quarta-feira, 29 de abril de 2015

Defesa bíblica do impeachment


Teólogos e pastores proeminentes agora se debatem com a questão: pode o cristão apoiar um movimento de impeachment?

Alguns dizem que sim. Outros respondem que não. É uma questão legítima, e que não diz respeito apenas ao governo de Dilma Rousseff.

Se o cristão não pode apoiar a dissolução das autoridades constituídas, isso vale para todas as autoridades constituídas. Em bom português, se não podemos tirar Dilma do poder porque devemos ser submissos o mesmo vale para políticos de outros partidos e ideologias.

A consequência prática desta interpretação do famoso texto de Romanos é a total submissão a qualquer governo, seja ele democrático ou não. Se a submissão às autoridades deve ser absoluta, os cristãos que lutaram contra Hitler estavam em pecado.

Mas, acredito, esta é uma interpretação absolutamente equivocada.

Como é típico no meio evangélico, as pessoas sustentam sua posição em apenas um versículo, neste caso Romanos 13:1-2: “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus”.

É uma interpretação reducionista que ignora os versículos subsequentes que explicam que a autoridade instituída por Deus é instrumento do bem e que é necessário submeter-se a ela não por temor de castigo, mas também por dever de consciência.

É preciso sempre se perguntar: a autoridade à qual estou submetido é instrumento do bem? É uma autoridade a quem reconheço em minha consciência? A necessidade desta averiguação de consciência é enfatizada no seguinte versículo:

“É também por essa razão que pagais os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus, quando exercem pontualmente esse ofício.” (Romanos 13:6-7)

Enfatizo aqui as palavras: “quando exercem pontualmente esse ofício”. Ou seja, quando os governantes agem incorretamente não podem mais ser vistos como ministros de Deus.

A Bíblia diz claramente que o próprio Deus se levanta contra autoridades ilegítimas. Há inúmeras passagens bíblicas que suportam a minha afirmação, mas aqui vou me deter em uma que mostra a ira de Deus contra governantes ilegítimos:

“Eis o que me diz o Senhor: Desce ao palácio do rei de Judá, e lá pronunciarás: Ouve a palavra do Senhor, rei de Judá, que ocupas o trono de Davi, tu, teus servos e teu povo que entrais por essas portas. Eis o que diz o Senhor: Praticai o direito e a justiça, e livrai o oprimido das mãos do opressor […] Se obedecerdes fielmente a esta ordem, continuarão a passar pelas portas deste palácio os reis herdeiros do trono de Davi, montados em carros e cavalos, com seus servos e seu povo. Se, porém, não escutardes estas palavras, juro-o por mim – palavra do Senhor -, será reduzido a escombros este palácio” (Jeremias 22: 1-5)

O capítulo 22 de Jeremias demonstra sem qualquer dúvida que caso a autoridade se oponha aos princípios de Deus, que a instituiu, ela perde sua legitimidade. A autoridade legítima é aquela que obedece aos princípios divinos de justiça, honestidade, equidade, etc.

Mesmo que uma autoridade tenha legitimidade legal, é preciso se perguntar: ela está em obediência aos princípios divinos? A ordem terrena não é superior à ordem divina e há também inúmeros versículos que sustentam tal afirmação.

Na verdade, a obrigação moral de todo cristão é a de obedecer a Deus antes de obedecer aos homens. E os maiores heróis da Bíblia são justamente os que fizeram isso:

“Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. (Atos 5:27-29)

É importante refletir também sobre o conceito de autoridade. Do ponto de vista político moderno, a autoridade máxima de um País é a sua Constituição, ou seja, é a ela que todos devem se submeter.

A autoridade máxima, portanto, é a Constituição.

Cidadãos de todos os partidos, ideologias e crenças devem se submeter, antes, à Constituição. Todo governo está debaixo da Constituição e dele não depende a estabilidade política e constitucional de um País. Depende da Constituição.

A Bíblia também tem várias passagens nas quais a corrupção é condenada. A ação de corruptos e corruptores jamais é relativizada por Deus, como é costume nos nossos tempos em que se diz “mas a corrupção não é só do meu partido” ou “não começou com a gente”:

“No meio de ti aceitam-se subornos para se derramar sangue; recebes usura e lucros ilícitos, e usas de avareza com o teu próximo, oprimindo-o. E de mim te esqueceste, diz o Senhor Deus. Eu certamente baterei as mãos contra o lucro desonesto que ganhastes” (Ezequiel 22:12-13)

“Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. (Isaías 1:23)

“Pela justiça o rei estabelece a terra, mas o amigo de subornos a transtorna” (Provérbios 29:4)

“O ímpio acerta o suborno em secreto, para perverter as veredas da justiça”. (Provérbios 17:23)

“Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos.” (Êxodo 23:8)

Para encerrar, apenas dois breves comentários de natureza política. Não sobre Dilma, pois creio que os irmãos lêem jornais e assistem ao noticiário. E vão ao supermercado. E pagam impostos. E pagam contas de luz e de água. E prezam pela democracia.

Quero apenas lembrar que um dos maiores juristas contemporâneos do Brasil, Ives Gandra Martins, ofereceu um parecer no qual demonstra que há, sim, base jurídica para o impeachment de Dilma Roussef. Não é golpe; é a aplicação da Constituição.

Mas quero falar do meio protestante.

Nos idos dos anos 1990 alguns líderes evangélicos progressistas aderiram ao “Fora FHC!”. Eles apoiaram o movimento pelo impeachment de FHC somente por fidelidade ideológica. São os mesmos que agora dizem que o “Fora Dilma!” é um golpe contra a democracia.

É interessante notar que alguns proeminentes evangélicos progressistas até pouco tempo atrás aderiram também ao “Fora Alckmin”. São os mesmos que agora dizem que o movimento contra Dilma é golpista.

Por sua vez, os “moderados” de plantão que agora lembram que estamos sujeitos às autoridades nada disseram quando o “Fora FHC!” era bradado por evangélicos progressistas que tinham todos os holofotes da mídia, mas arruinaram seus ministérios com dossiês falsos e adultérios.

O que posso dizer dos irmãos progressistas e dos “moderados”?

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:15-16)



Por Thiago Cortês

Notas sobre uma nota da CNBB


Quem vai na contramão da segurança e do combate à violência é a própria CNBB, que é contra também a doutrina moral e social da própria Igreja Católica, ao dar voz, apoio e amparo institucional a um projeto de poder totalitário, assassino, cleptocrata , e o pior de tudo, anticristão, que é o projeto de poder do Foro de São Paulo, cujo tentáculo brasileiro mais vistoso é PT.

A nota emitida pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) em 21 de Abril de 2015, ao término da 53. Assembléia Geral da CNBB, a despeito de usar muitas vezes a palavra “equívoco”, é ela própria um equívoco, do início ao fim, no que faz jus à origem etimológica do termo: escolha errada.

