quarta-feira, 24 de junho de 2015

Marcelo Odebrecht, o Foro, e o PT, o maior dos entreguistas


O Brasil segue um gigante deitado em berço esplêndido, hoje controlado pelo Foro de São Paulo e submisso até mesmo à narcoditadura castrista que se apoderou da Venezuela.


O Foro de São Paulo fez da Odebrecht a responsável pela infraestrutura nos países por ele dominados. Isso não ocorreu de graça: a construtora cresceu ganhando licitações fraudulentas e repassando parte do valor superfaturado das obras para um ninho de cobras.

Hoje, as cobras se proliferaram de tal forma que se entendem donas da América Latina, e dentro da estrutura da máfia, certos recados são dados fingindo combater as práticas adotadas pela própria.

A prisão de Marcelo Odebrecht, que teve o dedo de Janot e do PT, é um claro apontamento feito pelos novos donos do pedaço à organização: ou "anda na linha", ou será descartada. E não importa se ela é a maior construtora da América Latina: os parceiros da Rússia e da China estão aí.

Quantas vezes você já escutaram que "a casa havia caído" para o PT? No entanto, vieram abaixo apenas as casas da burguesia dinheirista e tola, enquanto o partido ergue um castelo cada vez mais alto.

O erro do burguês dinheirista é achar que apenas o dinheiro basta. O movimento revolucionário sabe que o dinheiro é apenas um meio para se conquistar PODER e FORÇA, os mandatários supremos em regimes socialistas/comunistas.

Que isso possa servir de lição ao empresariado brasileiro.

*

Aí está a "derrubada da República", a "prisão de Lula" e as "celas para Lula e Dilma", prometidas pelos donos da Odebrecht:

Comunicado Odebrecht - Operação Lava

A Organização Odebrecht, em respeito a seus Clientes, Sócios, Investidores, Instituições Financeiras, Fornecedores, Usuários de seus Serviços, Amigos e Integrantes, expressa sua indignação com as ordens de prisão de cinco de seus executivos e de busca e apreensão em algumas de nossas empresas como resultado da 14ª fase da Operação Lava Jato, ocorrida nesta última sexta-feira (19/06).

A decisão que decretou as prisões de nossos executivos e deferiu as buscas e apreensões, evidencia que passado mais de um ano do início da Lava Jato, a Polícia Federal não apresentou, como alegado na decisão judicial, qualquer fato novo que justificasse as medidas de força cumpridas, totalmente desnecessárias e, por isso mesmo, ilegais.
(Na íntegra aqui - http://odebrecht.com/pt-br/comunicacao/releases/comunicado-odebrecht-operacao-lava-jato)

Veja: o verdadeiro poder está nos meios de ação e na capacidade de matar. O dinheiro da Odebrecht não é páreo para o poder da ala governista; assim sendo, restam as bravatas.

Por falar em dinheiro, seguem lucrando as mesmas revistas e colunistas que já devem ter falado que a casa do PT caiu umas 666 vezes.

Que fique dito que as casas da castas governantes não são construídas nos moldes do Minha Casa Minha Vida, ok? As edificações dessas turmas só caem com muita bala.

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Vocês já ouviram falar do SIVAM (Sistema Integrado de Vigilância da Amazônia)? Resumidamente, o SIVAM seria uma extensão do sistema de proteção ao vôo e vigilância aérea, além de auxiliar o monitoramento do meio ambiente, a prospecção de recursos naturais, o combate ao contrabando e ao tráfico de drogas na região amazônica.

Contrariando toda lógica, foi durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, socialista fabiano capacho do Diálogo Interamericano e do Clube de Roma, que o SIVAM foi parar nas mãos do pior concorrente possível: a Raytheon.

Para quem não conhece a Raytheon, ela foi a precursora da famigerada NSA. Além de ter um conhecimento pífio em termos de selva, oferecia um sistema aplicado à defesa que era obsoleto, fora o fato de estar envolvida em superfaturamentos.

O sistema de integração acabou sendo desenvolvido pela Raytheon, ou seja, parte da soberania nacional brasileira estava entregue aos vagabundos ligados ao Partido Democrata norte-americano e seus lacaios dentro do Pentágono. O escândalo do SIVAM deu origem até mesmo uma CPI, que, pra variar, não deu em nada.

