sábado, 28 de fevereiro de 2015

Financial Times lista 10 motivos pelos quais Dilma pode sofrer um impeachment


Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais (além da Petrobras) é a situação complicada da presidente Dilma Rousseff (PT) diante do governo. Com isso, o jornal britânico Financial Times decidiu listar nesta quarta-feira (25) 10 motivos pelos quais a petista poderia não chegar ao fim de seu mandato.
O artigo, assinado pelo editor-adjunto de mercado emergentes da publicação, Jonathan Wheatley, cita entre as razões a perda de apoio no Congresso Nacional, principalmente com a recente vitória de Eduardo Cunha.
Segundo o texto, até mesmo alguns petistas se voltaram contra a presidente. "Alguns membros [do partido] a veem como uma intrusa oportunista", disse Wheatley. A maioria dos motivos mencionados no texto são de teor econômico, sendo que apenas dois têm relação indireta com a economia: a falta de água e possíveis apagões elétricos. Veja os motivos:

Perda de apoio no Congresso

"Para um presidente brasileiro ser cassado, ele deve fazer algo flagrantemente errado. Mas muitos fazem isso e sobrevivem", começa o autor. Porém, para ele, o que realmente conta é a perda de apoio no Congresso. Diante disso, ela começa a criar "inimigos" dentro de casa, começando a ver petistas ficarem descontentes com ela. Até mesmo a nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda tem sido razão de raiva para integrantes da esquerda.

Escândalo da Petrobras

Diante de todos os escândalos envolvendo a estatal, o pessimismo do mercado diante do governo só aumenta e pressiona ainda mais a presidente. No fim, Wheatley destaca que, se em algum momento o Congresso decidir fazer algo para um impeachment, "a Petrobras forneceria o pecado flagrante". "Dilma foi presidente do conselho de administração, quando a maior parte da suposta corrupção aconteceu", destaca.

Queda na confiança do consumidor

"Os consumidores estão extremamente fartos, como mostrado por um levantamento mensal divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas" afirma o texto mostrando o gráfico da FGV com a forte queda da confiança.

Aumento da inflação

"Vinte anos atrás, a inflação no Brasil foi de cerca de 3.000% ao ano. Muitos brasileiros são jovens demais para lembrar, mas outros não. Alguns temem agora que o governo abandone a meta de inflação de 4,5% ao ano", afirma o texto.

Aumento do desemprego

O artigo lembra que muitos brasileiros têm se preparado para perdoar o governo em relação a inflação e crescimento lento porque sentiram seus próprios empregos estavam seguros. "Mas com a economia deverá contrair-se 0,5% este ano [...] Estima-se que 26 mil empregos líquidos foram perdidos em janeiro, normalmente um mês onde ocorre contratação desse número. Isso representa um grande desafio para a popularidade de Dilma", afirma.

Queda na confiança do investidor


Após a notícia de que o Tesouro tinha vendido 10 milhões de contratos de dívida de curta duração com vencimento em outubro deste ano, o texto destaca que este foi o maior leilão único de tal dívida de curto prazo. Citando o Valor Econômico, Wheatley diz que o governo está sendo forçado a vender cada vez mais títulos como esses rendendo diante da preocupação dos investidores com a capacidade do governo para cumprir as metas orçamentais.

Déficit orçamentário

"No ano passado, o Brasil emitiu o seu primeiro déficit orçamentário primário em mais de uma década, efetivamente levando o país de volta para os dias sombrios antes de começar a implementar pelo menos uma aparência de disciplina fiscal", afirma o FT. "A administração Rousseff parece desistir do fantasma do ano passado, com um déficit primário equivalente a 0,63% do PIB e um déficit nominal, incluindo o pagamento da dívida, equivalente a 6,7% do PIB", completa.

Problemas econômicos no geral

"Que a economia está a implodir é quase desnecessário dizer", começa o autor. "Os investidores esperavam que a nomeação do "Chicago boy" Levy para o ministério das finanças iria mudar as coisas. Muitos ainda se seguram nessa esperança. Mas a tarefa parece cada vez mais difícil", afirma.