A começar pela citação bíblica, o único ponto de veracidade do texto que deve ser seguido à risca: “Entre vós não deve ser assim” (Mc 10, 43). De fato, não se deve levar a sério o texto publicado pela antiga cúpula da entidade que encabeça o projeto de reforma política que visa dar amplos, ilimitados e eternos poderes ao PT/Foro de São Paulo.

Já no início da nota, os subscritores Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB; Dom José Belisário da Silva, OFM Arcebispo de São Luís do Maranhão e Vice-Presidente da CNBB e Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB, deixam transparecer certa apreensão com a realidade brasileira, o que na verdade é a apreensão deles mesmos com situação do partido para o qual trabalham descaradamente, o PT, que está na berlinda e encurralado entre a gigantesca oposição que as ruas lhe tem feito e uma crescente onda de novos intelectuais não alinhados à esquerda que os tem desmascarado de maneira contumaz e sistemática.

A nota fala em “ameaça às conquistas a partir da Constituição Cidadã”, do que se pode entender que a verdadeira ameaça é a perda da hegemonia do esquema de poder do Foro de São Paulo, que começa a ruir no Brasil, que, por sua vez, é seu grande financiador.

Os subscritores falam ainda em “risco à ordem democrática do País”. Ora, de qual ordem democrática eles falam? Acaso os prelados não estão informados das fraudes nas eleições de 2014 organizadas pela Smartmatic, que já foram amplamente denunciadas diante de jornalistas do mundo inteiro? Somente no Brasil não se fica sabendo de nada, porque aqui a mídia é totalmente comprometida com as subvenções estatais que garantem seu pleno alinhamento aos ditames do Foro de São Paulo.

A corrupção que a CNBB supostamente critica foi praticada em níveis nunca d ´antes vistos nesta terra - exatamente pelo partido que a entidade gerou, embalou e continua vergonhosamente a defender ainda hoje. E essa corrupção não tem a destinação de enriquecimento de seus operadores: visa financiar o esquema comunista mundial, o que é facilmente demonstrado pelos empréstimos secretos que o (dês)governo federal tem feito a ditaduras comunistas genocidas, como a de Cuba, por exemplo. Em seguida, a pérola: "O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum".

Para quem não está acostumado com o modo de agir fraudulento de agentes comunistas, é sempre prudente lembrar a essência do modus operandi esquerdista, ditado por Lênin: “acuse-os do que fazes, chame-os daquilo que és”. Ora, a única chance que o PT tem de manter-se no poder é exatamente por meio de acirrar os ânimos, notadamente os de sua milícia para-militar comandada por João Pedro Stédile, que tem todo apoio da CNBB, e que dirige essa milícia armada e inimputável diante da lei brasileira, o MST, que pode fazer o que bem entende sem responsabilização civil nem penal. O Sr. Lula da Silva, um dos fundadores do Foro de São Paulo, em fevereiro deste ano, já conclamou este seu particular exército vermelho à defesa do projeto de poder do qual ele é o chefe no Brasil: o projeto do Foro de São Paulo. Já as aludidas “posições revanchistas”, na verdade são as adotadas pelo próprio PT-CNBB: contra os militares, contra a democracia, contra eleições limpas, contra a própria doutrina da Igreja Católica, conforme fica evidente em trechos subsequentes desta própria nota que estamos comentando.

Já o uso da palavra “ódio” é muito revelador: revela um truque sujo para atribuir a um adversário inventado uma prévia desqualificação. Qualquer alegação em contrário aos planos comunistas de PT-CNBB é previamente rotulado de “discurso de ódio”, dirige-se a inimigos inventados e revela a total inversão da realidade, pois são eles mesmos – a seguirem o conselho de Lênin – os maiores instigadores do ódio: ódio entre as classes sociais, ódio no campo, ódio entre raças, ódio entre os sexos, ódio entre hetero e homossexuais, ódio entre negros e brancos. O verdadeiro discurso de ódio é da claque esquerdista para quem trabalha a CNBB, aparelhando a mais Sagrada das instituições a finalidades as mais espúrias que se possa imaginar.

Veja-se, por exemplo, o teor neo-paganista, internacionalista e novo-ordista destas declarações: “Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente”. Note-se aqui:

1- Não se falou quais são esses projetos, o que torna o discurso, além de lero-lero propositadamente vago e impreciso, uma prévia proibição a que se pense a ocupação do solo amazônico pelas multidões de despossuídos que há no Brasil, o que demonstra, inclusive, que a CNBB quer que o povo brasileiro permaneça para sempre na miséria.

2- como pode um projeto inexistente “afrontar” a população? Qual população? Qual o nome, RG , endereço dos afrontados? Percebe-se aqui o flatus vocis, o charlatanismo verbal de quem usa palavras de efeito absolutamente desprovidas de conteúdo e significado, destinadas a despertar uma tomada de posição em prol do projeto anti-brasileiro, novo-ordista e neo-paganista em curso. Dentro do próprio texto divulgado pela CNBB, a entidade confessa que trabalha mesmo é para os maiores inimigos do cristianismo na atualidade.

Na sequência, a nota destila veneno contra os projetos de terceirização em trâmite no Congresso Nacional, como se fossem retirar “direitos sociais”, porém estes são uma impossibilidade, visto que direitos somente podem ser exercidos por indivíduos. Ao falar em “direitos sociais”, a nota da CNBB nega a própria doutrina do livre-arbítrio, pois somente uma decisão livre e soberana do indivíduo pode ativar o exercício de um direito, porque caso contrário tratar-se-ia de mera imposição exterior.

Além do mais, a crise que eles fingem querer ajudar a superar, foi gerada pelo partido que eles sempre apoiaram, o que é, no mínimo, uma postura absolutamente hipócrita e incoerente por parte da CNBB.

A nota não para por aí. Argumenta ainda que a praga da sociedade é a corrupção. Para não repetir que eles ajudaram a criar o maior corruptor da história do Brasil, o PT, de acordo com o próprio magistério da Igreja, a inversão de prioridades é gritante. A vida é o grande bem dado por Deus ao homem, e maior ainda a salvação das almas dos homens nascidos. A CNBB, contudo, nada pronuncia contra a prática do aborto, que é o assassinato de crianças no ventre materno, sem direito de defesa, e sem direito a um batismo cristão, ou seja, a horrenda prática nega não só a vida ao nascituro, mas também a própria possibilidade de salvação de sua alma. Ao não condenar as práticas abortistas do governo que apoia, a CNBB é cúmplice dos que trabalham pela implantação do aborto. É de se duvidar até mesmo que esta ONG esquerdista seja composta por pessoas cristãs, que omitem sobre assunto muito mais grave do que o desvio de dinheiro público.

