segunda-feira, 20 de julho de 2015

Doutrinação ideológica: o segredo do Diabo é fingir que não existe


O tema de debate na página de opinião da Folha hoje foi a doutrinação ideológica em nossas escolas. Do lado que defende a existência da doutrinação e a necessidade, portanto, de proteger os alunos com base nas leis, escreveu o advogado Miguel Nagib, da ONG Escola Sem Partido. Do outro lado, o professor de história contemporânea da USP Lincoln Secco, alegando que é censura limitar o que os professores podem dizer em sala de aula e chamando de “conspiração” a ideia de que há doutrinação ideológica em curso.

Nem preciso dizer quem está com a razão, do meu ponto de vista. Nagib apresenta claros argumentos, embasando sua defesa do projeto de lei que leva o nome da ONG que criou, enquanto Secco apela para ironias de quinta categoria, tentando ridicularizar quem constata o óbvio: que, no Brasil, vários “professores” mais parecem militantes partidários e ideológicos, abusando da “liberdade de cátedra” para fazer lavagem cerebral nos alunos muitas vezes ainda indefesos. Diz o professor:

É a escola! Basta ler a justificativa de um dos projetos e encontraremos a razão recôndita: prepara-se no Brasil uma doutrinação ideológica baseada no filósofo italiano Antonio Gramsci e nas teses do 5º Congresso do PT (sic)!

Como o processo educativo ainda é um encontro de pessoas, é claro que os professores não podem se despir de suas crenças quando ensinam, tampouco as crianças, que trazem para a sala de aula os preconceitos que absorvem em suas famílias ou meios de comunicação.

[...]

Contra quais desses parâmetros os projetos de lei se insurgem? Seriam contra a história da África, só porque foi inserida no currículo pelo governo Lula? Contra o direito a brincar que é um dos princípios definidos pelo Ministério da Educação para a escola infantil?

Afinal, talvez haja um conteúdo chinês no jogo da amarelinha ou a preparação para a clandestinidade no esconde-esconde!

Que o leitor entenda aqui a ironia como o último recurso diante da língua simplificada dos neofascistas. Apresentam-se como defensores da liberdade, assim como o golpe de Estado é sempre pela democracia.

E, quando você discorda, lê nos seus esconderijos virtuais termos como “idiotice”, “masturbação sociológica” e a suprema ofensa: “petista” (outrora seria “comunista”). Curiosamente, eles são os frutos da mesma escola que nos doutrina como esquerdistas incorrigíveis.


A afetação é digna de um embusteiro pego em flagrante. É o nervosismo de quem viu a máscara cair. Então o professor nega que muitos dos seus pares são, sim, filhotes de Gramsci, transformando as escolas em antros de doutrinação ideológica para sua revolução e para “reformar a sociedade” com cores vermelhas? Então ele nega que o ideal de buscar a neutralidade deva ser seguido, ainda que sua plenitude seja impossível? Então ele acha que o problema é a história da África, e não a intensa propaganda comunista nas aulas, transformando o assassino Che Guevara num herói e culpando o capitalismo por todos os males do mundo?

Note que o professor ridiculariza até o ataque de “petista” a essa turma engajada, como outrora foi o termo comunista usado para condenar… comunistas! Então ele acha que comunistas não existiram e não representavam ameaça real às democracias? Então ele ignora a Guerra Fria e que ela tinha claramente um lado errado, e era o lado comunista?

Por fim, ele tenta usar um recurso pérfido: diz que esses anticomunistas são frutos da mesma escola que doutrina os alunos como esquerdistas incorrigíveis, como se a existência dessa gente fosse prova de que não há doutrinação alguma. Ora, só mesmo um típico aluno doutrinado por um professor desses cai nessa ladainha. Claro que nem todos saem como analfabetos funcionais, como papagaios que só repetem slogans marxistas.

Alguns tiveram o antivírus inoculado em casa, outros desenvolveram por conta própria a capacidade de pensar de forma crítica e evitar a lavagem cerebral. Isso não nega, de forma alguma, a existência da grande máquina de moer cérebros montada pelos partidos e sindicatos de esquerda em nossas escolas. O resultado, aliás, é visível: o PT está no poder há 13 anos destruindo o Brasil, Paulo Freire, que adorava ditadores assassinos, é enaltecido como um guru e “patrono da educação brasileira” pelos idiotas úteis, o regime opressor cubano ainda é idolatrado por vários imbecis, etc. O resultado dessa doutrinação está aí, para quem tiver olhos para enxergar!

