quinta-feira, 9 de julho de 2015

Evoluindo para o abismo


O objeto (o valor moral, a Verdade) em si não muda, apenas é revelado; o que muda é a capacidade de percepção de quem o vê.

Quem diz que “a sociedade evoluiu” porque, por exemplo, agora se faz sexo cada vez mais cedo, já está na situação de confusão psicótica criada pelo estado de volubilidade moral criado pelo relativismo moderno.



Ouvi alguém dizer (talvez uma sexóloga de programa vespertino de TV) que “hoje em dia é normal que jovens de 12, 13 anos façam sexo” e que “pode ser que um dia deixe de ser assim”, “que volte a ser como antes”, mas que “agora é preciso se adaptar” à situação vigente.

Pois digo que o pensamento humano, a moralidade humana, não é algo alternado, transitório, sucessivo. Não é descrito, como querem os relativistas hodiernos, por algo como o movimento cíclico das estações do ano; não é uma sucessão de alterações de intensidades e estados de aparência, típica das mudanças climáticas. Em vez disso, a melhor metáfora à movimentação da humanidade (stricto sensu) é a evolução da noite para o dia – nessa ordem, porque é a alteração da escuridão para a luminosidade. Não se trata de uma mudança radical, binária; há, também, graduação – mas muito mais sutil do que na metáfora climática do relativismo. Nesta, os valores se alteram ao sabor das condições externas, do contexto. Como corpos submetidos às mudanças meteorológicas, os valores sob a ótica relativista têm suas características alteradas por acidentes e incidências ambientais – mudam de essência e aparência conforme estas ou aquelas condições de temperatura e pressão. Não há, pois, perenidade moral, porque tudo depende de condições várias, aleatórias e de previsibilidade falha, o que redunda não em evolução, mas em uma alternância confusa e caótica de estados. E, assim, a verdade de hoje será a mentira de amanhã e vice-versa.

Contudo, quem se detenha honestamente, sem vícios, à análise da natureza humana sabe que há, sim, uma evolução de fato – perene e indubitável. Para essa análise, sugiro sempre que se siga C.S. Lewis, no Capítulo 1 de "Cristianismo puro e simples" [1]. A evolução do pensamento humano, da moralidade humana, é uma evolução de luminosidade, da possibilidade de se enxergar aquilo que estava nas trevas da ignorância – a saber: cada ponto, cada artigo daquilo que Lewis chama de Lei Natural ou Lei da Natureza Humana, que diz que "todos os seres humanos, em todas as regiões da Terra, possuem a singular noção de que devem comportar-se de uma certa maneira, e, por mais que tentem, não conseguem se livrar dessa noção".

A verdadeira evolução é, pois, a transição das trevas para a luz. O objeto (o valor moral, a Verdade) em si não muda, apenas é revelado; o que muda é a capacidade de percepção de quem o vê. E, diferentemente das estações climáticas relativistas, nas quais todos são submetidos passivamente às inexoráveis intempéries, o dia da Verdade chama cada indivíduo à ação, à resistência, à caminhada. Para a humanidade, esse dia começa após a queda original; ou seja, é um dia que começa na noite, na escuridão. O sujeito, então, deve resistir à paralisia e ao desespero dessas trevas. Conforme tateia o ambiente e identifica aquilo que o cerca, passa a pelo menos vislumbrar os vultos. À medida que o sujeito resiste, ele avança não apenas no tempo, mas também no espaço – a transição se dá com o passar dos segundos, mas se o sujeito não caminhar na direção da luz, parará no tempo. Aos poucos, a luminosidade começa a tomar conta do ambiente, até ser total e atingir o próprio indivíduo. É assim com cada tópico da Lei da Natureza Humana.

Voltando ao mote deste texto: com o fim da escuridão, à ausência de nuvens, vemos que não somos rebanhos irracionais, que não precisamos nos “adaptar” à situação vigente, mas que podemos entender a realidade perene e arbitrar livremente sobre o que fazer com ela. A realidade do caso que motivou esta reflexão é que se trata da expressão de uma confusão tipicamente relativista. Diz-se que, atualmente, é “normal” que na transição da infância para a adolescência se pratique sexo com base em uma evolução aparente: já foi “normal” apenas a partir dos 21, depois a partir dos 18, 17, 15 e, agora, 13, 12 anos de idade. Ora, com base nessa mudança com aparência de evolução, não seria equivocado dizer que logo será “normal” que a sexualidade aflore aos 9, 7, 5 anos de idade. E bem sabemos que não é assim. A aceitação dessa suposta “situação vigente” não é a evolução da ignorância para a verdade; não é sequer a alteração relativista de uma verdade para a outra; é, sim, a obnubilação da verdade desta questão, o apagamento do fato de que não é pela idade que se mede o preparo para o ato sexual, mas por um conjunto de aspectos (físicos, psicológicos, morais), do qual a idade é mero elemento.