Mas será que a coisa poderia piorar? Sim! Recentemente, o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia) foi tema de um acordo sino-brasileiro, ou seja, a igualmente entreguista Dilma Rousseff e sua turma entregaram mais uma fatia da soberania nacional para outra gangue: a dos chineses.

O PT, aliás, sagrou-se como o partido mais pútrido e entreguista já visto no Brasil, mesmo fazendo propaganda contra o entreguismo de seus colegas fabianos, o que me faz lembrar de um trecho de um artigo chamado Os amigos da Onça, escrito por Olavo de Carvalho e publicado no Diário do Comércio, em 2007:

“Querem saber o que é entreguismo? Esperem o PT chegar ao poder.”

O Brasil segue um gigante deitado em berço esplêndido, hoje controlado pelo Foro de São Paulo e submisso até mesmo à narcoditadura castrista que se apoderou da Venezuela. Nossas Forças Armadas? Submissas à ONU, cumprindo a agenda do desarmamento civil, sendo sucateadas e obliteradas pelo Ministério da Defesa e em breve extintas pela UNASUL.

Não há, na história da humanidade, registro de um país com tantos parasitas entreguistas e covardes como os que se estabeleceram no Brasil.



Querem arrastar a igreja para o volume morto?


Toda a existência do PT, do nascimento à glória, e da glória ao atual fundo do poço (ou ao volume morto, na expressão usada pelo próprio Lula) se fez sob incondicional apoio da CNBB e de suas pastorais. A exceção, se houver, que se identifique.

Aliás, Lula e o PT sabem: os tenebrosos dias que se avizinham serão enfrentados ao abandono de muitos dos seus antigos seguidores. Há um grupo, porém, que não o abandonará. Esse grupo é formado por religiosos, padres e bispos que foram buscar água benta na Teologia da Libertação e chegaram ao poder da entidade em 1971, com D Aloísio Lorscheider. A partir de então, foi um Deus nos acuda. São João Paulo II, que conheceu o comunismo desde as entranhas, condenou a Teologia da Libertação (TL) em documento da Congregação para a Doutrina da Fé. Esse texto, de 1984, deixa claro ser a TL uma teologia marxista, de classe, "que confunde o pobre da escritura com o proletário de Marx".

Nada melhor do que ler Frei Betto para saber o quanto essa confusão é real. Em "O paraíso perdido" ele relata dezenas de viagens que fez para levar a TL a Cuba e aos países do Leste Europeu onde o marxismo-leninismo já estava instalado. Com a TL ele conseguiu tornar comunistas milhares de cristãos do nosso continente, mas não conseguiu converter ao cristianismo um único líder comunista. Falando ao site Opera Mundi, em junho do ano passado, o frei confessou a estreita ligação da TL com aquela doutrina: "João Paulo II era um homem conservador que, quando foi bispo do Concílio Vaticano II sempre votou com os conservadores. Anticomunista visceral, jamais entendeu ou assimilou a Teologia da Libertação". É essa TL, rejeitada por anticomunistas (exatamente por ser o que é) que inspira parte significativa do clero católico brasileiro e continua incrustada como ácaro nas paredes e estruturas da CNBB e de suas pastorais. Ora, quem mistura religião com comunismo transforma uma coisa na outra. Daí essa obstinação que nada aprende da experiência, da evidência e do absoluto fracasso da doutrina abraçada.

Foi o que, às vésperas das manifestações de março, levou o alto comando da CNBB até Dilma, para dizer-lhe, entre excelências e eminências, que não viam motivos para o impeachment. E foi o que agora, dia 20, levou D. Pedro Stringhini e dirigentes de pastorais sociais ao investigado e mal afamado Instituto Lula. Nesse encontro, coube a Luís Inácio a tarefa de desancar o próprio partido e o governo Dilma. E coube ao bispo dar a absolvição, explicando o que os motivava neste momento de crise: "É importante reconhecer o senhor e os avanços em seus oito anos de governo. Mas, diante da crise atual, esse esforço tem de ser continuado". Em outras palavras, nada mais importante do que o PT e seu governo. Dane-se tudo mais.