Mas o Diabo adora fingir que não existe. É sua principal tática na conquista de almas penadas. Comunismo? Isso é paranoia de reacionário. Esqueça o Foro de São Paulo, o Mercosul bolivariano, a Venezuela chavista, o MST: nada disso existe! É coisa da mídia golpista. Gramsci? Quem é mesmo? Doutrinação ideológica nas escolas? Que isso?! São apenas militantes comunistas que não conseguem deixar seu viés de fora da sala, como, aliás, todos! Livros de história que enaltecem as “maravilhas” do socialismo, sistema que trouxe sempre, em todo canto, apenas escravidão e miséria? Qual o problema? Sabemos que o capitalismo é o grande inimigo mesmo…

É muita desonestidade intelectual, muita safadeza, muita cara de pau! Mas Miguel Nagib, ao contrário do irônico professor esquerdista, coloca os pingos nos is e disseca o que está por trás dessa “liberdade” pregada pelos militantes:

Censura é cerceamento à liberdade de expressão. Ocorre que não existe liberdade de expressão no exercício estrito da atividade docente. Se existisse, o professor não seria obrigado a transmitir aos alunos o conteúdo de sua disciplina: poderia usar suas aulas falando sobre futebol e novela.

Também não existe liberdade de expressão quando a pessoa se dirige a indivíduos que são obrigados a escutá-la, como os alunos numa sala de aula. Do contrário, a liberdade de consciência desses indivíduos –garantida pela Constituição– seria letra morta. O que a Carta Magna assegura ao professor é a liberdade de ensinar.

Essa liberdade, porém, não confere ao professor o direito de abusar do seu cargo e da audiência cativa dos alunos para promover suas convicções políticas e ideológicas.

Além de violar a liberdade de consciência dos alunos, essa prática ofende o princípio constitucional da neutralidade política e ideológica do Estado –que impede o uso da máquina pública em benefício desse ou daquele partido ou ideologia– e afronta a democracia, já que visa a desequilibrar o jogo político em favor de um dos competidores.

[...]

As obrigações são estas: não abusar da audiência cativa dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para essa ou aquela corrente ideológica, política ou partidária. Não favorecer nem prejudicar os alunos em razão das suas convicções políticas, ideológicas, religiosas ou morais. Não fazer propaganda político-partidária em sala de aula. Ao tratar de questões controvertidas, apresentar aos alunos, de forma justa, as principais teorias, versões e perspectivas concorrentes. Respeitar o direito dos pais dos alunos sobre a educação moral dos seus filhos.


Claro que os comunistas, que fingem não existir, não toleram isso. Eles querem controlar as mentes, inculcar sua ideologia em crianças indefesas, formar uma legião de soldados revolucionários para “reformar a sociedade”, trocando o sistema capitalista pelo comunista. Isso é um crime! Isso é indecente, imoral e inconstitucional. Esses “professores” não têm o direito de abusar de sua posição para fazer lavagem cerebral. Já fizeram isso por tempo demais impunes. Agora chega. Agora os pais estão acordando para seus direitos, e vão lutar para proteger seus filhos!






Por Rodrigo Constantino

sábado, 18 de julho de 2015

Crise institucional


A crise piorou nos últimos dias. Ela se desdobra em ramificações que se cruzam, elevando o grau de tensão. A presidente da República vai se transformando em uma figura simbólica, sem qualquer capacidade de comandar a agenda. Os poderes se acusam. A economia se afunda em recessão, inflação alta e dívida crescente. Economistas estão revendo para 2% a 2,5% o encolhimento do PIB de 2015.

Quando a presidente Dilma fala, a gente nota que o silêncio lhe cai bem. Quando nada diz, pode-se ter esperança de que ela esteja entendendo o grau de confusão no qual o país está. Ao falar, Dilma confunde confissões extraídas sob tortura na ditadura com delações previstas em lei, feitas por criminosos à Justiça, em pleno Estado de Direito. Nas reuniões que faz para avaliar a crise, a presidente mistura governo com partido ou tem encontros que, do ponto de vista institucional, não deveria ter para tratar deste tema, como o que manteve com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Há uma crise política derivada da perda de apoio popular à presidente. Pela lógica do modelo do presidencialismo de coalizão, a desaprovação dos eleitores acaba desidratando a força política do chefe do executivo. Nos ciclos do modelo brasileiro, o poder atrai, a perda do poder afugenta. Os políticos da base governista se afastam do chefe do executivo quando ele perde aprovação popular. Momentos assim exigem da Presidência grande habilidade para comandar a agenda política e voltar a ser um polo de atração. Esse atributo parece não ser o forte da atual presidente.