Nenhuma palavra há na nota da CNBB, igualmente, contra o homicídio de parcelas significativas da população brasileira pelos associados ao narcotráfico internacional, tão defendidos pelo PT e pela própria CNBB, através de sua “pastoral carcerária”, que este ano entrou com pedido no STF para solicitar ao seu presidente, o petista Ricardo Lewandowsy, a libertação de mais de 24 mil presos. Se algum desses 24 mil “coitadinhos” matar alguém, de quem será a responsabilidade?

Na sequência, a nota diz ainda que a PEC 215/2000 é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas “que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil”, ou seja, criticam a própria Igreja que dizem representar, que foi a grande responsável pela catequização dos indígenas e por sua cristianização, assim como pelo descobrimento do Brasil.

A CNBB quer dar mais terras aos índios, mais bens materiais, mas não profere uma só palavra sobre iniciativas que levem o Evangelho a esses povos. Nenhuma preocupação com a salvação das almas dos índios, apenas em engordar suas contas bancárias. Nenhuma preocupação também com o povo brasileiro, cristão em sua imensa maioria. Nenhuma preocupação em dar terra ao povo pobre e cristão, pois se não for índio nem integrante do grupo terrorista do MST, não merece ganhar terra, de acordo com o pensamento cenebebista. Esta seletividade diz muito sobre o verdadeiro “mestre” a quem serve a CNBB.

A completa subserviência ao projeto petista de poder não para por aí, pois a nota se posiciona contrariamente também à PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal, com o fulminante argumento de que ela “não é solução para a violência que grassa no Brasil”. De fato, não é. A extinção da CNBB seria uma solução melhor, pois ela apoia a libertação de bandidos encarcerados que já mataram, roubaram, estupraram e traficaram drogas, além de apoiar a instalação de uma ditadura comunista que consiste em todo lugar em que foi implantada num verdadeiro morticínio de inocentes. Além de que os “soldados do crime” do PCC são um verdadeiro contingente em prol do caos e da desordem tão apregoados pelos políticos de esquerda, que são tão docilmente apoiados pela CNBB.

Mas vejam a solução que a CNBB aponta: “Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família(...)” . Que tipo de educação? Uma educação cristã? Que tipo de política, uma política que favoreça a pregação do Evangelho de Jesus Cristo? Porque a CNBB tem tanto medo de mencionar o nome Daquele a quem diz servir? Fica evidente que para essa entidade, CRISTO não é a solução para problema algum, somente o aumento do poder da esquerda continental é que pode ser, para eles, a salvação da humanidade.

Claro que não poderia faltar nesta nota - que muito bem poderia ter sido escrita por qualquer dirigente petista ou socialista - um posicionamento contrário ao Direito Natural à livre defesa.

A nota da CNBB diz que “o projeto de lei 3722/2012, que altera o estatuto do desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência”. Esse argumento é uma perfeita inversão da realidade.

Em três pontos.

1- A doutrina da Igreja Católica é base do Direito Natural, cujo cujos princípios básicos são :
a) defesa da vida e da família; b) defesa da liberdade; c) defesa da propriedade. Ora, em um país onde grassa a impunidade, a violência e a depravação moral, como se poderá defender qualquer desses direitos naturais, derivados da própria moral da Igreja, sem a possibilidade do acesso às armas de fogo?

2- Como a CNBB explicaria, então, o fato estatisticamente comprovado de que em TODOS OS lugares do mundo onde as armas de fogo foram liberadas para os cidadãos de bem, os índices de violência diminuíram drasticamente, inclusive – e principalmente - se comparados com países onde as armas são proibidas aos cidadãos idôneos.

3- Uma entidade que se diz cristã, não pode defender o genocídio do povo de seu próprio país. Ora, todo governo que desarmou a população civil, logo na sequência praticou contra seu próprio povo o democídio e genocídio. Um milhão e meio de mártires cristãos armênios são prova disso, assim como os milhões de mortos na Alemanha Nazista, na União Soviética e na China de Mao-Tsé-Tung. O império turco-otomano, a Alemanha Nazista, a URSS e a China de Mao também eram contrários ao armamento da população civil, exatamente como a CNBB.

Portanto, é evidente que quem vai na contramão da segurança e do combate à violência é a própria CNBB, que é contra também a doutrina moral e social da própria Igreja Católica, ao dar voz, apoio e amparo institucional a um projeto de poder totalitário, assassino, cleptocrata , e o pior de tudo, anti-cristão, que é o projeto de poder do Foro de São Paulo, cujo tentáculo brasileiro mais vistoso é PT, que é um de seus fundadores, subscritores e em cujas atas de fundação declara apoio explícito ao comunismo.

Somente no penúltimo parágrafo da nota da CNBB é que aparece uma quase envergonhada menção a Cristo, “medida de nossa conduta moral” – o que é falso, e soa como um disfarce, para não dar muito na cara que a CNBB trabalha mesmo é para o reino de César. Um César redivivo, totalitário e totalmente comunista.

Não é a primeira vez na história que a Igreja está povoada desde dentro pelos inimigos que mais a querem destruir, pois conforme demonstra Richard Wurmbrand , em seu livro Marx and Satan, o marxismo é um verdadeiro projeto satânico, que visa não apenas destruir a humanidade, mas até mesmo a Deus.

A CNBB, infelizmente, com esta nota abertamente pró-comunista e anti-cristã, escolhe mais uma vez apoiar os maiores e mais declarados inimigos da Igreja de todos os tempos e eras: os comunistas. O assunto não é irrelevante, vejam-se as consequências de tal prática para os cristãos: em acordo com o decreto do Papa Pio XII, de 1949, Decretum Contra Communismum, confirmado por São João XXIII, e que está em pleno vigor, quem apoiar o comunismo, usando para isso a estrutura ou a hierarquia da Igreja, está excomungado automaticamente, sem necessidade de sentença.



Decreto do Santo Ofício de 1949:

Q. 1 Utrum licitum sit, partibus communistarum nomen dare vel eisdem favorem praestare.
[Acaso é lícito dar o nome ou prestar favor aos partidos comunistas?]

R. Negative: Communismum enim est materialisticus et antichristianus; communistarum autem duces, etsi verbis quandoque profitentur se religionem non oppugnare, se tamen, sive doctrina sive actione, Deo veraeque religioni et Ecclesia Christi sere infensos esse ostendunt.



Q. 2 Utrum licitum sit edere, propagare vel legere libros, periodica, diaria vel folia, qual doctrine vel actioni communistarum patrocinantur, vel in eis scribere.
[Acaso é lícito publicar, propagar ou ler livros, diários ou folhas que defendam a ação ou a doutrina dos comunistas, ou escrever nelas?]

R. Negative: Prohibentur enim ipso iure



Q. 3 Utrum Christifideles, qui actus, de quibus in n.1 et 2, scienter et libere posuerint, ad sacramenta admitti possint.
[Se os cristãos que realizarem conscientemente e livremente, as ações conforme os n°s 1 e 2 podem ser admitidos aos sacramentos?]