Mesmo que a Polícia Federal rastreie as digitais de Lula. Mesmo que, tantos petistas estejam na cadeia. Mesmo que o "protetor dos pobres" seja um patrocinador de bilionários, inclusive em causa própria e de seus familiares. Mesmo que tantos petistas ataquem frontalmente os valores cristãos. Mesmo que, nestes dias, os companheiros do ex-presidente estejam, em todo país, forçando Câmaras de Vereadores e Assembleias Legislativas a incluir a ideologia de gênero nas tarefas "educacionais" de suas redes de ensino. Mesmo que a casa caia e que a mula manque e que com tais manifestações de autoridades eclesiásticas a Igreja esteja sendo arrastada junto para o volume morto, dane-se tudo mais porque o ultrajante apoio persiste.





Por Percival Puggina

terça-feira, 23 de junho de 2015

Lei da Corrupção


A questão que tentarei responder é onde se localiza o ninho, o berço, o nascedouro, da roubalheira generalizada que se instalou mais fortemente nos governos de FHC e LULA/DILMA, onde especialmente tomou contornos inimagináveis. Sei que isso será tão difícil como encontrar um ninho de cobras.

Por um lado,a Polícia e o Ministério Público federais,bem como a própria Justiça, que talvez até estejam, efetivamente, empenhados em combater a corrupção no serviço público, conseguiram pegar somente a “pontinha” do iceberg. Mas essa “amostragem” já foi o suficiente para se explicar as razões pelas quais o Brasil está em primeiro lugar no mundo na cobrança de impostos não correspondentes ao retorno que é dado à sociedade. Afinal,grande parte dos impostos têm que ser desviados para alimentar tanta corrupção.

Mas todos esses organismos federais combatem somente os EFEITOS, nunca as CAUSAS, ao menos as principais, da corrupção. Certamente é um paradoxo, mas essas causas estão precisamente embutidas dentro da LEI, às vezes num parágrafo quase “escondidinho”.

As leis sobre licitações, e muitas outras, são feitas por políticos com vocação à corrupção e tem a “competente” ajuda de empresários que só buscam seus próprios interesses, que se resumem em ter o Serviço Público como um cliente “preferencial”, que paga melhor, bem melhor, que os outros. É desse “plus” que saem as generosas “gorjetas”, milhões e bilhões, para políticos e gente da Administração.

O lema da minha turma de formandos de 1968 na Faculdade de Direito foi: “Para Sermos Livres Temos que Ser Escravos da Lei”. Hoje me envergonho desse lema, que acho até ridículo, mas que adorei naquela época de “santa ingenuidade”, pois aprendi que os reais interesses da lei podem estar na contramão da justiça, da ética e da dignidade, favorecendo interesses escusos.

Finalmente chegou a hora. Estou falando das leis que regularam e regulam as licitações no serviço público. Começa pelo Decreto–Lei Nº 200, de 1967, cujos artigos 125 a 144 tratavam das licitações. Depois veio o Decreto-Lei 2.300/1986, que também se referia às licitações na Administração Pública. Acolhido o regime das licitações na Constituição Federal de 1988, artigo 37, XXl ,a matéria hoje é regulada nas Leis 8.666/93 e 10.520/2002.

Progressivamente a legislação foi “apertando o cerco” das licitações na Administração Pública, com isso ampliando, paralelamente, os focos de corrupção. Bom é lembrar, por exemplo, que o D.L 200/67 obrigava somente os órgãos da Administração Federal a seguir os seus princípios. Depois foi estendido aos Estados e Municípios,incluindo seusórgãos da Administração Indireta.

Os que hoje nos governam, cujo partido (PT) está no poder há doze anos, na verdade podem “lavar as mãos”, pois não estavam na posição de mando que hoje têm quando foram elaboradas as principais leis sobre licitações.