"Levy tem aparecido como uma figura solitária, o único homem no governo segurando 'a represa'. Rousseff nem sequer apareceu no anúncio de sua nomeação. Ela estava lá na cerimônia formal [...] Mas uma pesquisa no Google Imagens sugere que eles não têm sido vistos juntos em público desde então", completa o FT.

Falta d'água

"A sensação de se aproximar de apocalipse no Brasil é sublinhada por uma escassez de água que atinge a cidade de São Paulo", lembra o jornal britânico, que destaca a pequena recuperação do Cantareira nas últimas semanas, mas que mesmo assim está longe de sair da crise. "A causa não é a baixa precipitação apenas. Estima-se que um terço da água do sistema é perdida pela Sabesp. Má gestão e falta de investimento também são culpados", afirma.

Possíveis apagões elétricos

"A última vez que um governo foi derrubado (embora nas urnas e não por impeachment) a principal causa foi o racionamento de energia elétrica", afirma o texto citando a derrota de Fernando Henrique Cardoso para Lula em 2002, depois de um "verão de racionamento de energia elétrica provocada por uma combinação de baixa pluviosidade, má gestão e falta de investimento". "A administração Rousseff pode evitar um destino semelhante. Ou talvez não", diz o FT.

"O que derrubou Collor não era o seu envolvimento em casos de corrupção, mas a repulsa que as pessoas sentiam dele e, especialmente, entre a maioria no Congresso. Rousseff deve ter muito cuidado para não seguir o mesmo caminho", completa o jornal.

Os "intelectuais" de esquerda e sua falta de vergonha na cara

                           Marilena Chaui, a “intelectual” que odeia a classe média e adora o PT corrupto

Duas características, ao menos, precisam estar presentes para se identificar um legítimo intelectual: o pensamento independente e o pensamento crítico. Ou seja, intelectual é aquele que ousa pensar por conta própria, sem seguir necessariamente o zeitgeist, remando muitas vezes contra a maré do momento; e o faz de forma crítica, i.e., contesta o status quo, está sempre buscando brechas ou falhas nas estruturas do pensamento dominante. Um intelectual subserviente ao governo é um oxímoro portanto, algo contraditório, que não faz sentido.

Por isso uso sempre o termo entre aspas para me referir aos “intelectuais” de esquerda, esses que adoram uma simbiose com o governo, em troca de benesses estatais, privilégios, poder. No Brasil, tais “intelectuais” ajudaram, e muito, a criar o mito do metalúrgico honesto que iria salvar a Pátria das garras das elites insensíveis e corruptas. O PT foi formado por “intelectuais”, por gente que não pensa de forma crítica e independente, mas sim mancomunada com a sede pelo poder.

E, uma vez lá, curvaram-se totalmente a ele, tornando-se nada mais do que propagandistas do regime, relações públicas do partido no poder. Abdicaram da verdadeira função intelectual, que é pensar o país, o futuro, e adotar tom crítico ao presente, apontando as falhas do país. Os exemplos são infindáveis e as figuras conhecidas, mas o mais evidente caso talvez seja a recente carta “em defesa da Petrobras”, ou seja, em defesa da quadrilha que assaltou a estatal do povo brasileiro. Foi o assunto do excelente texto de Demétrio Magnoli no GLOBO hoje:

Num lance vulgar de prestidigitação, o texto dos “intelectuais de esquerda”, assinado por figuras como Marilena Chaui, Celso Amorim, Emir Sader, Fabio Comparato, Leonardo Boff, Maria da Conceição Tavares e Samuel Pinheiro Guimarães, apresenta-se como uma defesa da Petrobras — mas, de fato, é outra coisa.

O ofício intelectual não combina bem com manifestos. Dos intelectuais, espera-se o pensamento criativo, a crítica do consenso, a dissonância — não o chavão, a palavra de ordem ou o grito coletivo. Por isso, eles deveriam produzir manifestos apenas em circunstâncias excepcionais. Os “intelectuais de esquerda”, porém, cultivam o estranho hábito de assinar manifestos. Vale tudo: crismar um crítico literário como inimigo da humanidade, condenar a palavra equivocada no editorial de um jornal, tomar o partido de algum ditador antiamericano, denunciar a opinião desviante de um parlamentar. O manifesto sobre a Petrobras é parte da série — mas, num sentido preciso, distingue-se negativamente dos demais.