R. Negative, secundum ordinaria principia de sacramentis denegandis iis, Qui non sunt dispositi



Q. 4 Utrum Christifideles, Qui communistarum doctrinam materialisticam et anti Christianam profitentur, et in primis, Qui eam defendunt vel propagant, ipso facto, tamquan apostatae a fide catholica, incurrant in excommunicationem speciali modo Sedi Apostolicae reservatam.
[Se os fiéis de Cristo, que declaram abertamente a doutrina materialista e anticristã dos comunistas, e, principalmente, a defendam ou a propagam, "ipso facto" caem em excomunhão ("speciali modo") reservada à Sé Apostólica?]

R. Affirmative.




Por Dante Mantovani
Doutor em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina

A corda que nunca arrebenta


Existem duas pessoas extremamente preocupadas com o desenlace da Operação Lava Jato, conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro, autoridade que não tem deixado brecha para contestação indevida ou alegações de irregularidade. Essas pessoas são FHC, conhecido carinhosamente como Boca de Tuba, e Lula da Silva, o inefável Lularápio! A revista Veja tem denunciado, sempre bem fundamentada, o inexplicável crescimento do patrimônio da família Lularápio. As provas são irrespondíveis.

Apesar de acusado de não ter memória, o povo brasileiro ainda se lembra da saída de Lularápio da Presidência da República, quando retirou até mesmo o crucifixo que ornava a parede do seu gabinete. Levou 11 caminhões cheios de objetos pertencentes ao patrimônio nacional. Somente isso seria suficiente para lançar na fuça do alcoólatra o epíteto de assaltante dos cofres públicos. Mas aqui sempre falta mais.

Achando que tudo lhe pertencia, Lula da Silva encostou dois caminhões frigoríficos na porta do Palácio da Alvorada e saqueou a adega presidencial, levando vinho, champagne, whisky, destilados e todo tipo de bebida que se conseguisse enxergar pela frente. Foi apropriação indébita imoral, vergonhosa!

Com relação a FHC, os livros em circulação no mercado contam com detalhes como as estatais foram vendidas, a troco de banana, sempre rendendo comissões aos borbotões. Os chamados tucanos justificam a venda como “modernização” do país, mas não é disso que se trata: trata-se de desvios! Da forma como foi feita a entrega do patrimônio público.

Mesmo os que não se interessam pelo agigantamento do Estado, e combatem a sua ineficiência secular (entregue a quadrilhas que o aparelham e o mantêm numa estrutura patrimonialista), sabem que a privatização monitorada pela tucanalha foi das mais ruinosas. Ameaças de processos (da mesma forma que as agora efetuadas pelos petistas) foram produzidas às pencas contra os autores das denúncias, mas os dados levantados são fartamente documentados e fica difícil negar.

A forma como é composto o STF exibe, sem nenhum retoque, o aparelhamento puro e simples. Desde a saída de Joaquim Barbosa, o STF vem dando clara guinada no favorecimento da impunidade com decisões inexplicáveis que causam enorme frustração social. A população que paga impostos, que trabalha dia e noite para ser esfolada por tributos, não consegue entender as razões que levam a nossa Suprema Corte a facilitar a vida de criminosos perversos que arruínam deliberadamente o país.

A desconfiança começou com a indicação do então advogado do PT, Dias Toffoli (decisão de Lularápio), que havia sido reprovado em dois concursos para juiz de primeira instância, para substituir Carlos Alberto Menezes Direito. Depois, veio Luís Roberto Barroso que afirmou, na sabatina a que foi submetido no Senado, que “o julgamento do mensalão foi um ponto fora da curva”, dando a entender que as penas haviam sido duras demais.

Com Barroso, o STF tratou de dar início a uma mudança de ritmo visivelmente anunciada, a partir do instante em que Joaquim Barbosa jogou a toalha ao perceber que seria massacrado com a nova composição que se desenhava (devido às aposentadorias compulsórias de Cézar Peluso e Ayres Britto). Depois, surgiu o petrolão que assombrou a todos e o abafa só não aconteceu por conta de dois fatores: a presença do juiz Sérgio Moro e a crise econômica capaz de desmontar qualquer conchavo que se pretenda.

Mas as nossas autoridades não aprendem nunca, e vão sempre empurrando o desfecho com a barriga e esticando a corda no extremo limite. O risco é se criarem condições para transformar a frustração de todos num sentimento de ódio profundo.





Por Márcio Accioly

A tirania do imposto sobre a renda - e por que um imposto sobre o consumo é tão ruim quanto


Embora todos os meses tenhamos de lidar com o monstro "retendo na fonte" uma considerável fatia da nossa renda, é no final do mês de abril que o imposto de renda se torna uma forma de espoliação ainda mais explícita e ainda mais insultuosa para o cidadão, que é obrigado a entregar ao governo — tal qual um cidadão da Alemanha Oriental perante o STASI — um relato minucioso de todas as suas movimentações e fontes de renda.

A declaração do imposto de renda tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica é um exercício que mostra perfeitamente por que somos duplamente escravos do governo: além de termos de entregar parte da nossa renda para os burocratas, o governo ainda nos força a fazer todo o trabalho de declaração gratuitamente, sob ameaça de encarceramento caso algum detalhe seja esquecido.

Como disse Hans-Hermann Hoppe nesta entrevista não-publicada concedida a uma revista francesa:

Impostos nunca são, em qualquer nível de tributação, consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade. Impostos são pura e simplesmente um roubo, um assalto. Os ladrões — o estado e seus funcionários e aliados — tentam fazer o melhor possível para esconder esse fato, é claro, mas simplesmente não há como fazê-lo.

Obviamente, impostos não podem ser considerados pagamentos normais e voluntários por bens e serviços, pois você não tem a permissão de parar de pagá-los caso não esteja satisfeito com o produto que lhe é entregue.

Você não é punido caso pare de comprar carros da Renault ou perfumes Chanel, mas irá para a cadeia caso pare de pagar por universidades e escolas estatais, bem como caso não esteja mais a fim de sustentar o senhor Sarkozy e sua pompa.

[...]

Tributar é um ato de roubar e extorquir; ato esse por meio do qual um segmento da população, a classe dominante ligada ao estado, enriquece a si própria à custa da classe restante, os dominados.


Exatamente por isso, é compreensível que alguns economistas pró-livre mercado defendam a abolição de todas as formas de imposto sobre a renda, substituindo essa modalidade de espoliação por um imposto sobre o consumo, algo supostamente menos tirânico. Afinal, com um imposto sobre o consumo, diz o argumento, você pelo menos pode evitar a tributação: basta não consumir determinado produto.

Só que a alternância de impostos é justamente um dos truques favoritos do governo. Sendo assim, economistas que defendem esta política estão atuando exatamente como o governo deseja.