Portanto,”eles” não têm culpa. Mas foram eles os que mais se “aproveitaram” dessas leis. Comparados com os desvios da “Era do PT” e, em menor escala, da “Era FHC” (lembram das privatizações, onde a Embratel saiu por menos de 2 “bi”?), os corruptos do passado podem ser considerados ladrões-de-galinha, exceto alguns poucos remanescentes daquela época que sobreviveram e hoje estão “coladinhos” com a nova geração de ladrões do erário, com eles até formando “sociedades” nos interesses comuns.

O problema nas leis que regulam as licitações na área pública está na própria lei, que contém indecências com o selo da “legalidade”. Os tais de “Editais” das licitações já são feitos para determinados interessados num universo extremamente limitado. São geralmente “dirigidos”. Somente os que preencherem os requisitos exigidos poderão participar do certame. Aí fica muito fácil a reduzida “quadrilha” de competidores acertar entre si, previamente,qual será o vencedor da licitação, o que será compensado mais tarde no “rodízio” acordado entre eles. Esse esquema é a regra geral. Ocorre em todas as grandes licitações. O “mais barato”, que vence, nessa hipócrita “moralidade”, certamente é muito mais caro do que o preço que mesmo produto seria vendido no comércio comum.

Rapidamente vou contar-lhes uma situação que vivenciei. Em certa ocasião fui designado para compor uma “comissão de licitação”, numa empresa paraestatal qualquer. O objetivo era a compra de fios FE-160. O Edital exigia que poderiam participar do certame somente os fabricantes do fio.

Na abertura das propostas o melhor preço foi na casa dos 700 (nem lembro a moeda)o metro. Por minha iniciativa consultei um comerciante na cidade que vendia o mesmo fio, perguntando-lhe o preço do metro. Fiquei estupefato com a resposta: na casa dos 400. Pode isso?

O Juiz Federal Sérgio Moro, de Curitiba, competente para processar e julgar os casos da “Operação Lava-Jato”, tem se notabilizado ao afirmar que a melhor pista na caça aos corruptos é “seguir o dinheiro”. Mas o problema não para aí. Se as causas da corrupção não forem atacadas, essa caça aos corruptos será eterna. Certamente a causa maior está na deficiência moral dos políticos, administradores públicos e empresários que negociam com a Administração. Mas a origem de tudo se dá no “berçário” das leis, seja no Poder legislativo ou no Poder Executivo. Está na própria lei, portanto.

Nessa ótica, a Justiça opera como um “corpo de bombeiros”. Só age para “apagar o incêndio”, encontrar e punir os corruptos, eventualmente recuperando o que foi roubado (quando sobrar alguma coisa,claro). Ela não vai às origens do problema. E tem mais: ela age inconscientemente com cumplicidade, defendendo com mão férrea as leis sobre licitações elaboradas nos outros Dois Poderes. Sua missão é servir de “cão-de-guarda” das leis, muitas vezes imorais, como são as referentes às licitações. Depositar alguma esperança que através da Justiça o combate à corrupção dará algum resultado será sempre um equívoco, portanto. O problema é muito mais complexo. A linha seguida pelo Juiz Sérgio Moro não basta. Corrupto cresce como erva daninha. Para cada um que vai para as grades nasce mais meia dúzia. Se o “berçário” da corrupção não for destruído, nenhum resultado positivo advirá.

Ora, então a conclusão é de estarrecer. Se de fato a lei é a principal fonte do direito positivo, e outras leis existirem com vícios à semelhança das leis sobre licitações, na verdade não se estaria vivendo no propalado “estado-de-direito”, e sim já no seu estado oposto, ou seja, no “estado do antidireito”, obrigatoriamente seguido pelos próprios juízes que aplicam as leis nas demandas que lhes são submetidas.





Por Sérgio Alves de Oliveira
Advogado e Sociólogo

Abandonado, Lula começa pela igreja movimento para derrubar Dilma


O Brasil inteiro pergunta: O que essa senhora faz trepada numa bicicleta pra cima e pra baixo enquanto o país pega fogo? O próprio Lula já respondeu a essa pergunta numa reunião com alguns padres em São Paulo para justificar o porquê do pais está à deriva, ingovernável, no caos, e chafurdando na lama da corrupção. Olha que coisa: Lula afirmou categoricamente que a Dilma mentiu para os brasileiros na última campanha, confirmando o estelionato eleitoral que os brasileiros já desconfiavam. Lula repetiu na palestra o texto que a sua companheira usou na campanha: “Eu não mexo nos direitos dos trabalhadores nem que a vaca tussa. E mexeu. Eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano. E fez”.