Há uma crise política por uma situação peculiar do momento, em que os comandantes das duas Casas do Congresso estão sob investigação e sendo citados como beneficiários de propina. A reação deles é acusar o Executivo de estar por trás das ações da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça. Por elementar, se pode afastar essa visão persecutória. Se tivesse capacidade de manipular o órgão policial e as instituições do Ministério Público e Justiça, o governo o faria em seu próprio benefício. Não tem conseguido no MP nem na Justiça de primeira instância.

A reação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é uma tentativa de se desvincular de um escândalo que o pega de frente. Na sua declaração se vê a tentativa inútil de camuflar algo que está visível. “Essa lama, eu não vou aceitar estar junto dela.” Cunha rompeu com o governo, mas não pode se separar da Operação Lava-Jato, a menos que se prove que a acusação feita pelo delator Júlio Camargo, de que deu a ele US$ 5 milhões, não é verdadeira.

Esse ambiente indica que o segundo semestre será pior do que o primeiro na política. Cunha tem grande poder sobre a pauta do Congresso, como se viu, e sabe exercê-lo. O governo é inoperante e inábil. Isso faz com que qualquer proposta que vá para o legislativo, mesmo que seja excelente do ponto de vista fiscal, pode se transformar em um projeto bomba. Eles fizeram isso no primeiro semestre, ao pendurar sobre uma MP que reduzia o custo com as viúvas jovens o projeto mais desestabilizador das contas previdenciárias.

Na economia, as perspectivas pioraram nos últimos dias. Esta semana, foram vários os especialistas de bancos e de consultorias que revisaram para pior as projeções da recessão. Economistas como Marcelo Carvalho, do BNP Paribas; Silvia Matos, do Ibre/FGV; ou Luiz Carlos Prado, da UFRJ, não tiveram dúvidas em dizer que houve uma piora no quadro econômico recente. Silvia disse que a Fundação tem colhido uma deterioração cada vez maior nas sondagens de confiança dos setores empresariais e dos consumidores. Marcelo Carvalho disse que o país vai viver a pior recessão em uma geração. A última queda do PIB significativa foi a de 1990, do governo Collor.

Essa mistura é explosiva: uma crise econômica com desemprego, inflação, recessão e piora fiscal; uma crise política que desfaz a coalizão de governo; um processo de investigação criminal que avança sobre algumas das principais lideranças do país. Não pelo que Cunha falou ontem, mas por tudo o que aconteceu este ano, já se pode dizer que o país não está apenas com dificuldades na governabilidade. O país está entrando numa crise institucional.




Por Miriam Leitão

A voz rouca das ruas


Em linguagem parlamentar chula, o tempo é de vaca não reconhecer bezerra, tal a confusão em Brasília. Como não há nenhuma liderança política que se imponha para tentar controlar a crise, e nem legendas partidárias de peso que possam se posicionar acima das dissidências, pois estão envolvidas em tenebrosas transações ou interesses próprios, ou não têm expressão para a mediação política necessária, o que vai definir o rumo dos acontecimentos serão as manifestações populares.

Se a programada para o dia 16 de agosto tiver a grandiosidade das primeiras, acontecidas em 2013 e, mais adiante, em março deste ano, o frágil equilíbrio do governo desmoronará rapidamente. O Congresso e os órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se moverão de acordo com a voz rouca das ruas (na definição perfeita de Ulysses Guimarães), e nesse caso o espalhafatoso anúncio do presidente da Câmara Eduardo Cunha de que está na oposição ao governo terá conseqüências drásticas enquanto ele tiver poder para tanto.

É claro que ter um atirador de elite como Eduardo Cunha à solta por aí, com o único propósito de levar junto consigo o maior número de pessoas possível para o destino que parece inevitável, não é uma situação confortável nem mesmo para seus maiores inimigos.

Mas, dentro da confusão que está instalada, soou como música a ouvidos palacianos a denúncia do empresário Julio Camargo contra o presidente da Câmara. Cunha, porém, vai fazer o estrago possível e ontem mesmo já convocou a temida (pelo governo) CPI do BNDES, e anunciou que convocará em agosto outra bomba, a CPI dos Fundos de Pensão.

Seu companheiro de infortúnios, o senador Renan Calheiros, já havia anunciado a formação das mesmas CPIs no Senado. Mesmo sem ser tão histriônico quanto Cunha, Calheiros guarda na geladeira a vingança que usará contra seus adversários, enquanto tiver forças para lutar.