Quando incorre neste engodo, o governo se utiliza do prospecto de reduzir um determinado tipo de imposto para ganhar apoio popular para elevar outro tipo de imposto. Frequentemente, ele reduz alguns impostos sobre o consumo com o intuito de elevar outros impostos sobre a renda do cidadão e a receita das empresas [no Brasil, há o truque de reduzir o IPI, a CIDE e o IOF e elevar a COFINS e a CSLL, como fez atual o governo].

Mas há também exemplos da medida inversa: uma redução de impostos sobre a renda do cidadão e a receita das empresas e uma subsequente elevação de impostos que incidem sobre o valor final dos bens de consumo. [Como quando o governo concede uma redução da contribuição para o INSS, ou uma redução das alíquotas do imposto de renda de pessoa jurídica ou alguma outra isenção fiscal para um determinado setor em troca de um aumento do IPI e da CIDE em outros setores].

O segredo para entender o real objetivo desta trapaça é saber que o governo está sempre atrás de mais dinheiro, e ele irá conseguir este dinheiro adicional de um jeito ou de outro. Fazer um zigue-zague entre um método e outro não altera a realidade. Mas é indiscutivelmente um método que pode enganar os mais tolos. E pode também arrancar uma substancial quantia de dinheiro dos grupos afetados durante o período de transição.

Uma maneira particularmente útil de entender esse processo é imaginando um ladrão que promete que irá parar de arrombar a sua casa pela porta da frente se você deixar aberta a porta dos fundos. Quando o estado promete reduzir a tributação da sua renda em troca de um aumento da tributação do seu consumo, ele está agindo de maneira idêntica a este assaltante. A questão não é o método do assalto, mas sim a quantia auferida pelo roubo.

E os resultados são semelhantes.

Suponha que eu queira contratar você para consertar meu computador. Ter este serviço feito vale $ 200 para mim, e efetuar tal serviço vale $ 200 para você. A transação ocorre porque nós temos esta coincidência de desejos, e porque voluntariamente concordamos que tal transação melhorará nossa situação.

Agora, suponha que o governo imponha uma alíquota de 30% de imposto (seja ele na forma de imposto sobre sua renda ou na forma de um imposto indireto que incide sobre o preço final do seu serviço).

Se o imposto for sobre a renda, o que ocorrerá é que, se você consertar meu computador, você não mais receberá $ 200 — que era o que valia para você fazer o serviço —, mas somente $ 140 após os impostos. Se o imposto for sobre o preço, o valor final cobrado será de $ 260, valor esse que não mais me interessa, pois ficou caro demais. O serviço de reparação valia $200 para mim, e não $ 260.

Sendo assim, em ambos os casos, a transação deixa de ser interessante para as partes envolvidas. Ela só irá ocorrer se ao menos um dos lados consentir em sofrer perdas, o que diminui enormemente a satisfação da transação.

Este exemplo simples demonstra que um dos efeitos dos impostos é o de destruir as transações — e, por conseguinte, os empregos e a renda. Na mais branda das hipóteses, impostos encarecem o valor final para o consumidor e reduzem a renda total do trabalhador.

Este exemplo, por si só, mostra que substituir um imposto sobre a renda por um imposto sobre o consumo não altera a tirania do arranjo. Mas, ainda assim, há economistas liberais que preferem o segundo arranjo.

O argumento desses economistas em prol de os impostos incidirem majoritariamente sobre o consumo em vez de sobre a renda dos indivíduos e das empresas se baseia nestas cinco alegações:

1. O imposto sobre o consumo ao menos é voluntário: só paga quem consome

Embora a afirmação seja verdadeira, o fato é que um imposto sobre o consumo é tão coercivo quanto qualquer outro imposto. Com um imposto sobre a renda, se eu tenho uma receita e não pago o imposto sobre ela, posso ser multado e encarcerado. Com um imposto sobre o consumo, se eu consumir um item tributado e o comerciante não pagar o tributo, ele será multado e encarcerado. Em ambos os casos, um cidadão está sendo punido pelo estado.

É verdade que eu posso optar por não consumir aquele item. Mas, pelo mesmo raciocínio, com um imposto sobre a renda, eu posso optar por não ter renda nenhuma.

O fato é que nada é voluntário se eu não posso me eximir de participar. Não existe esse negócio de 'imposto voluntário'. Se existisse, seria chamado por algum outro nome. [No Brasil, país em que o governo é mais avançado, o termo 'contribuição' já é corriqueiro, o que mostra que a população caiu no engodo do governo].

2. Impostos sobre o consumo não oneram a produção.

Falso. Oneram sim. As empresas — principalmente as pequenas, que operam em ambiente concorrencial — não determinam seus próprios preços, o que significa que elas não podem simplesmente repassar integralmente o imposto sobre o consumo para o consumidor. Se elas pudessem aumentar seus preços sem que isso afetasse seus lucros, elas já teriam feito isso; não seria necessário utilizar a desculpa do imposto para encarecer seus produtos.

Quando o governo impõe um novo tributo sobre os produtos de uma empresa, tudo o mais constante, essa empresa terá de absorver em suas operações o custo deste novo imposto. Desta forma, o imposto sobre o consumo é um imposto sobre a produção, sobre os salários, sobre o investimento, sobre a pesquisa e sobre todos os outros aspectos da vida econômica.

3. O imposto sobre o consumo é mais simples e menos oneroso para ser coletado

Supondo que isso seja verdade, por que isso seria algo bom? Um imposto difícil de ser coletado significa que a tentação para se elevá-lo é menor.

No que mais, um imposto sobre o consumo pode ser fácil de ser coletado a uma alíquota de 1%. No entanto, substituir o imposto de renda por um imposto nacional sobre o consumo exigiria uma alíquota acima de 20%. Isso jogaria os mercados no caos e criaria da noite para o dia um mercado paralelo em absolutamente todos os bens e serviços, o que daria ao governo uma perfeita desculpa para aumentar maciçamente seu despotismo e seus controles, o que certamente levaria à imposição de um registro compulsório de informações de transações.

4. Um imposto sobre o consumo não tributa a poupança

No geral, isso é verdade. Mas o governo não tem de assumir para si o papel de incitar a população a um determinado padrão de consumo e de poupança. Isso cabe a cada indivíduo decidir para si próprio. Poupar é ótimo quando tal ato reflete uma preferência individual. O mesmo pode ser dito para o consumo. Mas não há como saber a priori qual deve ser a proporção correta entre poupança e consumo.

E vale a pena refletir o seguinte: o grau em que um imposto sobre o consumo desestimula o consumo é o mesmo em que ele reduz as receitas do governo. Como é que um governo ávido por arrecadação vai lidar com esse paradoxo?