Quem diz que “a sociedade evoluiu” porque, por exemplo, agora se faz sexo cada vez mais cedo, já está na situação de confusão psicótica criada pelo estado de volubilidade moral criado pelo relativismo moderno, que [diz que] matou Deus e colocou em seu lugar a vontade egoísta de cada um. Apega-se a um registro (etário, no caso) em nome de uma verdade arrogada, gelatinosa, tíbia, relativa, ignorando as variáveis realmente relativas que conformam a Verdade fixa da questão.

Dificilmente viva entre nós quem atingirá a luminosidade total, e nisso não há novidades nem problemas, pois, se (mesmo sabendo que ela é inabarcável por nossa compreensão limitada) vivermos a buscá-la nesta vida, ela nos esperará na Vida luminosa de fato.

Essa busca é dificílima per se, mas é ainda dificultada por algumas intempéries. Após o vislumbre permitido pela luz do dia da Verdade, poderemos vacilar, fraquejar e permitir que nuvens obscureçam a visão, ou que chuvas e trovoadas atordoem nossa percepção. O importante é jamais nos esquecermos de que a Verdade seguirá lá, por detrás das nuvens, ou melhor, por sobre as nuvens, luminosa, pétrea, impávida e colossal, fixa no solo como a mais forte e imponente cruz que a mente humana possa conceber, apenas esperando por que consigamos evoluir até acessá-la.

Já a evolução relativista seguirá sempre a passos largos, rumando ao abismo.

"O cristianismo [a Verdade, em última instância] é a única estrutura que preservou o prazer do paganismo. Poderíamos imaginar crianças brincando na planície de um topo relvoso de alguma ilha elevada no meio do mar. Contanto que houvesse um muro em volta da beira do precipício, elas poderiam entregar-se ao jogo frenético e transformar o lugar na mais barulhenta creche. Mas os muros foram derrubados, deixando desguarnecido o perigo do precipício. As crianças não caíram; mas quando seus amigos voltaram, elas estavam todas amontoadas cheias de terror no centro da ilha; e sua canção já havia cessado."
G. K. Chesterton







Por Colombo Mendes

Por que PT é diferenciado em termos de corrupção?


Em mais uma desfaçatez típica da BLOSTA, Paulo Henrique Amorim questiona: “Por que os brasileiros acham que só o PT é corrupto?”. Os embustes começam já no título (e como o resto é a farofa de sempre, é o suficiente para esta análise). Só mesmo um zumbi para achar que existe algum tipo de verossimilhança na ideia de que os brasileiros inocentam os outros partidos de corrupção. Ao contrário, o brasileiro sempre reclamou da corrupção no inchado estado brasileiro. Exatamente por isso, reclamamos mais agora porque a corrupção alcançou níveis incontroláveis.

O maremoto de embustes propagado pelos blogs financiados com verba estatal não está sendo mais capaz de esconder que o povo brasileiro tem vontade de vomitar no PT não tanto pela corrupção, mas principalmente pela crise econômica e pelo estelionato eleitoral. A verdade é que a popularidade petista pode abaixar ainda mais se lembrarmos ao povo que a questão da corrupção no PT deveria deixá-los realmente zangados. Enfim, PHA nem sequer percebeu que falta o povo brasileiro entender o quão abominável é a corrupção praticada pelo PT. Ou seja, se ele reclama das “reclamações por corrupção”, é bom saber que ele não viu nada ainda.

No método fascista de PHA, uma população comportando-se como bovinos deveria se submeter à cleptocracias. Mas é exatamente este ponto que devemos deixar claro para o povo brasileiro. A “novidade” com o governo petista não é a corrupção, que sempre existiu, mas a corrupção como um projeto de poder de um partido, levada a um nível suficiente para quebrar nosso país. Assim como já ocorreu na Argentina e na Venezuela.