Lula soltou o verbo contra a Dilma na conversa com religiosos no auditório do seu instituto. Criticou a atuação dela no governo e a morosidade em tomar medidas que tire o país do atoleiro. Veja as críticas que ele fez a amiga a quem ajudou em duas eleições, deixando a oposição de queixo caído:

“Primeiro: inflação.Segundo: aumento da conta de água, que dobrou. Terceiro: aumento da conta de luz, que para algumas pessoas triplicou. Quarto: aumento da gasolina, do diesel, aumento do dólar, aumento das denúncias de corrupção da Lava-Jato, aquela confusão desgraçada que nós fizemos com o Fies, que era coisa tranquila e que foram mexer e virou uma desgraceira que não tem precedente. E o anuncio de que ia mexer na pensão dos aposentados, na aposentadoria dos trabalhadores”.

Gente, quem diz que o Brasil está sendo administrado por uma presidente incompetente é o Lula, parceiro, o homem que apresentou ao país essa senhora como uma executiva competente, a “Mãe do PAC”, a mulher que estaria mais preparada do que ele para prosseguir com os programas sociais e alavancar a economia do país gerando mais emprego e renda. Agora, infelizmente, Lula desdiz tudo como se o Brasil fosse do tamanho de uma birosca de São Bernardo Campo, onde da noite para o dia se trocassem os vasilhames vazios para suprir o estoque.

A mea-culpa do Lula mostra o seu próprio despreparo para escolher equipe quando esteve à frente do comando do país, o que resultou no mensalão. A Dilma, pelo que se sabe, já tinha uma experiência fracassada como “gerentona”, como ele alardeava para vender gato por lebre aos brasileiros. Ela conseguiu falir uma loja de R$ 1,99 que instalou em Porto Alegre. Além, disso, na presidência do Conselho da Petrobrás foi um desastre ao assinar a compra de Pasadena, no Texas, que provocou um prejuízo de 1 bilhão de reais a estatal. Mas Lula, por arrogância e soberba, não quis ouvir seus companherios de partido que o alertava sempre sobre a incapacidade dessa senhora de administrar alguma coisa. Contra todas as opiniões em contrário, botou a Dilma de goela adentro dos brasileiros e hoje fica choramingando porque ela segue em direção contrária as suas orientações.

Lula tinha outras intenções quando indicou Dilma à sua sucessão. Como ele sabia do seu despreparo político, pensou em continuar mandando no governo ao elegê-la presidente. E isso de verdade aconteceu até perceber agora que a Dilma não movimenta uma palha para tirar ele e seus companheiros de partidos do imbróglio dos escândalos. Para Dilma, Lula só deixará de lhe fazer sombra quando for preso. Assim ficaria enfraquecido para impor sua posição dentro do governo. Ela esquece, portanto, a magia de Lula com um microfone na mão, o que ele faz com competência desde que abandonou a fábrica para virar sindicalista. O primeiro sinal de que o criador ensaia devorar a criatura aconteceu nessa reunião com os padres. Com eles, Lula tentou minar sua companheira induzindo os religiosos das pastorais católica a falar mal da Dilma a partir de agora nos seus sermões.

Gilberto Carvalho, o interlocutor de Lula com a pastoral , coordenou a reunião da Igreja com o seu chefe. Ficou de alma lavada com as críticas a Dilma de quem não gosta nem ouvir falar o nome, depois de ser expelido de dentro do Palácio do Planalto como o principal espião do Lula lá dentro.








Por Jorge Oliveira

Monólogo insosso para apascentar bovinos


De alguns anos para cá, virou moda falar em "globalização". É chique dizer que "nosso planeta se transformou em uma aldeia global". Qualquer crítica a esta ideia é logo ignorada ou rotulada de "reacionarismo". Assim, considere-se um ser "globalizado"!