O mais provável, porém, é que ambos sejam obrigados a deixar as presidências das Casas legislativas que comandam, se não por questões morais que há muito superaram por um pragmatismo político desprezível, por força de decisão judicial. Mas enquanto estiverem de posse de suas funções, farão tudo para atazanar a vida do Palácio do Planalto, que, estão convencidos, está por trás da “perseguição” do Ministério Público a eles.

Uma teoria conspiratória de péssima qualidade, pois se o governo tivesse condições de controlar os controladores e os investigadores, não estaria na situação de penúria política em que se encontra. Mas também para Cunha e Calheiros é bom se convencerem dessa estapafúrdia versão, pois somente ela justifica o que está acontecendo com os dois.

A alternativa seria admitir que estiveram mesmo metidos nas negociatas da Petrobras, o que não farão, nem depois de presos, se for o caso.

Quem diz que sabe o que vai acontecer está mentindo. Tamanha confusão sem uma instância de mediação nunca se viu no país, a começar por um governo tão fraco que não consegue nem mesmo manter a maioria aparente no Congresso, quanto mais comandar um grupo político.

Eduardo Cunha disse, com endereço certo, que existem vários “aloprados” no Palácio do Planalto minando as negociações políticas que o vice-presidente Michel Temer vem tentando. Existem de fato informações de que tanto o ministro Chefe do Gabinete Civil, Aloisio Mercadante – a quem Cunha certamente quis atingir com o epíteto “aloprado” – e a Ministra do Planejamento Miriam Belchior, não liberam as nomeações acertadas com a base política.

Mas e se fazem assim com a anuência da própria presidente Dilma, que nos bastidores já se queixou de não se sentir confortável com esse presidencialismo de coalizão que troca cargos por votos?
O que resta a Dilma a esta altura é querer se diferenciar dos que à sua volta estão envolvidos nos escândalos de corrupção. Já disse que não vai pagar a conta pelo que outros fizeram – referência indireta ao PT e, sobretudo, a Lula – e que não encontrarão nenhum proveito pessoal dela nesses desvios.

Uma tentativa de bloquear suas próprias culpas, como ter sido presidente do Conselho de Administração da Petrobras e não saber o que estava se passando sob seu nariz na companhia. Ou “fazer o diabo” para se eleger, fechar os olhos e aceitar dinheiro sujo para financiar sua campanha.
Uma atitude psicológica natural essa de procurar se proteger quando o mar de lama se aproxima. Quanto mais não seja para justificar depois uma atitude mais dramática, como a renúncia à Presidência.





Por Merval Pereira

Família X Pátria Educadora


Um olhar amplo e mais apurado de qualquer cidadão comum observador, para a atual infiltração do comunismo no Brasil travestido de socialismo, vai se deparar com um aspecto muito mais sombrio do que outrora, nas investidas dos simpatizantes de Carlos Prestes.

A ideologia comunista na época de 50, que contava com campanhas mascaradas Pró-Paz, e precisava de grande concentração humana para se difundir, enfrentava a vigilância natural da sociedade conservadora, a diligência impecável da força militar, além de enfrentar-se com dificuldades que passavam pela dificílima derrubada de valores familiares e culturais. A campanha falhou. 

Naturalmente.

Na linha de montagem da estrutura do partido, era necessário o equilíbrio de forças cujos 4 pilares eram:
1 – Operariado;
2 – Campesinato;
3 – Juventude e..
4 – Mulheres.

Mas a distribuição desses grupos não guardava as proporções adequadas para a vida da campanha. A massa de operários sempre guardou o maior contingente de adeptos. Em razão disso, o partido sempre valorizou e se dirigiu ao campo, buscando nesse meio atrair trabalhadores agrícolas.

Reconhecendo na cultura da época, a nítida dominância dos grupos de jovens pelos grupos mais velhos e conhecendo estatisticamente a pirâmide de idades da população brasileira à época, o partido achou necessário aliciar a juventude para compor as hordas.

A mais arriscada e mais danosa de todas, a adesão feminina, graças a Deus não aconteceu. Com ela se teria o rompimento da unidade familiar brasileira. Nesse ponto, a valorização do conjunto cultural conservador, o conjunto de regras da boa prática social e familiar, adotadas pela nossa sociedade à época, nos salvou do subjugo da ideologia comunista.

Agora não necessitam mais tramar pelas alcovas. Venhamos para 2015 com as observações cruciais: A ascensão desse partido se deu já a partir do ponto mais alto do estado, depois de ocupados os pontos chave estratégicos , beneficiado pela boa tecnologia mal usada nas urnas. Não foi nem será necessário, grande concentração de massa humana a não ser para servir de suporte econômico à ideologia esquerdista. Nunca foi tão fácil, difundir, aliciar, conquistar e corromper. A internet é uma aliada indispensável nessa jornada falso-socialista. Não haverá lutas bélicas, porque as armas são os meios de comunicação de um lado e de outro, que logo mais através de marcos regulatórios, serão removidos das mãos do lado oprimido, antes que ele entenda de fato toda a trama. Matar-se-á pela economia: de fome, de frustração, de indignidade e vergonha. Enfraquecer-se-ão os mais sólidos valores: os morais. e assim “tudo estará consumado”.