Já ouvi a seguinte explicação didática:

No passado, os partidos que chegavam ao poder costumavam dizer para os seus integrantes: “você está por sua conta, e espero que suas maracutaias sejam ‘bem feitas'; e caso você for descoberto, não cobriremos suas costas”. A corrupção era, então, praticada por indivíduos, de forma desorganizada. Com o PT no poder, conhecemos um outro nível de corrupção, no qual o partido controla todo o esquema de corrupção, que não apenas envolve seu partido, como também aliados, a classe empresarial e, para horror de quem ama a Pátria, outros países (que se dão bem às nossas custas), incluindo ditaduras como Venezuela e Cuba. Obviamente, que se fala de subtração financeira e aparelhamento estatal em escala fora de qualquer parâmetro anterior.

Isso é o que podemos chamar de acertar na mosca. Não há desculpa para o nível de corrupção praticado pelo PT. O discurso dizendo que “os outros também fizeram” é mentira deslavada, pois, ainda que a corrupção seja um problema histórico no Brasil, a corrupção como um projeto de poder, coordenado por um partido violador da soberania nacional (que nos deixa de joelhos para republiquetas sanguinárias, ainda por cima) é algo novo na história nacional.

O PT não inventou a corrupção, mas inovou, no Brasil, ao trazer para cá o mesmo nível de saqueamento estatal já visto em nações como Cuba, Rússia e Venezuela. É por isso que esse partido não pode jamais ser perdoado. E é disso que a população deve estar ciente.







Por Luciano Henrique

Não toquem nas nossas crianças!


Não sou puritano. Na verdade, me considero um liberal sob diversos aspectos. Sempre que recebo informações via redes sociais procuro checar as fontes. Justamente para evitar entrar na onda do radicalismo ou do sensacionalismo. Recebi hoje um vídeo de um médico amigo meu, via “WhatsApp” que arrepiou meus cabelos. E me embrulhou o estômago. Custei a acreditar no que assisti. Trata-se de um trecho de uma entrevista concedida pelo Procurador da República Dr. Guilherme Schele ao jornalista Edely Tápia dentro do Canal Medicina e Saúde – Programa “Família & Cia”. O link para assistir a íntegra da entrevista está disponível ao final desta pequena reflexão.

Na entrevista, o Procurador da República alerta para os perigos da erotização de nossas crianças. De acordo com Schele, desde os primeiros meses do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff seu governo já implantou nas diretrizes da educação infantil e fundamental das escolas públicas no Brasil o “direito ao prazer sexual de nossas crianças”. Tal erotização nada mais é do que atender aos desejos dos pedófilos que defendem igualmente a erotização dos infantes. Ainda segundo o Procurador o que se busca é dominar “as mentes das crianças fazendo uma ruptura entre o sexo biológico das crianças e seu comportamento social”. Segundo ele, crianças erotizadas têm dificuldades de cognição e por isso se tornam presas fáceis no futuro. Não vou entrar em mais detalhes sobre a entrevista. Sugiro que você mesmo assista especialmente se tiver estômago forte. E tire suas próprias conclusões.

O que quero aqui é discutir tal política de quem usa como lema de governo em seu segundo mandato “Pátria Educadora”. Que pátria educadora é essa que distorce conceitos e contamina nossas crianças com o lixo da imoralidade? Que pátria educadora é essa que enfia goela abaixo de pais e mães despreparados a filosofia do prazer fácil, sem consequências e sem discernimento de certo e errado? Que pátria educadora é essa que não educa, não constrói, não edifica? Antes, dedica-se ao caos, visando implantar paulatinamente um sistema político que faliu em todo o mundo, e que aqui só sobrevive à custa da corrupção que sustenta seu projeto político/ideológico.

Não é de hoje que o Brasil vive uma trágica inversão de valores. O trabalho e o estudo há muito tem deixado de ser sinônimo de orgulho. O ex-presidente Lula ufanava-se de ter cursado apenas o ensino fundamental e ter sido eleito presidente da República. Como se ser semianalfabeto resultasse em alguma vantagem sob qualquer perspectiva que seja. No Brasil dos dias atuais distribuem-se “bolsas” pelos mais diversos motivos. E vão escravizando as pessoas de uma forma muito mais perigosa e cruel: vão tirando delas a vontade de lutar e vencer na vida.

No Brasil dos dias atuais, protege-se o marginal e pune-se o cidadão de bem. Movimenta-se a diplomacia brasileira para protestar contra a execução legal de criminosos legalmente condenados em país estrangeiro, mas não se pronuncia uma única palavra sobre as dezenas de execuções diárias que ocorrem nas ruas de todo o país. O cidadão honesto está acuado, com medo até de sair na rua para trabalhar, pois não sabe se conseguirá voltar vivo. A presidente da República comete estelionato eleitoral como jamais se viu, e tem o desplante de zombar de todos nós com discursos que ninguém consegue captar o sentido. No Brasil dos dias atuais colaborar com a justiça através do moderno instituto da delação premiada é visto com suspeição pelas autoridades da República. Aliás, no Brasil dos dias atuais um Ministro do Supremo Tribunal Federal autoriza um investigado a comparecer perante uma CPI do Congresso e não só a se calar, mas, mentir a vontade. E por escrito. Com assinatura e tudo.