Será nesta qualidade - a de um ser "globalizado" - que aguarda-o sua primeira experiência: sair pelo mundo afora tentando ligar o carregador de sua filmadora em uma simples tomada elétrica. Você irá descobrir que o modelo brasileiro é incompatível com o argentino, que por sua vez difere do norte-americano, que não aceita o inglês, e daí em diante.

Em seguida, aproveite sua viagem para tentar adquirir alguma roupa ou calçado - e prepare-se para sofrer muito com a total falta de padrões que flagela os habitantes desta "aldeia global". A verdade é que dos calçados às tomadas elétricas, das medidas de peso e velocidade às roupas, muito pouco há de "globalizado" neste planeta.

O passo seguinte será procurar, pelo mundo afora, a contrapartida ao amplo "processo de globalização" pelo qual passou o Brasil. Nosso país, generosamente, abriu suas fronteiras e entregou à administração e exploração de estrangeiros atividades estratégicas e fundamentais para o desenvolvimento.

Assim, procure lá pela Europa, América do Norte ou Ásia algum lugar que tenha entregue o mesmo tanto de sua economia a brasileiros - ou mesmo a outro país. Curiosamente, será fácil perceber exatamente o oposto: uma sucessão de barreiras e entraves ao ingresso de estrangeiros que fariam corar de vergonha o "Muro de Berlim".

Prossiga na sua caminhada, e tenha muitas surpresas. Na Argentina, encontre postos com a nossa bandeira vendendo gasolina mais barata que aqui. No Chile, descubra carros fabricados no Brasil sendo vendidos a preços bem mais razoáveis que os daqui. No Japão, perceba que os preços dos automóveis também é menor, apesar de eles serem feitos com matéria-prima importada - quase sempre daqui.

Diante da confusão que a viagem por esta "aldeia global" seguramente está causando em sua cabeça, volte ao Brasil. E tente comprar, aqui, um daqueles produtos de alta tecnologia vistos durante sua viagem nas vitrines norte-americanas ou européias. Descubra, absolutamente perplexo, que em média eles só chegam ao Brasil entre um e seis anos após lançados "lá fora". Tradução: neste mundo globalizado, que se conforme o consumidor brasileiro em comprar quase sempre produtos obsoletos - e a "peso de ouro".

Entenda-se bem: sou contra o isolamento. Acredito no livre-comércio. Defendo a queda das barreiras comerciais. Sim, sou a favor disso tudo - desde que para todos. Porém, o que vejo é um Brasil se "globalizando" em um mundo a cada dia mais regionalizado. Causa-me revolta, enquanto brasileiro, ver nossa economia desnacionalizada às custas da ruína de muitas empresas genuinamente nacionais. Revolta-me o espírito ver algumas de nossas maiores riquezas não-renováveis e atividades mais importantes sendo exploradas por estrangeiros, sem que se tenha a menor notícia de alguma reciprocidade. O fato, esgotadas as boas intenções, é que esta "globalização tupiniquim" que nos empurraram pela goela abaixo mais parece - e perdoem-me o desabafo - monólogo insosso para apascentar bovinos. Ou, em bom português, "conversa mole para boi dormir".





Por Pedro Valls Feu Rosa
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo

Ressuscitar a CPMF seria absurdo e imoral


Alguns petistas e aliados desejam ressuscitar a CPMF, aquele imposto sobre transações financeiras para financiar, supostamente, a saúde pública. A argumentação dos “estado-afetivos”, aqueles que têm verdadeira tara pelo estado é de que faltam recursos para a saúde pública, para o governo cumprir com a Carta que determina a universalização da saúde. Assim como falta recurso para a educação, para as prisões, para estradas, para aeroportos, para portos, para TUDO! E isso, nunca é demais lembrar, mesmo com o estado já arrecadando quase 40% do PIB. Quem sabe se ele arrecadasse 100%…

Esses estatólatras adoram avançar sobre o bolso alheio para fazer “caridade”, mas nunca se questionam por que o estado é tão ineficiente nos serviços que presta, mesmo os básicos. A solução é sempre a mesma: mais dinheiro, extraído de mais impostos. Os “ricos” têm de pagar mais, para os pobres terem melhores oportunidades. Não importa que a realidade seja outra, bem diferente, que os impostos penalizem mais ainda os trabalhadores, que os pobres morram em filas do SUS. Mais impostos!, bradam os viciados em estado.