[...]

A Petrobras não foi derrubada à lona pelo escândalo revelado por meio da Lava-Jato, que apenas acelerou o nocaute. Os golpes decisivos foram assestados ao longo de anos, pela política conduzida nos governos lulopetistas, sob os aplausos extasiados dos “intelectuais de esquerda”.

[...]

Os “intelectuais de esquerda”, móveis e utensílios do Planalto, escreveram o manifesto para, preventivamente, atribuir a mudança de rumo aos “conspiradores da mídia”. Por meio dessa trapaça, conciliam a fidelidade ao “governo popular” com seus discursos ideológicos anacrônicos. Ficam com o pirulito e a roupa limpa.

[...]

Franklin Martins, o verdadeiro autor do manifesto, cometeu um erro tático ao colocar seu nome

entre os signatários. Ao fazê-lo, o ex-ministro descerra o diáfano véu de independência que cobriria a nudez do texto. O manifesto não é a “voz da sociedade”, nem mesmo de uma parte dela, mas a Voz do Brasil. Nasceu no Instituto Lula, como elemento de uma operação de limitação dos efeitos da Lava-Jato. Enquanto os “intelectuais de esquerda” assinavam uma folha de papel, Lula reunia-se com representantes do cartel das empreiteiras e Dilma preparava o “acordo de leniência” destinado a restaurar os laços de solidariedade entre as empresas e os políticos.                                                     
                                                                                                                                                                                                                                                              
A desgraça do Brasil é ser um país dominado por esses “intelectuais”. O fenômeno não é exclusividade nossa, mas aqui eles conseguiram conquistar espaço demasiado. Doutrinam milhões de mentes jovens por ano, ocupam colunas em jornais cujos donos, vistos por eles mesmos como ícones da “elite burguesa golpista”, cedem a corda que poderá enforcá-los, por covardia ou ignorância.

Esse talvez seja o grande paradoxo brasileiro, o sintoma que resume bem nosso quadro de doença mental coletiva que permitiu doze anos de PT no poder, apesar de tantas falcatruas, crimes e incompetência: nossos “intelectuais” são justamente aqueles que se recusam a pensar! Ou, quando o fazem, é deixando de lado a ética e a honestidade, agindo sem um pingo de vergonha na cara…



Por Rodrigo Constantino

Insegurança: 5 causas da destruição da coesão social


O desempenho econômico da América Latina na primeira década do século XXI foi extraordinário (fatores decisivos: matérias primas valorizadas, câmbio estável, crescimento da China, preço alto do petróleo até 2013 e redução do desemprego). Mas o Brasil (e toda América Latina), mesmo assim, não se livrou das 5 causas da destruição da sociedade civil (quinteto diabólico), que são:

(1) corrupção endêmica (72º no ranking da Transparência Internacional; R$ 120 bilhões de prejuízos gerados apenas pelos grandes escândalos);

(2) desigualdade obscênica (índice Gini 0,51 em 2012; a média dos países com capitalismo avançado e realmente competitivo é de 0,30), que é responsável pelaescolaridade anêmica (média de 7,2 anos de estudos, igual a Zimbábue), oanalfabetismo (9% da população) e o "servilismo" acrítico;

(3) pobreza sistêmica (18% da população, em 2013; 5,9% em situação de extrema pobreza - Cepal; 79º no IDH);

(4) violência epidêmica (12º país mais violento do planeta com 29 assassinatos para cada 100 mil pessoas); e

(5) fraqueza institucional astênica, daí decorrendo, desde logo, a insegurança pública (chamada de insegurança cidadã, em praticamente toda região), sobretudo porque aqui não existe a certeza do castigo.

O caráter sistêmico desse "quinteto" requer que sua complexidade seja abordada mediante instrumentos que vêm sendo discutidos há anos. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgados em 2015 mostram que 167 milhões de latino-americanos, ou 28,1% dos habitantes da região, estavam na condição de pobreza em 2013 - rigorosamente o mesmo índice registrado um ano antes. O número de brasileiros situados em um quadro de pobreza, no entanto, continuou diminuindo: passou de 18,6% em 2012 para 18% em 2013 (mas eram 36,4% em 2005). A situação do Brasil difere dos demais países da região. Houve, no entanto, elevação de 5,4% para 5,9% na quantidade de brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza entre 2012 e 2013 (esse índice estava em 10,7% em 2005), segundo os critérios da Cepal. Reduzimos o nível de pobreza assim como o da desigualdade, mas isso não elevou significativamente a posição do Brasil no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que continua na posição 79.