Esse é o Brasil que vivemos. O Brasil da corrupção endêmica que parece não ter fim nem solução. O Brasil da crise econômica para a qual não contribuímos e que agora estamos pagando a amarga conta. O Brasil que nos envergonha! Que nos entristece! Que faz nosso estômago embrulhar!

Mas agora quem está na alça de mira são as nossas crianças! Tenho lido relatos de pais preocupados com a ideologia de gênero nas escolas públicas. Meninos e meninas sendo forçados a usar o mesmo banheiro. Crianças ainda com a personalidade em formação, precisando de orientação e pulso firme, sendo entregues à própria sorte e ao próprio arbítrio. Como se com menos de uma dezena de anos de vida pudessem realmente decidir o que é melhor para elas. Pais e mães que julgam mais conveniente lavar as mãos e deixar a educação dos filhos por conta de professores já assoberbados com a tarefa de ensinar a alunos desinteressados. E estão desinteressados porque no Brasil dos dias atuais, o PT tem dado um jeitinho de distribuir fartamente favores pecuniários para continuar comprando votos.

Mas, por tudo que é mais sagrado, precisavam agora profanar as nossas crianças? Conspurcá-las? Manchá-las com a sanha dos que sonham dominar o continente sul-americano com uma ideologia fracassada? Será que não existe nem um único resquício de dignidade, moralidade, ética, honestidade ou caráter na presidente e seus assessores? Será que manter-se no poder ou consolidar seu projeto político vale isso? Vale a vida ou a saúde psicológica de uma criança? Vale a felicidade da inocência de um sorriso infantil? Esse maldito – repito – maldito projeto de poder não pode ser tão cruel e tão abjeto assim! Ninguém em sã consciência pode concordar com isso. Um pai ou uma mãe de verdade não concordariam. Iniciativas assim só podem sair de cabeças doentes, que não enxergam um palmo além do próprio nariz. Triste lembrar: mas, são essas mesmas pessoas que há algumas décadas atrás pegaram em armas, explodiram pessoas, executaram inocentes, roubaram bancos, assaltaram civis e aterrorizaram as ruas do Brasil. São essas pessoas que hoje mentem dizendo que lutaram pela democracia e liberdade, mas na verdade lutam há décadas para implantar a própria ditadura nesse país. Não é de se admirar o seu comportamento atual: a falta de caráter acompanha o destino de um homem.

Mas, nós não podemos aceitar isso. Esse vil ataque não pode ser tolerado. Não estamos mais falando de bens materiais que se adquirem e se perdem. Não estamos falando de dinheiro. Estamos falando do futuro da nossa nação brasileira. Nossas crianças são nosso futuro! Nossas crianças são nossa esperança de que ainda que nós fracassemos em fazer o certo, transformando o Brasil em um país melhor, elas poderão transformar a nação.

Não podemos admitir que nossos filhos e filhas sejam conspurcados. Se não houvesse outros motivos, se não houvesse a corrupção, se não houvesse o aparelhamento do estado, se não houvesse a desonestidade, se não houvesse o cometimento de crimes de lesa pátria, se nada disso estivesse acontecendo, nós teríamos, nesse atentado contra as nossas crianças um motivo suficiente para apear Dilma do poder e varrer ela e seus asseclas – aí incluindo o seu criador e mentor – da vida pública nacional.

Se outros motivos não houvesse, esse bastaria: apear o PT do poder para salvar nossas crianças. Para isso precisamos estar prontos, pois momentos decisivos se aproximam. O tempo das bravatas já acabou. Agora é o tempo de fazer o que é correto. Agora é hora de defender a nossa própria carne. E defendê-la como leões. Não podemos tergiversar. Não podemos hesitar. O momento é esse e o recado é claro, e vou deixá-lo aqui em maiúsculas, logo acima da minha assinatura, para que ninguém tenha dúvida:

NÃO TOQUEM NAS NOSSAS CRIANÇAS. NÃO CONSPURQUEM AS NOSSAS CRIANÇAS. VOCÊS NÃO SABEM O QUE PAIS DE VERDADE SÃO CAPAZES DE FAZER PARA PROTEGÊ-LAS.