E a sociedade, hoje já desprovida dos valores morais mais nobres, que não eram apenas privilégio de classes ricas, mas de todo brasileiro bem criado, agora simplesmente aplaude, alienada ou indiferente em sua maioria. Não é que estão dormindo, é que quase não há mais valores a serem lembrados, porque foram preteridos e sucumbiram à falsa evolução.

O que resta? Novamente os velhos valores de “unidade familiar”, que ainda são a última resistência nacional. Neles estão depositadas as últimas esperanças de sobrevivência de nossa democracia. Porque para que se entenda o principal ângulo comunista, é preciso lembrar de que o conceito de “família” como é estruturado o nosso, não existe. Há apenas a grande mãe socialista travestida de “pátria educadora”, que ensinará sua lição sistematicamente aos filhos, que por fim serão apenas seus escravos. A nossa família como é estruturada hoje, está fadada a morrer pelas mãos sujas da esquerda, num futuro muito próximo. É para a família que devemos voltar nossos cuidados. É para a família que devemos fazer nossos maiores esforços, porque toda a atmosfera socialista que já respiramos, já está consolidada a nosso desgosto. Apenas nossos descendentes poderão mudar o curso da história.





Por Mônica Torres

Começou a corrida pela sucessão


No mesmo dia em que o Ministério Público Federal do Distrito Federal abriu um procedimento para investigar as relações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a empreiteira Odebrecht, dois novos depoimentos da Operação Lava Jato atingiram o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (na foto). Primeiro, o delator Júlio Camargo afirmou ter entregado US$ 5 milhões em propinas a ele – Cunha negou e chamou Camargo de “mentiroso”. Depois, o doleiro Alberto Yousseff se disse ameaçado por um “pau mandado” de Cunha.

Desde ontem, o PMDB se declara, em diferentes graus, rompido com o governo Dilma Rousseff. Cunha tem falado nos bastidores em abrir sua “caixa de maldades”, acusa o governo de conluio com a Procuradoria-Geral da República para atingi-lo e promete transformar a vida de Dilma num inferno ainda maior no Congresso Nacional no segundo semestre. Alguém ainda acreditava que Cunha fosse um aliado do governo?

Tudo isso tem um significado político claro: seis meses depois da posse, está aberta, dentro do próprio governo, a corrida pela sucessão da presidente Dilma, cuja popularidade naufraga em índices inferiores a 10%. A forma como isso se dará ainda não está clara. Em todos os cenários, um fator será crítico: até quando DIlma ficará no poder? Se resistir até o fim do mandato, a viabilidade de qualquer candidatura governista será prejudicada pela situação econômica calamitosa. A mera possibilidade – ainda que pouco provável – de impedimento ou renúncia contribuirá para enfraquecer Dilma ainda mais. Tendo isso em mente, podemos analisar os interesses dos possíveis candidatos do PT, PMDB e PSDB.

Do lado petista, o candidato óbvio à sucessão é o ex-presidente Lula. Para chegar lá, ele precisa sobreviver às denúncias e evitar que as investigações do petrolão cheguem a seu nome. Mas isso não basta. A questão para Lula é mais complexa. Vale a pena para ele concorrer como sucessor de Dilma? Ou seria melhor concorrer contra um governo comandado pelo PMDB de Michel Temer e Eduardo Cunha e aparecer como redentor do projeto petista original? Uma análise fria mostra que a presença de Dilma no poder é um empecilho para o sucesso da candidatura Lula. Nas últimas pesquisas que simulam intenções de voto, Lula tem perdido para o tucano Aécio Neves, em boa parte porque Dilma, ele e o PT estão, em suas próprias palavras, “no volume morto”. Não seria uma surpresa se Lula – apesar de todo o esforço para atacar os desdobramentos da Lava Jato – pouco fizesse para segurar Dilma no cargo, caso suas contas sejam condenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no julgamento previsto para agosto.