5. O imposto sobre o consumo, quaisquer que sejam seus problemas, ao menos não é progressivo.

Muito barulho é feito com essa questão das alíquotas progressivas do imposto de renda, de modo que vários economistas liberais se dizem a favor de uma alíquota única para o imposto de renda. Mas pense desta forma: você preferiria pagar um imposto de renda com uma alíquota única de 40% ou preferiria tentar encontrar brechas em um sistema que possuísse 20 alíquotas diferentes indo de 1% a 39% (tudo o mais constante)? Se você soubesse que pagaria menos sob um sistema progressivo, é este que você iria preferir.

Conclusão

Os defensores do imposto sobre o consumo, principalmente aqueles que alegam defender o livre mercado, devem urgentemente redirecionar suas energias: esqueçam o método da tributação e concentrem-se no nívelda tributação. Adotem aquele princípio geral e universal que diz que, quaisquer que sejam os impostos existentes, eles têm de ser reduzidos.

Voltando àquela analogia do assaltante de residências, o sistema ideal é aquele que deixaria todas as portas e janelas completamente lacradas. E, voltando ao exemplo do computador, fica então uma pergunta: você e eu, bem como todo o país, estaríamos em melhor situação se você consertasse meu computador e eu lhe pagasse $ 200 em dinheiro vivo e nós dois concordássemos em não declarar a transação para a Receita Federal?

A resposta é sim e não. Sim, pois haveria mais transações, mais empregos e mais riqueza. Não, pois seríamos tratados como criminosos caso os burocratas descobrissem nossa transação voluntária, e poderíamos ir para a cadeia.

Impostos são sagrados para políticos. É com impostos que eles mantêm suas mordomias e é com impostos que eles distribuem agrados para a sua base eleitoral. Os efeitos econômicos dos impostos sobre os reais trabalhadores são um fenômeno pra lá de secundário nos cálculos desta gente.

Defensores da liberdade e do livre mercado não devem querer reformar impostos. Nossa batalha deve se concentrar na redução — e posterior eliminação — de todos eles, começando pelo imposto de renda. Isso não é nada irrealista. Uma abolição do imposto de renda de pessoa física e jurídica deixaria o governo com a mesma arrecadação total de 2006. Por acaso o governo era tão intoleravelmente pequeno naquela época?






Por Lew Rockwell

terça-feira, 28 de abril de 2015

Um governo guloso e perdulário


Existem três formas de o governo financiar seus gastos: impostos (diretos e indiretos), inflação (imposto inflacionário) e emissão de dívida. A mais impopular delas é, sem dúvida, o imposto, pois o cidadão (ou seria súdito?) sente diretamente no bolso.

Por isso os governos perdulários adoram as duas últimas. A inflação é sentida de forma mais difusa, e por algum período chega a ser confundida com prosperidade. Já a dívida significa mais juros à frente, mas por um bom tempo permite mais gastos públicos de forma um tanto disfarçada.

O que dizer, porém, de um governo que usa e abusa das três formas em conjunto, como se não houvesse amanhã? Um governo que sobe a carga tributária, produz inflação e aumenta o endividamento do governo, tudo de forma irresponsável, impondo um pesado fardo sobre os trabalhadores: como avaliar isso? Vejam abaixo o que o governo petista fez nesses três campos distintos:



A carga tributária brasileira já chega a quase 40% do PIB, ou seja, uma carga escandinava apesar dos serviços africanos. Esses impostos têm subido ano após ano. Quando avaliamos a carga per capita, notamos que cada brasileiro já paga, em média, mais de R$ 9 mil por ano em impostos. Será que ele recebe em troca o adequado? Será que deixar esse montante nas mãos do próprio indivíduo não seria melhor?

                                                                                                                        Inflação (IPCA). Fonte: Bloomberg

Além da carga tributária absurda, o governo brasileiro é mestre em usar o imposto inflacionário para se financiar, pois mais disfarçado e oculto. Durante a fase inicial do processo inflacionário, deliberadamente criado pelo governo, há até a confusão de que pode se tratar de uma prosperidade, de um aumento da demanda calcado em pilares sólidos. A ilusão monetária engana muita gente, enquanto o governo enche seus cofres e gasta mais ainda.

                                                                                                 Dívida bruta do governo sobre o PIB. Fonte: Bloomberg

                                                                                                    Dívida bruta em milhões de reais. Fonte: Bloomberg

Como podemos ver, tanto em termos relativos como absolutos a dívida aumenta sem parar no Brasil. O governo já tem quase 70% do PIB de endividamento, o que é um patamar bastante elevado para padrões internacionais (países emergentes). Em termos absolutos, o governo já deve quase R$ 2,5 trilhões. Ou seja, cada brasileiro, via governo, deve algo como R$ 12.500. Será que esse aumento todo de dívida tem se revertido em melhores serviços públicos?

Em resumo, temos um governo que sobe impostos sem parar, gera inflação de forma quase descontrolada, e expande suas dívidas sem se preocupar com o amanhã. É um governo guloso e perdulário, que custa cada vez mais caro ao “contribuinte”, sem nenhum tipo de contrapartida que justifique tanto avanço sobre nosso bolso. Quem fala em “justiça social” sem levar em conta isso está apenas agindo para perpetuar uma enorme injustiça.

A grande justiça social no Brasil de hoje seria lutar pela concomitante redução da carga tributária, da inflação e da dívida pública, cortando drasticamente os gastos públicos e permitindo que mais dinheiro sobre nas mãos dos próprios indivíduos, os verdadeiros criadores de riqueza.





Por Rodrigo Constantino

José Álvaro Moisés: “O governo está esfarinhando”


Para o cientista político, a baixa popularidade de Dilma Rousseff e a desconfiança da população nos partidos e no Congresso podem abrir espaço para um “aventureiro” em 2018

O cientista político José Álvaro Moisés, de 69 anos, é um dos mais duros críticos do PT na academia, onde os simpatizantes do partido detêm a hegemonia, em especial na área de filosofia e ciências humanas. Professor de ciência política e diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), Moisés foi um dos fundadores do PT, em 1980, mas deixou o partido em meados dos anos 1990. A “pá de cal”, segundo ele, ocorreu em dois tempos – com a recusa do PT em atender ao chamado do então presidente, Itamar Franco, para um governo de união nacional logo após o impeachment de Fernando Collor, em 1992, e o afastamento da deputada Luiza Erundina (hoje no PSB), por ter aceitado um cargo de ministra no governo. “Minha impressão é que, hoje, o PT entrou na fase do declínio”, afirma. “Se a oposição for capaz de ocupar o espaço deixado pelo PT, provavelmente vai disputar as eleições de 2018 com muita força, mesmo que o candidato seja o Lula.” Em entrevista a ÉPOCA, Moisés fala sobre a crise de legitimidade de Dilma e adesconfiança da população nos partidos e no Congresso Nacional. “A presidente Dilmaconseguiu perder seu capital político em apenas três meses”, diz. “As pessoas estão cobrando o preço da mentira.”