No editorial do GLOBO de hoje há uma alternativa: foco na gestão. Mas claro que isso não interessa àqueles que adoram pedir mais recursos, e nunca fazer um mea culpa da péssima gestão estatal. Corrupção, desperdício, politicagem, cabide de emprego, favorecimento para os “amigos do rei”, enfim, toda a realidade que os brasileiros estamos cansados de conhecer, mas que não vem à tona na hora de debater os serviços públicos. Basta expandir ainda mais os tentáculos do governo, engordar mais o cofre público, que seremos uma Suécia amanhã, uma Dinamarca depois de amanhã!

Nada mais falso. Diz o jornal:

A saúde pública no Brasil tem um pressuposto assegurado pela Constituição: universalizada, via SUS, está formalmente ao alcance de toda a população. Mas, entre o princípio e a ficção, a distância é curta: a gigantesca rede do sistema vive em crise crônica, cumprindo apenas em parte, quando cumpre, o papel que lhe é atribuído pela Carta. Postos de atendimento com enormes filas, demora de até meses para se conseguir marcar uma única consulta (e ser atendido), uma demanda que exerce pressão constante sobre os hospitais, falta de material e problemas com pessoal (equipes incompletas, salários pouco atraentes etc.).

Um quadro clínico cujo tratamento implica análises e propostas de políticas públicas amplas e profundas. Sobretudo, corajosas e, o que não faria mal algum ao sistema, criativas. Mas a prescrição tem sido invariável — a dotação de mais verbas para o setor cumprir seu papel constitucional de prover a população com serviços de saúde de qualidade e de forma abrangente. É uma fórmula, por simplória e irreal, com a eficácia de um placebo.

[...]

Esse tipo de visão, que toma como panaceia a dotação de orçamentos mais generosos, na verdade desvia o foco da questão. Os reais gargalos da saúde no país estão ligados à gestão ineficiente. Há no país comprovadas experiências de administrações bem sucedidas de hospitais, emergências e serviços públicos que resultam em aumento de produtividade e aperfeiçoamento de qualidade. Além disso, transferir a gerência para organizações sociais, por exemplo, é uma alternativa com bons resultados. Despejar mais verbas numa estrutura ineficaz equivale a jogar dinheiro pelo ralo.


Concordo totalmente. E digo mais, de forma bem direta: defender mais impostos num país como o Brasil é algo não apenas absurdo, mas imoral, indecente. Quem o faz não pode dar a mínima para o povo sofrido, que já não aguenta mais tanto imposto para tanto serviço terrível. Somente uma tara pelo estado explica tal postura. E tarados deveriam se tratar num divã, não entrar para a vida pública e defender suas taras contra os demais.













Por Rodrigo Constantino

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O preconceito dos "progressistas" que "condenam" o preconceito

           Duplo padrão moral: ofender cristãos tudo bem, mas fazer charge do profeta Maomé é      absurdo e justifica até ato terrorista!

Com certeza o leitor conhece alguém do tipo “progressista”, tem algum amigo da esquerda caviar, um típico “inteligentinho” que deseja salvar o mundo, as baleias, combater as injustiças sociais e pregar a paz contra todo tipo de preconceito, tudo isso entre um vinho chileno e uma champanhe safrada. Essa turma é totalmente desprovida de preconceitos, tolera tudo e todos. À exceção, claro, dos evangélicos, dos conservadores, dos neoliberais, dos cristãos heterossexuais, dos “coxinhas” da classe média.

Chega a ser engraçado vê-los caindo em contradição a cada frase. O discurso contra o preconceito é pura retórica falsa, que não se sustenta por duas linhas. Querem um exemplo? A coluna de Gregorio Duvivier de hoje na Folha. Greg, como muitos sabem, é um rapaz muito inteligente, ou melhor, inteligentinho, e também muito engraçado. Nossa, como faz humor o sujeito! Com a sutileza de um elefante numa loja de cristais, assim como o clássico humor britânico.