Entrevista concedida pelo Procurador da República Dr. Guilherme Schele ao jornalista Edely Tápia dentro do Canal Medicina e Saúde – Programa “Família & Cia”

https://www.youtube.com/watch?v=oUvgS0D6zOo













Por Robson Merola de Campos

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Quando a queda parece a melhor solução


Madame disse que não vai cair. Ótimo para ela, se à intenção corresponderem os fatos. O diabo é que em queda livre também está o trabalhador, sem a contrapartida do empresário. Enquanto o lucro dos bancos continua intocável, o especulador aplaude a elevação dos juros e as empreiteiras continuam faturando com contratos no exterior, o assalariado vê-se submetido a um massacre crescente.

O seguro-desemprego foi para o espaço, assim como o abono salarial. As viúvas perderam pensões. Haverá uma redução entre 30 e 15% no salário dos operários, acrescida do escárnio da mesma proporção na jornada de trabalho, sem que o governo explique o que fará o infeliz com duas horas por dia de braços cruzados, sem encontrar outra ocupação ou emprego para preencher o vazio.

Enquanto isso, aumentaram impostos, taxas e tarifas, sem falar na alta do custo de vida, dos gêneros de primeira necessidade, da gasolina e dos transportes. E dos remédios. Antes congelados, agora os salários são reduzidos, exceção de categorias especiais do serviço público e de dirigentes de empresas públicas e privadas.

Tudo por obra e graça de quem não quer cair e pertence ao Partido dos Trabalhadores, organização hoje posta a serviço das elites. Centrais sindicais e sindicatos obrigam-se a aceitar as imposições dos donos do poder, encontrando-se na situação de se ficarem, o bicho come, se correrem, o bicho pega. Desfaz-se o sonho dos companheiros de mudar o país, se é que algum dia sonharam acima e além de obter cargos e empregos. Mesmo assim, as indústrias multinacionais e nacionais continuam demitindo em massa.

Não se trata de a presidente Dilma levar ou não um tombo, mas de perceber a falência e o fracasso do modelo que um dia o Lula e ela prometeram substituir. Quanto mais insistem nas fórmulas canhestras de sacrificar os mais fracos, os companheiros mais despencam.

O governo já cortou fundo nos investimentos e na manutenção da saúde e da educação, da segurança e dos transportes. As obras públicas estão paralisadas e as aposentadorias, desgastadas. Não seria a queda a melhor solução?










Por Carlos Chagas

Eis o maior inimigo do PT: inflação chega ao maior nível em 12 anos!


Adoraria dizer que a questão ética é o grande calcanhar de Aquiles do governo petista, mas estaria mentindo, ou me iludindo. O fato é que as roubalheiras petistas já vieram à tona há anos, e boa parte do povo brasileiro simplesmente decidiu ignorá-las, fazer vista grossa, enquanto a grana estava fluindo em sua direção. Esses eleitores foram cúmplices do PT, na verdade. E agora que a crise econômica chegou com vontade é que muita gente demonstra revolta, indignação, e passa a enxergar melhor as falcatruas do governo.

“É a economia, estúpido!”, disse o assessor de Clinton. No longo prazo, não acredito muito nisso, acho que são os valores que contam mais, e a esquerda, ciente disso, sempre buscou a hegemonia no campo cultural. Mas no curto prazo, e num país como o Brasil, talvez a economia seja mesmo o item mais relevante. É por isso que essa notícia importa tanto, e retrata o verdadeiro inimigo do PT:

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o primeiro semestre deste ano com uma taxa de 6,17%, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Este é o maior porcentual verificado no período desde 2003, quando chegou a 6,64%. O resultado também é quase o dobro do registrado no primeiro semestre de 2014, quando atingiu 3,75%.

Segundo o instituto, a inflação já chega próxima da casa dos 9% no acumulado dos doze últimos meses, com taxa de 8,89%. Trata-se do maior nível verificado para esta base de comparação desde dezembro de 2003, quando chegou a 9,3%.

Para o mês de junho apenas, a taxa divulgada é a maior desde 1996! O PT conseguiu despertar o dragão inflacionário, domado pelo Plano Real dos tucanos (que o PT, vale lembrar, foi contra). Boa parte do eleitorado simplesmente não liga muito para escândalos de corrupção, ou porque acha que todos são corruptos mesmo e tanto faz, ou porque, no fundo, faria a mesma coisa se tivesse uma oportunidade.