Do lado da oposição tucana, os candidatos óbvios são o senador Aécio Neves e o governador paulista, Geraldo Alckmin. Ambos se saem relativamente bem nas pesquisas. Para os dois, a permanência de Dilma no poder facilitaria o jogo. Paradoxalmente, é do interesse da oposição tucana resistir às tentativas de impeachment, pois uma disputa com um sucessor peemedebista ou com um Lula livre do espectro dilmista traria um grau de incerteza. Dilma fraca, para Aécio e para Alckmin, é melhor que Dilma fora.

A maior novidade é a oposição peemedebista (já está na hora de chamá-la pelo nome). O vice Temer, uma voz de sensatez que em geral tenta desarmar todo tipo de tensão política, certamente não se oporia a cumprir o final do mandato de Dilma, caso a situação chegue a esse ponto – ainda mais se pudesse passar o bastão a alguém de seu partido no final. Mas seria uma mudança arriscada para o PMDB, acostumado em mais de 20 anos ao papel de segundo partido em qualquer coalizão governista. Eterna garantia da governabilidade, avesso a rupturas, o partido se veria dependente de uma saída traumática para assumir o poder. A maior dúvida, nesse cenário, é qual PMDB seria beneficiado? O PMDB de Temer, Renan Calheiros e dos caciques regionais interessados em manter seus feudos? O PMDB de Cunha e sua agenda neoconservadora anti-petista? Ou uma terceira via, talvez o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, cuja popularidade poderia despontar no cenário nacional no esteio da Olimpíada de 2016? Quem seria o candidato a presidente num partido que é uma federação de interesses difusos?

Dúvidas, dúvidas, dúvidas… De certo, agora, apenas a ruptura na aliança governista – e uma improvável, e talvez temporária, confluência nos interesses de Lula e Cunha no que diz respeito ao governo da presidente Dilma.





Por Hélio Gurovitz

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O roubo político é ainda pior que o comum: os fins "nobres" não justificam os meios nefastos!

                                                             Ele matou e roubou em nome do povo. Isso é agravante, não atenuante!

Que alguém, para defender o PT, precisa ter algum desvio de caráter, isso acredito que todos com um pingo de caráter já perceberam. Mas há uma categoria de gente sem caráter que pensa ter caráter, que realmente acha não ter abandonado a ética, pois condena a corrupção para benefício individual, mas apoia os desvios em nome da causa.

Essa gente segue a velha máxima comunista de que os fins “nobres” justificam quaisquer meios, por mais nefastos que sejam. Roubam, portanto, com consciência limpa, pois “sabem” estar do lado certo da História, e não será o “moralismo burguês” que vai impedir a conquista da utopia.

Para esses defensores da “justiça social”, não foi a ética que acabou rasgada, mas apenas a “ética burguesa”, coisa de classe média alienada. Se o soldado da causa desviou recursos públicos, precisou meter a mão na lama por causa do “sistema”, mas fez isso tudo para ajudar a perpetuar o partido no poder e, com isso, avançar rumo ao socialismo “maravilhoso”, então ele está não só perdoado, como será enaltecido como herói.

Esse foi o tema do importante artigo de Nelson Motta hoje no GLOBO. Um artigo que precisa ser lido, pois revela essa mentalidade, típica da esquerda nacional, que tão mal faz à nossa democracia. Os bandidos comuns são menos perigosos do que os “revolucionários” da causa socialista. Diz o autor:

Posso até acreditar que João Vaccari não ficou com um tostão dos pixulécos milionários que arrecadou para o PT na Petrobras. Mas isso não faz dele um guerreiro do povo brasileiro e nem é atenuante para seus crimes; é agravante.

Em países civilizados, de maior tradição jurídica do que o Brasil, como a Itália, a Alemanha e a Inglaterra, a motivação política é um agravante dos crimes, aumenta a pena. Porque o produto do roubo servirá para fraudar processos legais, para atentar contra as instituições democráticas, para prejudicar adversários políticos, e terá consequências na vida de todos os cidadãos que tiveram seus direitos lesados em favor de um plano de poder de um partido.

O ladrão em causa própria dá prejuízos pontuais a pessoas físicas ou jurídicas. O que usa o dinheiro sujo para fraudar o processo eleitoral e manipular a vontade popular, para corromper parlamentares e juízes, para impor o seu projeto político, causa irreparáveis prejuízos a todos porque desmoraliza a democracia, institucionaliza a impunidade e interfere — sejam lá quais forem as suas intenções — de forma decisiva e abusiva nos direitos e na vida dos cidadãos que sustentam o Estado.