Comparando-se a primeira década do século XXI com a última do século XX, não há dúvida que conquistamos economias melhor posicionadas, democracias eleitorais (meramente formais) mais consolidadas e mais consciência do quanto vale a pena ser mais responsável pela proteção social. Mas do quinteto mortífero diabólico (corrupção, desigualdade e analfabetismo, pobreza, violência e insegurança pública) nós não nos livramos. A rápida bonança financeira não foi acompanhada pela estruturação de políticas públicas eficientes de combate aos malefícios nefastos do quinteto referido. O medo e a sensação de impotência, que constituem a base da instabilidade social, que agrava a falta de legitimidade substancial dos representantes políticos, tendem a piorar nos próximos meses. Os roubos triplicaram nas últimas três décadas; 1 em cada 10 latino-americanos foram vítimas de violência intrafamiliar; quase 500 pessoas (maciça maioria de mulheres) são vítimas de crimes sexuais diariamente na região (veja Heraldo Muñoz, 15/1/13).

Ao medo e sensação de impotência que imobilizam as atividades das pessoas deve ser somada a desesperança com o futuro, que está nas mãos de lideranças nacionais (políticas e jurídicas) ou despreparadas para os enormes desafios ou inteiramente corrompidas pelo sistema perverso de dominação, que canaliza todos os capitais (econômicos, salariais, rendas, culturais, educacionais, emocionais, relacionais, linguísticos, eleitorais etc.) apenas para uma pequena elite (reproduzindo-se ad aeternum a desigualdade extrema). Somos menos pobres, um pouco menos desiguais e temos democracias eleitorais estáveis, porém, com índices de insegurança pública subindo absurdamente. Por quê?

Porque nunca soubemos criar no Brasil uma democracia cidadã, ou seja, não fazemos o que vem dando certo em outros países: (1) a prevenção primária (não cuidamos das raízes do crime, das suas causas), tal como se faz nos países escandinavos, por exemplo (países altamente civilizados de capitalismo distributivo: excelente escolaridade, alta renda per capita e baixa desigualdade, com forte índice de certeza do castigo), nem (2) a prevenção secundária desenvolvida nos EUA (obstáculos ao crime: mais policiais, saneamento rigoroso das polícias - exclusão dos corruptos, bons salários e boas condições para se trabalhar -, policiamento massivo nas "nas zonas quentes", blitz generalizada e contínua, alto índice de certeza do castigo etc.) nem (3) prevenção por meio da escolarização massiva de período integral + alto índice de certeza do castigo, como conseguiram a Coreia do Sul, Cingapura, Japão, Canadá, Alemanha etc. Nem (4) a prevenção moral e ética (ética que ensina o respeito ao outro ser humano, como é o caso dos países que seguem fortes doutrinas filosóficas, como a de Confúcio, no Oriente, fundadas no princípio ético da ahimsa, que significa não ferir, não maltratar, não ofender, não matar (salvo em situações de extrema necessidade).

Nenhum desses programas exitosos fortemente redutores da criminalidade e da violência (e que são praticados em várias partes do mundo) aqui encontrou qualquer tipo de ressonância. O Brasil está na contramão do mundo! Quem planta corrupção endêmica, desigualdade e analfabetismo sistêmicos, pobreza pandêmica, violência epidêmica e segurança pública anêmica só pode colher insatisfação, indignação, revoltas, protestos, contestações, dilaceração do tecido social, esgarçamento da coesão social, sociedade civil anômica e desesperança com o futuro. Esse é o abismo profundo em que se encontra o invertebrado Brasil de 2015. As patéticas lideranças nacionais estão brincando com fogo.






Por Luiz Flavio Gomes

Sinais dos tempos

Como identificá-los e saber que o fim está próximo?