Vivemos, afinal, imersos na cultura do jeitinho e da malandragem, e a honestidade tem pouco valor no Brasil. No mais, a campanha do próprio PT e o relativismo moral dos “intelectuais” acabaram por banalizar a corrupção, vista como parte natural da vida. Quem critica a podridão toda é um “moralista udenista” ou um “elitista burguês”. O povo ficou anestesiado para tanto esquema de corrupção.

Mas essa gente, quando entra num supermercado, sente no bolso a fisgada da inflação, e isso incomoda demais. Precisam conviver, ainda, com a constante ameaça do desemprego nesse ambiente de crise e incertezas. É por isso que a aprovação de Dilma caiu para míseros 9% e a rejeição subiu para 68%, não por conta do petrolão, que é apenas a cereja do bolo fecal. Como eu disse, adoraria afirmar algo diferente aqui, mas infelizmente, em nome da honestidade intelectual, não posso, com pesar.

E como a situação econômica não vai melhorar tão cedo, a rejeição ao governo Dilma continuará alta e crescente. Menos recursos públicos estarão disponíveis para comprar apoio, o que vai jogar mais lenha na fogueira. Dilma despertou o dragão inflacionário, e será devorada por ele.





Por Rodrigo Constantino

A violação da linguagem


Não pode haver justiça quando as palavras são usadas em sentido perverso. Quando os significados podem ser invertidos e o mundo virado de ponta cabeça. Nenhuma ideologia pode transformar uma mentira em verdade. Nenhuma alegação especial vai abalar o eixo da terra. As Leis Universais prevalecem.


Em sua obra 'A Quarta Teoria Política', Alexander Dugin diz algumas coisas profundas, que precisam ser conhecidas (mesmo por alguém que se opõe a sua convocação pela destruição dos EUA). “Na política pós-antropológica”, ele escreve, “tudo é invertido: lazer e trabalho (a ocupação mais séria, verdadeiro trabalho, éassistir televisão), conhecimento e ignorância... Os papéis tradicionais macho e fêmea estão invertidos. Ao invés de serem anciãos estimados e experientes, os políticos são escolhidos por sua juventude, glamour, aparência e inexperiência. Vítimas se tornam criminosos e vice versa...”

Dugin vê corretamente que um tipo de inversão tem acontecido. E esta inversão é fundamental. É um sintoma de enorme transformação dentro da alma. A humanidade, como era, tinha dois polos. E estes polos estão sendo desorganizados, negados e invertidos. Tão estranho como possa parecer, ao escrever sobre o equilíbrio de poder entre os dois grandes atores bipolares (Rússia e América), estamos agora acostumados a negar a bipolaridade que simplesmente promete o inverso da mesma polaridade. Isto pode ter a ver com neurose em massa e a negação da morte, ou é o resultado de algum processo alquímico sinistro.

Na semana passada a Suprema Corte dos EUA validou o casamento gay como direito a nível nacional. Deixando de lado o nonsense que perpassa o debate em ambos os lados desta questão, a coisa mais perturbadora é que o casamento é agora definido sem considerar o masculino e o feminino. De acordo com os ensinamentos da maioria das tradições espirituais, gênero é um princípio universal que tem a ver com regeneração. Apenas a união de masculino e feminino tem significado regenerativo. O juiz Kennedy rejeitou esta ideia quando escreveu: “Na formação de uma união matrimonial, duas pessoas tornam-se algo maior do que foram certa vez. Como alguns requerentes nestes casos demonstraram, o casamento personifica um amor que pode resistir até mesmo além da morte. Seria interpretar mal estes homens e mulheres dizer que eles desrespeitam o casamento. Seu apelo é que de fato o respeitam, respeitam tão profundamente que buscam encontrar sua realização para eles próprios”.

Mas meritíssimo juiz Kennedy, a realização do casamento se efetiva em crianças. E tal como o juiz Roberts, que argumentou que a decisão da Corte era um curto-circuito no processo democrático, receio que mesmo que a maioria vote a favor do casamento gay isto não tornará possível que homens produzam descendência sem mulheres. Tudo o que tais decisões ou votos podem fazer é eliminar a definição prévia da palavra “casamento”, que o dicionário de meu avô, o Webster's International Dictionary de 1943, define assim:

“casamento, n.1 Estado de estar casado, ou estar unido a uma pessoa do sexo oposto como marido ou esposa; também a relação mútua entre marido e esposa; abstratamente, a instituição pela qual homens e mulheres são unidos num tipo especial de dependência legal, para o propósito de fundar e manter uma família”.

