião, tentam calar o óbvio. Apesar disto, já mais ninguém consegue tolerar esta tentativa de criar uma realidade aparente frente à verdade que, avassaladora, fica em evidência.




Por Fernando de la Riva

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Como será o Brasil depois de 16 de agosto


Sou de opinião que vivemos ligados no “piloto automático” a maior parte do tempo. Não é todo dia que somos compelidos a tomar grandes decisões. Algumas pessoas, na verdade, sequer as tomam em uma única ocasião por toda a sua vida. Vão vivendo simplesmente... Outras, em alguns momentos cruciais, que nem sempre se resumem a alguns instantes, podem decidir questões que mudarão o seu futuro para sempre: casamento, faculdade, profissão, terminar ou iniciar uma relação etc.

Observe ainda que muitas vezes, ao tomarmos determinada decisão sequer temos consciência do impacto que ela terá sobre nosso futuro. Já imaginou se você não tivesse se casado? Ou não tivesse escolhido aquele curso superior? Ou se tivesse abraçado outra carreira? Ou se não tivesse filhos? Ou se os tivesse? Ou se mudasse de cidade? Esse “se” imponderável e imensurável é capaz de nos enlouquecer... Se eu tivesse (ou não tivesse) tomado aquela decisão, como seria minha vida hoje? Impossível responder a tal pergunta, a não ser com hipóteses.

Isso não quer dizer que as decisões corriqueiras do dia-a-dia devem ser menosprezadas. Tomar a decisão de se levantar todos os dias e ir trabalhar ou estudar lhe dá impulso para seguir em frente. Esse é apenas um exemplo. Porém, eventualmente, grandes questões que exigem decisões acertadas às vezes se apresentam diante de nós. Porém, muitos não o percebem. E para usar uma expressão antiga do interior do meu querido Estado de Minas Gerais, deixam o cavalo arreado passar na porta, sem montá-lo.

Entretanto, em algumas ocasiões e em algumas circunstâncias, as grandes questões que exigem grandes decisões nos são apresentadas de forma absolutamente clara. Vejamos o Brasil dos dias atuais: vivemos uma crise moral sem precedentes; a economia está em frangalhos; o país está à beira do caos; nunca se lesou tanto a nossa pátria quanto na última década; nunca se matou tanto impunemente nas ruas do nosso país; nunca nossas crianças foram vítimas de tanta violência com orientação estatal. Quer mais? Complete a lista como preferir.

Fato é que o Brasil está à beira do precipício. Um escuro, cruel e profundo precipício. O caminho nos levou até aqui é bem conhecido de todos nós: brasileiros e brasileiras acreditaram nas mentiras que nos foram contadas. Elegeram um metalúrgico messiânico que somente se preocupou com o próprio enriquecimento e com seu famigerado projeto de uma pátria grande socialista/comunista/bolivariana. E depois, usando e abusando de seu carisma, transformou uma mera criatura em sua sucessora. Ela acabou de liquidar o Brasil, destruindo em poucos meses o que se levou décadas para conquistar.

E agora, pergunta você, como não cair nesse precipício? É possível saltá-lo ou contorná-lo? Respondo com convicção: sim, é possível! Em primeiro lugar tenha em mente que o Brasil só está na situação que se encontra porque nós o permitimos. Nós ficamos calados por muito tempo; fomos coniventes por omissão. Temos que reconhecer a nossa parcela de culpa e responsabilidade. Depois de reconhecê-la poderemos juntos e unidos, corrigi-la. O primeiro passo é ocupar as ruas no próximo dia 16/08/2015.

Argumente da forma que quiser, mas, se em 16/08/2015 milhões de pessoas ocuparem as ruas de todas as cidades do Brasil, quer sejam capitais, metrópoles, cidades médias, pequenas ou interioranas, as coisas no Brasil começarão a mudar para melhor. Precisamos provar ao mundo que os brasileiros de verdade não aceitam a situação em que nos encontramos.

Precisamos mostrar ao mundo, e a nós mesmos, que somos um povo sério, que apesar de ainda pacífico, não aceita ou compactua com a corrupção ou a falcatrua. Precisamos mostrar a todos que os brasileiros têm capacidade de limpar a casa, recomeçar sobre as ruínas petistas, trabalhar para o nosso progresso e conquistar o lugar de respeito que merecemos na comunidade de nações.

Para isso, vá para a rua no próximo dia 16/08. Leve a Bandeira do Brasil. Pinte seu rosto de verde e amarelo. Escreva seu cartaz. Exija mudanças. E não se dê por satisfeito enquanto elas não acontecerem.

E para reforçar a tese proposta, convido o amigo leitor a examinar a história: os franceses que tomaram a Bastilha naquele longínquo 14/07/1789 jamais imaginariam estar escrevendo uma das mais pungentes páginas da história da humanidade.