Hoje ele deu vazão ao seu complexo de megalomania, normal entre os filhinhos de papai, e escreveu como Jesus em pessoa. Era uma mensagem direta para um pastor-deputado, alegando que Jesus era um socialista, não um caviar (como ele mesmo), mas um nos moldes Mujica, de chinelo e abraçando leprosos. Jesus, pela bizarra ótica de Greg, seria um Che Guevara da vida. Ironicamente, Greg condena a ganância dos cristãos que guardam para si suas riquezas, ignorando que ele mesmo “adora” o socialismo, mas só no discurso, pois prefere viver mesmo como um rico capitalista.

Mas deixemos isso de lado. O que interessa aqui é o preconceito contido em cada linha do “humorista”, que retrata o evangélico de forma caricatural e pejorativa, ofendendo, assim, milhões de pessoas decentes. Diz pela porta dos fundos o “intelectual”:

Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado - os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando de gente que segue o senhor.

Ou seja, os evangélicos conservadores são uns violentos agressivos, que espancam “minorias”. Eis o retrato que Greg faz dos seguidores dos pastores. Notem que o mesmo “inteligentinho” aplaude revolucionários, jovens mascarados, esses sim violentos, que depredam tudo em volta. Também defende os marginais que roubam e matam inocentes, pois é contra a redução da maioridade penal, e ainda apela a Jesus, como se soubesse o que Cristo diria sobre o assunto. Mas são os evangélicos os agressores, nunca os socialistas que Greg defende.

Curiosamente, e não é a primeira vez, o artigo de Luiz Felipe Pondé, logo após o de Greg, detona o tipinho, refutando suas baboseiras e expondo suas contradições. Pondé escreveu em sua coluna de hoje sobre a transexual “crucificada” na Parada Gay, e tomou até o partido “dela”, não o dos evangélicos ofendidos. Mas chamou a atenção justamente para a gritante incoerência dos esquerdistas que Greg tão bem representa:

Mas a pergunta que não quer calar é: cadê os inteligentinhos que escreveram artigos na época do “case ‘Charlie Hebdo’”, dizendo que deveríamos respeitar as religiões e as culturas alheias? Cadê a moçadinha café com leite que disse que a função da mídia é favorecer a integração cultural e evitar conflitos? Cadê os bonitinhos que disseram que os cartunistas não respeitaram o sacrossanto “outro”?

Cadê eles os que não saíram em defesa dos “irmãos” dizendo que não se deve brincar com a fé dos outros? Evangélicos não merecem o mesmo “respeito com o outro” que os muçulmanos? O fato é que essa gente inteligentinha é inconsistente mesmo, a menos que esteja falando de comida peruana. No fundo, são um poço de preconceito contra o cristianismo.

[...]

Entendo que os evangélicos e cristãos em geral se ofendam. Acho que a reação de orar no Congresso Nacional não cabe num estado laico. Mas gostaria de saber a opinião dos inteligentinhos, que sempre se mostram tão sensíveis aos terroristas islâmicos. Cadê a sensibilidade para com o justo mal-estar dos cristãos diante de uma teologia iconoclasta como a da transexual crucificada?


Pois é: cadê? Sumiu. Nunca existiu. A “sensibilidade” dos “progressistas” é seletiva, só serve para as “minorias”. Quando se trata de conservadores, de neoliberais, de evangélicos, de ocidentais brancos heterossexuais cristãos, aí eles podem deixar toda a “sensibilidade” de lado e partir para a agressão verbal, para a caricatura, para os xingamentos, rótulos pejorativos, adjetivos chulos. É muita cara de pau mesmo!

Um desses ícones da esquerda caviar, Francisco Bosco, já chegou a justificar que as piadas são aceitáveis quando contra a “maioria”, mas não contra as “minorias”. É o duplo padrão moral dessa turma, que apenas simula uma ausência de preconceito, enquanto possui o coração eivado de sombrio preconceito. Apenas não admitem, o que é pior. São falsos. São hipócritas.






Por Rodrigo Constantino