Como você pode ver, a Suprema Corte violou a língua inglesa, isto é, a Corte assumiu um poder que nenhuma autoridade governamental pode, com prudência, assumir. É o poder mais arbitrário imaginável; pois a Suprema Corte pode agora dizer que “em cima” é “em baixo”, e que “preto” é “branco”. Não podemos dizer o que tal Corte fará a seguir, pois agora é certo que nenhuma propriedade está segura, nenhum contrato está protegido. Qualquer coisa pode acontecer. Não somos mais governados por leis, pois leis são feitas de palavras e agora, a partir deste momento, as palavras são feitas de nada, não possuindo significado intrínseco. São apenas sons, com significados que podem ser atribuídos e reatribuídos politicamente. Foi isto que nossa Suprema Corte fez, e ao fazê-lo, transformou toda a lei em algaravia. E isto, sustento, é a coisa mais perigosa de todas. Não é apenas o casamento que tem sido debilitado. É o estado, a Constituição, a língua inglesa e a sensatez pública. Esta, na verdade, é a mesma prática que aparece na neutralização de nosso poder militar e econômico. É um sintoma de uma dissolução interna, um colapso do instinto e um declínio na anarquia. O que tenho escrito estes muitos anos nunca foi primariamente a respeito da ameaça de Rússia ou China. Meus textos têm sido a respeito da progressiva falsificação da realidade, auto engano nacional e corrupção que servem ao nosso declínio social. Simplesmente selecionei os elementos mais claramente suicidas em nosso auto engano nacional como temas principais. A mesma linguagem distorcida que usamos para referirmo-nos a inimigos como “parceiros” é aqui replicada em nosso uso do termo “casamento homossexual”.

Os inimigos da América podem ver isto. Eles o revelam, apesar de suas sociedades estarem repletas de perversão. Os russos foram os primeiros a serem vitimizados por líderes insanos. Lênin e Stalin foram psicopatas que modelaram o estado russo de acordo com seu próprio distúrbio mental. Porém, os americanos nunca foram governados por Lênin ou Stalin. Então, qual a nossa desculpa? Como chegamos a algo que é pior que o leninismo ou o stalinismo? Pois a maldade de ditadores é algo que podemos relatar. É uma velha história, remontando aos césares. Mas um mal que inverte a realidade, que viola a linguagem e falsifica conceitos fundamentais, não é um mal que possa ser entendido da mesma maneira. Trata-se uma perversão espiritual que nos conduz às portas do oculto; a algo não visto, a algo conectado com as artes sombrias.

No dia da decisão fatídica o juiz Scalia observou: “O que realmente surpreende é a arrogância do golpe judicial de hoje. Estes juízes sabem que limitar o casamento a um homem e uma mulher é contrário à razão; eles sabem que uma instituição tão antiga como o próprio governo, e aceita por cada nação na história até quinze anos atrás, não pode ser apoiada por outra coisa a não ser ignorância e intolerância. E eles estão querendo dizer que cada cidadão que não concorda com isso, que adere ao que era, até quinze anos atrás, o juízo unânime de todas as gerações e todas as sociedades, fica contra a Constituição”.

Este novo conhecimento, que ataca o dicionário inglês, que ataca o próprio fundamento da legalidade, significa a destruição de toda lei. A Suprema Corte dos EUA cometeu um ato de desconsideração, de desagregação, de auto eliminação. Esta decisão não diz respeito realmente à questão da tolerância e intolerância a determinada minoria. Esta questão apenas nominalmente diz respeito a homossexuais. Na verdade, a comunidade gay tem sido usada como um joguete político para realizar um tipo de alquimia sinistra. Agora, a partir deste ponto, qualquer violência poderá ser cometida a qualquer um. Cada uma das várias causas pode ser ativada contra as outras; pois que reservas tem a lei agora? Que reverência? Que credibilidade? Perdeu o senso de suas próprias palavras, decaindo em insanidade por si.

Não pode haver justiça quando as palavras são usadas em sentido perverso. Quando os significados podem ser invertidos e o mundo virado de ponta cabeça. Nenhuma ideologia pode transformar uma mentira em verdade. Nenhuma alegação especial vai abalar o eixo da terra. As Leis Universais prevalecem. O niilista que nega esta lei é o arauto de sua própria destruição. A sociedade que saúda este niilista, que o eleva à Suprema Corte, que elege congressistas e presidentes deste tipo, não pode ser salva.







Por Jeffrey Nyquist


http://jrnyquist.com


Tradução: Flávio Ghetti

Entendendo a corrupção


Isso não é capitalismo, nem mesmo mercantilismo, obviamente. É o processo revolucionário normal registrado pela história em toda parte, do qual o meu amigo nunca se deu conta.