Afirmo-lhe novamente sem medo de errar: nós estamos diante de uma encruzilhada. E devemos decidir qual caminho tomar. Um deles pode nos levar ao Brasil rico e próspero, um país de proporções continentais, que valoriza seus filhos e lhes dá condições de trabalharem, serem produtivos, felizes e ordeiros. O outro caminho é a continuação da estrada atual. Todos sabem aonde vai dar: no abismo da incompetência e do caos. Estamos a poucos metros de cair em tal precipício.

Eu, pessoalmente, escolho o caminho do Brasil sério, próspero e progressista. E para isso irei ocupar as ruas da minha cidade em 16 de agosto. E levarei minha família comigo. E conclamo os brasileiros a fazerem o mesmo. Precisamos criar uma onda verde e amarela que ressoe nos quatro cantos do planeta. Precisamos balançar as estruturas do poder.

Precisamos incutir o terror das conseqüências de seus atos nos corações e mentes dos corruptos e corruptores. Precisamos extirpar essa máfia que se instalou no Brasil. Mas, para que isso ocorra você, amigo leitor, deve desligar o piloto automático e tomar uma simples, porém magnífica decisão: ocupar as ruas da sua cidade no próximo dia 16/08. E convencer muitas outras pessoas a fazerem o mesmo.

O Brasil precisa da nossa união. Precisa do nosso grito. Precisa da nossa força. Precisa da nossa presença. Uma simples decisão que poderá mudar para sempre o nosso destino. Não espere mais: faça valer a sua voz. Ocupe as ruas da sua cidade em 16/08.

O Brasil, nossa pátria amada, precisa que seus filhos de verdade salvem a nossa Mãe Gentil!





Por Robson Merola de Campos

Família: perdeu-se um tesouro?


É provável que só com ler o título deste artigo alguém já me esteja admoestando mentalmente: "Olha que Estado é laico!". Como se eu não soubesse! Tal advertência, tantas vezes lida e ouvida, tem por finalidade silenciar qualquer opinião que, objetiva ou subjetivamente, mantenha relação com alguma orientação religiosa cristã. Isso leva ao seguinte disparate: o ateu, o comunista, o materialista, o maria-vai-com-as-outras, o iletrado e o doutor, podem falar sobre quaisquer assunto, especialmente sobre moral e valores. Admitem-se, inclusive, com reverências e como referências, posições das mais diferentes culturas, da txucarramãe à budista. Calem-se, contudo, os que pretendam dizer algo que guarde relação com a tradição judaico-cristã, fundadora, com a filosofia grega e o direito romano, da civilização ocidental.

O tema "família" sempre foi conteúdo importante nas posições filosóficas e ideológicas. Os totalitarismos investem contra a instituição familiar dado seu notável efeito na transmissão dos valores através das gerações. Procuram afastar os filhos dos pais, entregando-os pelo maior tempo possível às orientações do Estado. Incentivam os jovens a delatar os genitores por posições ou atividades contra o Estado. Engels, em "A origem da família, da propriedade e do Estado", vai na esteira aberta por Marx que pretendeu ter diagnosticado a família - mais do que a propriedade - como origem da desigualdade. Fabulou ele que, no microcosmo da família, o pai opressor desempenhava papel análogo ao do capitalista em relação ao proletário. Ali habitava a matriz das desigualdades a ser combatida por aqueles que consideram toda desigualdade como um mal em si mesmo - o que, aliás, é absolutamente falso.

Convém lembrar, de outra parte, que não apenas os coletivismos e os totalitarismos investem contra a instituição familiar. Também os defensores do individualismo exacerbado, anarco-individualistas, a atacam, embora por outra frente. Consideram que a família, por se constituir em um "coletivo" a influenciar fortemente os indivíduos, acaba opondo obstáculos à liberdade de cada um. Portanto, em benefício da liberdade de todos, é preciso reduzir a força desses vínculos internos. É preciso abri-la. E então, surpresa! Estes últimos, que desconsideram a dimensão social da pessoa humana, acabaram sendo mais eficazes na erosão da instituição familiar do que os próprios marxistas. Entende-se. Os marxistas se acasalaram com um sistema econômico inviável e o fracasso econômico acabou desacreditando seu arcabouço filosófico. Restou apenas a mentalidade totalitária como participante do jogo político.

A ideologia de gênero, tão em voga, assedia o mesmo inimigo comum, ou seja, a instituição familiar. Em nome do coletivismo e do igualitarismo, desconhece o sexo com que se nasce para fazer, do gênero, objeto de uma construção. Não havendo sexo, extinguir-se-ia a diferença e se instauraria a igualdade. Convencer as crianças disso, é proclamado indispensável à "desnaturalização dos papéis de gênero e sexualidade". Pelo viés oposto, a ideologia de gênero, em nome do individualismo anárquico, faz dessa "pedagogia" uma educação para a liberdade.