Uma das mais nefastas heranças do PT no poder foi a institucionalização — e absolvição — do roubo com motivações políticas, com mensaleiros e tesoureiros corruptos ovacionados como guerreiros e heróis pela militância cega, surda e bem empregada. Por essa ética peculiar, em nome da “causa popular” vale tudo, extorsão, suborno, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, agir como uma máfia para destruir os adversários e se eternizar no poder. Em nome do povo, é claro…


As maiores atrocidades sempre foram cometidas em nome do povo. A Revolução Francesa levou ao Terror em nome do povo. A Revolução Bolchevique liquidou milhões em nome do povo. A Revolução Cubana ceifou a vida de milhares de inocentes no paredão em nome do povo. Esses psicopatas agiam com a consciência limpa, pois tinham “superado” a ética burguesa, o moralismo de classe média, esse apego “ultrapassado” aos princípios. Esses assassinos estavam acima disso, pois lutavam “em nome do povo”.

Todos esses “intelectuais” e artistas que relativizam a roubalheira petista, que defendem o partido depois de tudo que já sabemos, que tentam justificar atos tão indecentes com base na narrativa de que a corrupção não foi para vantagens pessoais (falso na imensa maioria dos casos), mas sim pela “nobre causa”, todos eles são cúmplices de um projeto nefasto de poder, que corrói as bases da nossa democracia. O ladrão político é ainda pior do que o ladrão comum. Os fins “nobres” não justificam os meios nefastos. E, concordando com Nelson Motta, “lugar de ladrão é na cadeia”.





Por Rodrigo Constantino

Confira 21 exemplos da inconsistência intelectual das Esquerdas


“A coerência é própria do caráter dos homens. Se eu sou incoerente é porque tenho o caráter de um deus.” Alexandre, O Grande

Um amigo me enviou um texto do meu colega Alexandre Borges em que este fazia uma crítica, bastante pertinente, à inconsistência intelectual, ou, se preferirem, à incoerência da atriz e colunista de Veja, Fernanda Torres, que, em artigo recente, defendeu a legalização do Uber, uma ideia francamente liberal e bem distante do fetiche regulatório que povoa as mentes do pessoal de esquerda, grupo ao qual aquela escrevinhadora pertenceria.

Na verdade, esse tipo de inconsistência é bastante comum nos esquerdistas, a ponto de ser possível escrever um livro a respeito. Esclareço que não estou me referindo aqui à hipocrisia da sinistra, tão bem retratada por Rodrigo Constantino em seu já famoso “Esquerda Caviar”. Hipocrisia é agir de forma diferente daquilo que prega. Quando falo de inconsistência intelectual, refiro-me apenas ao mundo das idéias, que se chocam muitas vezes de forma irremediável quando analisadas logicamente, nos levando a concluir que a filosofia dita progressista repousa muito mais em idiossincrasias e subjetividades do que propriamente no pensamento rigoroso.

Para aqueles que ainda têm alguma dúvida, seguem abaixo 21 exemplos clássicos da inconsistência intelectual presente nas ideias da imensa maioria dos esquerdistas, ressalvando que esta relação não é, de forma nenhuma, exaustiva (contribuições à lista serão bem vindas):

1) Esquerdistas em geral acreditam piamente no chamado “consenso científico” a respeito do aquecimento global antropogênico e das mudanças climáticas, mas se recusam a levar em conta o mesmo “consenso” sobre a salubridade dos alimentos geneticamente modificados.

2) Esquerdistas em geral são a favor da liberdade de escolha da mulher em relação ao aborto, mas querem reduzir essa mesma liberdade quanto à escolha da forma de parto e, não raro, pregam que o governo interfira no mercado para limitar o número de cesáreas, que, segundo alguns especialistas, poderiam prejudicar o bebê. Tão preocupados com a saúde dos fetos e tão indiferentes à sua vida.

3) Esquerdistas em geral são intransigentes defensores dos direitos da mulher e da igualdade de gênero nos países ocidentais, mas costumam fazer vista grossa ao que acontece com elas nos países islâmicos, onde muitas vezes são tratadas como escravas, privadas dos direitos individuais mais elementares.

4) Esquerdistas em geral, acertadamente, acreditam que aumentos de preços, via impostos, incentivam a redução do consumo de cigarros, gorduras e açúcares, mas acham que aumentos no salário mínimo não terão qualquer conseqüência no consumo da mão de obra pouco qualificada. Para eles, a lei econômica da oferta e da demanda é opcional.

5) Esquerdistas em geral favorecem a liberação da maconha e de outras drogas, em nome da liberdade individual de escolha, mas estão engajados em verdadeiras “jihads” contra o cigarro, as guloseimas, os refrigerantes e as gorduras trans. Ou seja, a liberdade de escolha depende da substância e não do discernimento do consumidor.