Revolucionário não faz voto de pobreza.


As revelações dos processos do mensalão e, agora, do petrolão, trouxeram à luz a faceta do que sempre se fez no país. Controlar o Estado é controlar a riqueza e enriquecer. Quanto maior o Estado, mais essa realidade se impõe. Ter contatos com a cúpula governamental é a dupla garantia de que se terá o negócio (não existe edital sem dono!) e a margem necessária para ganhar dinheiro e remunerar os que viabilizaram o negócio. Poderosos grupos econômicos, como a Odebrecht, sempre usaram desse expediente nos mercados em que o governo controla ou regula ou faz concessão. Na raiz das grandes fortunas sempre se verá o conluio entre agentes políticos, burocratas e empresários.

A inovação do PT foi elevar os percentuais e transformar a corrupção, antes privativa dos maiorais, em livre acesso a todos os “companheiros” empossados em cargos. Implantou uma economia integralmente suportada pelos mecanismos mafiosos, a despeito e contra o mercado. O caso de Pasadena foi o mais emblemático de todos, pois ali provavelmente a taxa de corrupção deve tranquilamente ter ultrapassado 50% do valor do investimento. Bilhões de dólares foram roubados na cara dura.

A corrupção, todavia, não é privativa do PT, é inerente à alma humana. Sempre houve e sempre haverá corrupção, mas o que não é possível é que ela se transforme num fim em si mesma, como em Pasadena. A corrupção deve ser como uma humilde lombriga que não ameaça seu hospedeiro, não pode ser uma tênia solitária. A coisa fica disfuncional para o sistema produtivo, que começa a ficar anêmico e a perder a dinâmica. A crise atual é produto da exacerbação dessa “economia do crime” implantada pelo PT.

Nunca é demais repetir que os petistas se locupletaram pessoalmente, mas o objetivo estratégico deles sempre foi concluir a revolução socialista que está em curso, tendo, para isso, pago a “aliados” (políticos corruptos de outros partidos) fortunas extraídas de seus negócios escusos.

O fato da Justiça ter quebrado estruturalmente a máquina da corrupção levou a uma queda abruptas dos investimentos estatais, sempre casados com a promessa de pagar propinas. E também a uma quebra em cadeia de empresas comprometidas com o esquema mafioso. A “economia do crime” entrou em colapso e o Brasil ora vive a maior crise econômica dos últimos cinquenta anos, sem data para recuperação.

Tenho um conhecido cuja família está envolvida no processo do petrolão e eu só agora soube do fato, pelos jornais. Tivemos muitas discussões sobre o PT, eu sempre dizendo que o PT estava fazendo a corrupção e que o partido iria destruir o Brasil. Meu amigo ria, dizendo que eu me enganava, pois o PT, para ele, era capitalista. Ele entendia por capitalismo o mecanismo pelo qual o PT se locupletava mediante contratos públicos com empresas do mercado.

Isso não é capitalismo, nem mesmo mercantilismo, obviamente. É o processo revolucionário normal registrado pela história em toda parte, do qual o meu amigo nunca se deu conta. Sua família bancou de idiota útil, como aliás todos os que “contribuíram” (melhor dizendo, foram extorquidos) com a “despesa não contabilizada” do PT. A família do meu amigo se deu bem até que o juiz Sergio Moro decretasse a ordem de prisão. A casa caiu. É claro que não discuto mais assunto desse tipo com ele, até porque se isolou, mas tenho que dizer que eu sempre estive certo, tanto sobre a corrupção instrumental quanto sobre a revolução levada avante pelo PT.

Gente como Marcelo Odebrecht e Ricardo Pessoa foram os idiotas úteis da história, assim como Marcos Valério e sua gangue, a banqueira já prisioneira e toda gente que financiou alegremente os revolucionários do PT. Revolucionário não faz voto de pobreza. Essa gente confundiu a ganância dos revolucionários com "ser capitalista". Que bobagem! Custou caro, tanto no plano judicial como no plano econômico. E pela destruição das famílias dos envolvidos, como a do Marcos Valério. Muitos desapareceram do mercado e outros encolherão ao ponto da irrelevância econômica. Castigo merecido. A fora as penas de prisão, que serão cumpridas.

O ciclo do PT chegou ao fim e ficará por herança a gravíssima crise econômica, sem solução à vista. Enquanto a presidente Dilma Rousseff ficar no cargo haverá descenso inevitável na economia. Sua extrema impopularidade impede qualquer ação de salvação.

Quem viver verá.












Por Nivaldo Cordeiro