Não é difícil perceber o que vai acontecer com a família à medida em que forem prosperando os ataques ao seu sentido natural, à sua finalidade essencial, e sendo adelgaçados, por vários modos e motivos, os vínculos entre seus membros. Combater a instituição familiar é atentar contra a humanidade e a liberdade. A família é essência do espaço privado, grupo humano em relação ao qual o Estado só deve agir para proteger e onde não deve entrar sem expressa e muito bem justificada determinação judicial. Ela é o porto seguro, escola do amor afetivo e efetivo, do serviço mútuo, do sacrifício pelo bem do outro, do martírio e do êxtase. Onde mais se haverá de prover tudo isso, geração após geração?

Alguém dirá que o parágrafo acima é ficcional. Que não se pode tomar a exceção por regra. Admitamos. Admitamos que o descrito é exceção e que a regra, agora, é outra. Perdeu-se, então, um tesouro.





Por Percival Puggina

A oposição somos nós!


O País desceu muitos degraus na escala moral e da compostura pela baixa qualidade da política exercida pelos seus dirigentes e aliados, portanto, tem que reagir com energia e repulsa, para impedir que o indecoroso conceito de impunidade que regula a filosofia da pior estirpe de velhacos de nossa história, venha a ditar as normas pedagógicas da “nova escola”.

Cuidemos de tirá-los do trono, destruindo o seu projeto de poder indefinido. Essa gente, durante o governo militar, articulou-se em guerrilhas para instituir a “democracia comunista”, a tão “justiceira sociedade igualitária”. Hoje, no poder, a igualdade existe, mas entre eles próprios, na divisão do dinheiro da Nação em que o montante das cotas indica o preço de cada um.

A presidente sempre teve arroubos por cofres. Mas, a parcela do povo tutelada, os “famosos” artistas repetidores de roteiros, os intelectuais de bares e a mídia escamoteadora da verdade, entregaram-lhe a chave do erário, como se entrega o mapa do tesouro a um pirata. A festança foi grande até o momento.

O cobertor emporcalhado, que agasalhava o Executivo, cobriu as Casas do Congresso e o STF. Se os Três Poderes engajaram-se na proteção dos interesses partidários, seus integrantes, com raríssimas exceções, já estão contaminados e é necessário urgência na limpeza geral do centro do poder.

Destaca-se nessa aliança entre o partido vermelho e seus aliados a identidade de ações no jogo da baixa política na qual o que menos importa são as questões nacionais. Tanto que nomes representativos das Casas participam da lista como beneficiários de substanciais somas para manter providencial desinteresse em fiscalizar os vários golpes do Executivo e acordos por ele assinados sem que passassem pelo Congresso e recebessem ou não o seu aval.

Isso não significa harmonia entre Poderes, mas cumplicidade de interesses, em detrimento do interesse maior que é o da Nação. Foram eleitos para servi-la, mas em troca deixam-lhe arruinada.

Esses mesmos parlamentares citados pela Justiça acusam-na, atacam a PF, o MP, o íntegro juiz Sérgio Moro, por terem descobertos as falcatruas em que se meteram. Legisladores que ofendem, quando acusados, as instituições que zelam pela execução das leis que eles mesmos elaboraram, é uma prova de que o País não poderá mais contar, na defesa de sua soberania, com decisões idôneas, cívicas, isentas, porque poucos nomes não estão manchados.

Acrescente-se à já conhecida deficiência intelectual da presidente, os gracejos do emproado vice que não se coadunam com a seriedade da situação, classificando-a de “crisezinha” (1), numa linguagem aquém de seu cargo, expressada a jornalistas estrangeiros, no exterior, de maneira pejorativa, comprovando a qualidade da política brasileira sempre apoiada em mentiras. Demonstrou desapreço por si mesmo, pelo País que deveria bem representar e pelo povo que lhe paga a viagem.

Foi assim com Collor, com FHC, que não desperdiçava momento, nos países em que ia dar conta de seu serviço de apátrida, para descrever o Brasil à sua maneira e semelhança: acanalhado. Agora, aproveitando o País fragilizado, deita falação aos que ainda desconhecem as suas ligações transnacionais. Finge-se indignado, porque há objetivos obscuros que devemos impedi-lo de pôr em prática. Foi assim, também, com Lula, “o honoris causa” da malandragem e da corrupção.

Não podemos cair na armadilha da falsa oposição, que FHC pensa em liderar para tumultuar.

Nós somos a verdadeira oposição, apartidária, sem muletas parlamentares, que somente se prendem a nossos braços para tirar proveito da situação caótica que ajudaram a implantar.

Esta é a hora da extrema limpeza. Não percamos mais tempo. Encontremos o nosso líder fora dos quadros políticos comprometidos.

(1) Estado de S. Paulo, 21/7/2015, A6.





Por Aileda de Mattos Oliveira