ÉPOCA – O Brasil vive hoje a maior crise política desde o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. Como o senhor vê o cenário político?
José Álvaro Moisés – Há uma crise de legitimidade do governo. Ele está esfarinhando, dissolvendo como sorvete na mão de criança no verão. A presidente Dilma conseguiu perder quase todo o seu capital político em apenas três meses, de tal modo que, quando alguém do governo vai falar na televisão, tem panelaço. Nas últimas pesquisas, a aprovação do governo e da presidente Dilma ficou em torno de 10%. Não conheço na história brasileira nenhum governo que, num período tão curto, tenha enfrentado um questionamento desses. Não apenas no que se refere às medidas de ajuste da economia. As dúvidas sobre o governo e as críticas de todos os lados passam pelo questionamento da capacidade de Dilma governar e coordenar sua própria base política. Agora, com a escolha do vice-presidente, Michel Temer, para fazer a articulação política, parece que isso está mudando um pouco. A escolha de Temer não vai resolver tudo, mas aponta a possibilidade de melhoria na relação com o Congresso. Para completar o quadro, uma parte dos eleitores do PT está decepcionada. Você não chega a 78% de rejeição da presidente e 65% da política do governo, como mostrou a pesquisa CNT(Confederação Nacional dos Transportes), no final de março, se não imaginar que, nesse contingente, tem gente que votou no PT.

ÉPOCA – Quais as consequências dessa crise para o país?
Moisés – Se muita gente começa a desacreditar no governo e associa isso ao mau funcionamento de algumas instituições da democracia, como os partidos e o Congresso Nacional, pode levar à formação de uma base potencial para apoiar alternativas não democráticas, como uma intervenção militar. Isso é um horror. Em todas as pesquisas que fiz na USP, essa desconfiança nas instituições aparece. Em 2006, 29% diziam que a democracia pode funcionar sem o Congresso e 31% sem os partidos. Em 2014, isso foi para 46% no caso dos partidos e para 45% no caso do Congresso. É muito para duas instituições centrais na democracia, cujo papel é trazer os desejos da sociedade, suas preferências, para dentro do sistema político.

ÉPOCA – No dia 12 de abril, milhares de pessoas voltaram às ruas para pedir o impeachment da presidente Dilma e protestar contra o PT e a corrupção no governo. O senhor acredita que o impeachment é possível?
Moisés – A democracia não pode funcionar na base do impeachment. O impeachment é uma solução de emergência, que deve ser usada numa situação de radicalização política, para não aprofundar a crise. Na situação atual, não estão criadas nem as condições políticas, nem as condições que a Constituição assegura, para permitir o impeachment. Agora, eu tenho uma dúvida. Admitindo que, neste mandato, não haja atos de responsabilidade da presidente que justifiquem o impeachment, o que vamos fazer com o que aconteceu no primeiro mandato, quando ela era chefe da Casa Civil, presidente do conselho da Petrobras e ministra de Minas e Energia? Não sei se o sistema político vai tratar disso no fim do mandato dela. Recentemente, vi uma tese que tem de ser considerada. Como o Brasil adotou o sistema de reeleição, o segundo mandato seria uma sequência do primeiro. Embora não esteja claro na Constituição, os crimes de responsabilidade do primeiro mandato se transfeririam para o segundo. Estou tentando entender se isso faz sentido jurídico, porque mudaria minha posição em relação ao impeachment.

ÉPOCA – O PT, Lula e Dilma continuam a negar participação ou conhecimento sobre as propinas na Petrobras. Como o senhor analisa isso?
Moisés – As pesquisas mais recentes mostram que muita gente não apenas está acompanhando as investigações do petrolão, como imagina que tanto Lula como Dilma sabiam o que estava acontecendo e têm responsabilidade pelo que ocorreu. Bem mais que 50% estão dizendo isso. Não é um antipetismo ou um ódio ao PT, como disse o ex-ministro Luís Carlos Bresser Pereira outro dia num artigo. Em nenhum momento o Bresser fala sobre o direito de as pessoas protestarem e se indignarem com a corrupção. Ele teria de dizer que o PT está dando motivo não só para os ricos, mas também para muitos de seus eleitores começarem a protestar e se colocarem contra o partido e o governo. As pessoas estão cobrando o preço da mentira. Ouvi muito isso nas manifestações da Avenida Paulista. As pessoas não são idiotas. Elas estão percebendo que alguma coisa não está funcionando bem. A minha impressão é que o PT entrou numa fase de decadência.

ÉPOCA – Em sua opinião, esse quadro pode abrir espaço para a ascensão de um “salvador da pátria” em 2018?
Moisés – Num momento em que há muita descrença, se aparecer um aventureiro, as pessoas podem aceitar. Em última instância, foi isso que aconteceu com a eleição do Collor. Mas, naquela época, estávamos em outra fase do processo de democratização brasileiro. É preciso lembrar que, naquele momento, o PT teve um papel importante na mobilização pelo impeachment. Não considerou que fosse golpismo, como agora. Hoje, temos de evitar que essa deterioração do governo se articule com a crítica das instituições. Essa separação precisa ser feita pelo governo, pelos partidos e pelas lideranças políticas. Mas estamos carentes de lideranças democráticas capazes de pensar o momento e os desdobramentos futuros. Sei que teve o Aécio Neves na eleição de 2014. Diria até que ele saiu maior do que entrou na campanha. Só que, nos últimos meses, não estamos vendo a presença dele. Sou crítico também em relação à participação da Marina. Algumas semanas atrás, a Marina disse que estava “ouvindo o silêncio”. Eu respeito isso. Mas a sociedade está num momento crítico. Precisa haver vozes de liderança que façam essa separação. O Fernando Henrique tem feito isso, mas não podemos depender só dele.

ÉPOCA – Há uma luz no fim do túnel?
Moisés – Depende do papel que a oposição desempenhar. Estamos vivendo uma crise no Brasil que abre as portas para que as forças políticas se reinventem. Isso significa que precisam agir. Não só o PSDB, mas o DEM, o PPS, o próprio PSB, para não falar do partido da Marina. Precisamos de uma oposição democrática, capaz de falar sobre os temas centrais do momento: ajuste fiscal, para retomar a economia, a reforma política, em especial as questões que dizem respeito à corrupção, a maneira como é feito o financiamento das campanhas eleitorais e medidas para ter mais controle e punição sobre a corrupção. A oposição tem de dizer algo sobre isso. Não apenas um elenco de propostas para se contrapor, mas que faça sentido para a população e mostre que a política é um caminho para melhorar a sociedade. Se a oposição for capaz de ocupar o espaço deixado pelo PT, provavelmente vai disputar as eleições de 2018 com muita força, mesmo que o candidato seja o Lula.