6) Esquerdistas em geral consideram que as mulheres estão sub-representadas em diversas áreas da sociedade, como no Congresso Nacional e nos altos cargos de direção empresarial, e não raro defendem a implantação de políticas afirmativas (cotas) para “solucionar” o “problema”. Porém, não ligam a mínima que o mesmo aconteça nas prisões e nas profissões de alto risco, por exemplo, onde o número de homens é também muito maior que o de mulheres.

7) Esquerdistas em geral são defensores intransigentes da ecologia e da vida animal, a ponto de promoverem verdadeiros linchamentos públicos sempre que alguma empresa petrolífera é responsável por vazamentos de óleo, mas fecham os olhos ao intenso massacre de pássaros promovido, por exemplo, pelas hélices geradoras de energia eólica e pelas fazendas de energia solar, não por acaso as formas de energia de seus sonhos.

8) Esquerdistas em geral consideram que os menores de 18 anos – e maiores de 16 – estão aptos a votar, formar sociedades empresariais, ter vida sexual ativa e até mesmo dirigir automóveis, mas são ao mesmo tempo absolutamente imaturos e incapazes de assumir eventuais responsabilidades por seus delitos.

9) Esquerdistas em geral deram apoio solidário e irrestrito à decisão da maioria no plebiscito grego sobre a dívida pública daquele país, mas se recusam a aceitar o resultado do plebiscito brasileiro sobre o desarmamento. O importante não é a democracia, mas o resultado do pleito.

10) Esquerdistas (pelo menos alguns) concordam que a carga tributária brasileira é alta e acham que deveria baixar, mas não pensam duas vezes na hora de apoiar qualquer nova política pública que aumente os gastos do governo.

11) Esquerdistas em geral são ferozes opositores do famigerado “consumismo desenfreado” praticado nas sociedades capitalistas, entretanto são os primeiros a propor políticas de incentivo que visem ao aumento do consumo, em períodos recessivos. Nessas horas, alguns chegam a apontar a poupança como ação antipatriótica.

12) Esquerdistas em geral costumam vituperar contra os altos salários dos executivos (vide o Movimento Occupy Wall Street), mas se calam diante dos altíssimos salários de seus artistas e desportistas prediletos, os quais, muitas vezes, ganham tanto ou mais do que aqueles.

13) Esquerdistas em geral reclamam dos altos preços dos produtos e serviços cobrados pelos gananciosos empresários capitalistas, ao mesmo tempo em que defendem, sistematicamente, o protecionismo mercantil, que reduz a concorrência e, consequentemente, ajuda a manter elevados os preços.

14) Esquerdistas em geral reclamam da corrupção, mas nunca desistem de querer aumentar o poder e o dinheiro nas mãos dos governos. Privatização? Nem pensar!

15) Esquerdistas em geral defendem, com justíssima razão, os direitos dos homossexuais, embora venerem alguns de seus maiores algozes, como Che Guevara e Fidel Castro, dois símbolos da perseguição contra os gays.

16) Esquerdistas em geral acham que a liberdade de expressão deve ser restringida quando, por exemplo, ela agride a imagem do Profeta Maomé, mas não estão nem aí para as agressões contra símbolos cristãos ou judeus.

17) Esquerdistas em geral foram às ruas e levantaram bandeiras a favor do impeachment onstitucional de Collor, assim como passaram anos pedindo o impeachment de FHC, mas acusam de golpistas os que hoje pedem o impeachment de Dilma.

18) Esquerdistas em geral discursam contra os grandes conglomerados empresariais das economias capitalistas, mas não se cansam de apoiar políticas públicas de apoio às grandes empresas, não raro fomentadoras de monopólios e oligopólios, como as praticadas, por exemplo, pelo BNDES.

19) Esquerdistas em geral são favoráveis à quebra de patentes farmacêuticas e, em muitos casos, até à sua completa extinção, mas costumam defender como intocáveis os direitos autorais de seus escritores e artistas preferidos.

20) Esquerdistas em geral, em época de eleição, costumam elevar os eleitores à condição de sábios (especialmente quando votam majoritariamente neles), mas tratam esse mesmo eleitor como alguém totalmente incapaz de tomar as decisões mais comezinhas do dia-a-dia, devendo ser tutelado até mesmo a respeito do que comer, beber, ler ou assistir.

21) Esquerdistas em geral almejam viver numa sociedade sem distinção de classes ou raças, mas não raro são os primeiros a dividi-la de acordo com a classe social ou a cor da pele. Quantas vezes, você, amigo liberal, já foi chamado de “coxinha”, “burguês”, “branquelo” e outras alcunhas do gênero?







Por João Luiz Mauad