ÉPOCA – Que papel cabe ao PMDB nesse processo?
Moisés – Nos últimos 25 anos, formamos a imagem do PMDB como um partido fisiológico, que aproveita todas as chances de estar no poder e não teria nem projeto para o Brasil. De repente, o PMDB está jogando um alto papel. Não importa se por vias transversas ou por pessoas que nem têm tanto crédito, mas o PMDB está dizendo que, na democracia, a agenda política não pode ser definida só pelo Executivo. O Legislativo tem de participar, ter mais independência para examinar o que o Executivo está propondo. Por mais contraditório que seja, o PMDB está dizendo: “Algum princípio republicano tem de prevalecer” e “Ter 39 ministérios não faz sentido”. Alguém sempre vai dizer que é oportunismo. Se você vai na linha do presidencialismo de coalizão, quem faz parte da coalizão tem de participar das decisões. Às vezes, da crise podem emergir mudanças positivas. O espaço da boa política deixado pelo PT e pela oposição, surpreendentemente, começa a ser ocupado pelo PMDB.




Por José Fucs

Doutrinação ideológica


Doutrinação marxista e escárnio à religião na UFF

Recebi mais um email de desabafo contra a doutrinação ideológica no ensino brasileiro, que segue abaixo. A autora preferiu que eu omitisse seu nome, apesar de reconhecer que alguns dados podem revelar sua identidade, pois teme a reação desses doutrinadores fanáticos:

Prezado Rodrigo, boa noite.

Sou leitora de sua coluna e tenho acompanhado os relatos em tom de desabafo de alunos que, como eu, têm sido bombardeados pela doutrinação comunista. Sou cristã, criada no evangelho, alfabetizada lendo (inclusive) a Bíblia, aos 4 anos de idade. Tenho plena consciência de minha profissão de fé e posição política. Sou pós-graduada e hoje curso mais uma graduação. Este ano fui aprovada para o curso de Direito da UFF, em Niterói. Tenho praticamente o dobro da idade dos demais alunos. Vivi o suficiente para entender e perceber, com tristeza, o quanto os adolescentes calouros estão “doutrinados”. Parece ser um caminho sem volta.

Sexta-feira fui para aula como de praxe. No primeiro tempo, o professor inicia a fala sobre um programa de TV que assistiu, onde um pastor defendia a família tradicional. Aí começa a “sessão deboche”, daquele que se espera que se atenha ao ensino dos Fundamentos do Direito Privado: -”Antes eu me estressava com este pastor, agora eu gosto dele porque me faz gargalhar”. “-Ele citou um monte de pesquisa de Facebook, que ninguém nunca ouviu falar”. Enquanto isso, a turma delira em gargalhadas. E continuou: “-Ele falava como se o estivessem combatendo, mas ninguém estava dando a mínima para o que ele estava dizendo”. Eu ouvi a tudo isto quieta, indignada, e estou disposta a gravar tudo o que for dito em sala daqui em diante. Professor nenhum tem o direito de achincalhar um líder espiritual renomado e respeitado pela sociedade, simplesmente por discordar de seus ideais. Assisti ao programa e sei da seriedade das fontes das pesquisas citadas pelo pastor e psicólogo.

Mas o pior viria na aula seguinte, de “Economia Política e Direito”. O professor, ao falar da teoria Marxista, e como sempre em tom de deboche, disse que quem vai aos “cultos” torna-se um alienado, incapaz de se revoltar contra o sistema capitalista, pois aprende lá na igreja que é “legal ser pobre” e que riquezas não levam ninguém ao céu. Enfim, foi horrível estar ali. Saí 15 minutos antes de a aula terminar. Não tinha porque permanecer naquele lugar hostil, com um professor praticamente me chamando de “otária”. Fala do que não sabe. E aquilo que imagino que saiba (economia política), não foi ensinado como deveria. Engraçado que os socialistas dizem lutar por igualdades, mas se sua religião e crença os incomoda, a igualdade não é para você. É pra quem está ao lado deles. E só.

Não sou otária, não sou alienada e sei muito bem das mazelas que o comunismo “brilhante” de Marx trouxe aos países que foram ou são oprimidos por seus ideais. É triste ir a uma aula de Direito numa federal e receber este tipo de “ensinamento”. Mas eu não vou desistir. Creio que alguma coisa vai mudar. Preciso crer!

Um abraço,

[nome]


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Doutrinação ideológica: apenas mais um capítulo dessa rotina

Recebi novo email de desabafo de um aluno cansado de ser vítima da doutrinação ideológica dos professores, e esse não se importou de assinar o nome. Lá vai:

Motivado pelo depoimento do aluno da PUC exposto em sua coluna, venho por meio deste texto depor sobre o que hoje tem se tornado corriqueiro na vida de muitos estudante. Meus pais, os únicos a quem hoje eu possa incumbir minha educação, trabalham arduamente para tentar dividir tal tarefa com a melhor instituição possível. Aqueles despendem boa parte de seus salários com o mais conhecido e oneroso colégio de Niterói (Ph), mas mesmo assim, não tenho ficado de fora de tamanha doutrinação, diria eu, já institucionalizada na educação brasileira.

Não é insólito professores pondo suas ideologias além de suas matérias, porém alguns estão passando dos limites éticos. Ouvir que os paulistas “coxinhas” que foram as ruas na Marcha da Família com Deus pela Liberdade, são os mesmos que ocuparam as ruas agora em 2015; e é claro, generalizando todos por um suposto desejo de ditadura militar; desmotiva qualquer prê-vestibulando com o mínimo senso crítico ao ver seus colegas serem feitos de massa de manobra.

Em contraponto, na mesma aula, o MST é tratado como se fosse algo normal; seria o tal o grande “mártir” a resolver a causa dos imbróglios latifundiários brasileiros. Desta vez não faltaram referências e incentivos; “Meus alunos, assistam o filme de Frei Betto, ‘Batismo de Sangue’, um grande homem e um bom enredo”; nada melhor que um assessorista de governos cubanos nos momentos livres.

A criminalidade que toma as ruas de Niterói, além de muitos outros municípios, não é resultado apenas da ausência de instrução, mas da verdadeira “deseducação” praticada dentro das salas de aulas. Nos exercícios, os policiais são colocados em charges que os conceituam como assassinos de negros, pobres e “favelados”; evidentemente sem qualquer base argumentativa. Estão nas escolas a raiz da desmoralização da Polícia Militar, que não tem mais capacidade de trabalhar nos limites do Rio de Janeiro, sendo constantemente escorraçada por sua própria população.

A pátria que se autodenomina ‘educadora’ deveria mudar para Gramsciana; sofrem os seus filhos. Sou apenas um simples estudante indignado, sem voz, calado por uma oposição que diz estar sempre lutando por “democracia”. Mas são muitos os liberais que sofremos diariamente com o fato de escolher uma vida integra, baseada nos princípios meritocráticos e na ânsia de aprender.



Ass: Fernando Söndahl Brito






Por Rodrigo Constantino