"E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, em testemunho a todas as nações. Então virá o fim" (Mt 24.14)

Quais são os sinais do fim dos tempos?
Os sinais que precederão a vinda de Cristo são: 1) o evangelho será proclamado a todos os povos (Mc 13.10); 2) uma futura conversão de Israel (Rm 11.25-29), que será a culminação da aliança da graça e da história da redenção; 3) a grande tribulação e a grande apostasia ocorrendo juntas (Mt 24.9-12,21-24); 4) a revelação do anticristo, o “homem da iniquidade” (2Ts 2.1-12); 5) o recrudescimento das guerras, fomes e terremotos em diversos lugares, o que é descrito como o “princípio das dores” (Mt 24.8); 6) a criação será abalada (Mt 24.29). Então, como o clímax destes sinais, “como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente”, todos “verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.27, 30).

Os acontecimentos dos nossos dias são sinais dos tempos?
Ainda que esses sinais aconteçam durante a história, parece que eles ocorrerão simultaneamente na iminência do fim. Parece que a chave para entender esses sinais é oferecida em Mateus 24.33: “Quando virdes todas essas coisas, sabei [ou você saberá] que ele [o fim] está próximo, às portas”. Na iminência da vinda de Cristo, as guerras, os terremotos, a fome, as epidemias, “os poderes dos céus” abalados (Mt 24.29) acontecerão todos ao mesmo tempo, assim como sobrevirá a grande tribulação e a conversão de Israel.

Onde e como podemos identificá-los?
Estes sinais ocorrerão simultaneamente, antes do retorno de Cristo. Por isso, lembramos que existem nas Escrituras passagens que nos incentivam a estar prontos para a inesperada vinda de Cristo, estimulando-nos a estar preparados e vigilantes. Portanto, provavelmente, estes sinais serão mais intensos e extensos que as ocorrências parecidas que os precederam durante a história. E, me parece, esses sinais, não podem ser considerados independentemente, mas em conexão com a grande tribulação. Quando eles ocorrerem, serão reconhecidos pelos filhos de Deus como o que realmente são.

Quais as prerrogativas para a volta do Senhor?
A segunda vinda de Cristo será um evento único, que ocorrerá no “dia do Senhor”, um termo que se refere especialmente à sua vinda em glória. Cristo voltará uma única vez, corporal e visivelmente, gloriosa e triunfalmente, para vencer cabalmente todos os poderes do mal e renovar a criação.

A questão dos conflitos mundiais, doenças, guerras, a fome no mundo são sinais da vinda de Jesus?
A Escritura ensina que o tempo exato da vinda de Cristo é desconhecido. Isso significa que uma vigilância contínua pela vinda de Cristo é exigida; devemos estar prontos para uma vinda inesperada, já que os sinais podem acontecer simultaneamente, num pequeno período de tempo. Mas devemos notar que esses sinais estiveram presentes no tempo do Novo Testamento, ao longo da história e estão presentes agora. Ainda que esses sinais tenham aparecido durante toda a história, antes da volta de Cristo eles se intensificarão, dirigindo-se para o clímax. Portanto, ao considerarmos a exortação à vigilância (Mt 24.32,33), não precisamos interpretá-la como uma exortação para se buscar sinais imediatos do aparecimento do Senhor. Antes, trata-se de uma exortação para permanecermos ativos na realização da obra do Senhor, para não sermos surpreendidos por sua vinda.

O mundo será destruído?
Ainda que esta ideia seja popular, especialmente pela influência do fundamentalismo americano do começo do século 20, a posição bíblica, afirmada pela tradição reformada conectada com João Calvino, afirma o conceito de renovação da criação. Por isso, é importante ter em mente uma compreensão firmemente bíblica de Deus: o Eterno é o criador e renovador da criação, sustentando-a por sua providência. A Escritura nunca apresenta o Senhor Deus como destruidor.

Como Anthony Hoekema escreveu [em seu livro A Bíblia e o futuro], “tanto em 2Pedro 3.13 como em Apocalipse 21.1, o termo grego utilizado para designar a novidade do novo cosmos não é neos mas sim kainos. A palavra neos significa novo em tempo ou origem, enquanto a palavra kainos significa novo em natureza ou em qualidade. A expressão (...) ‘novo céu e nova terra’ (Ap 21.1) significa, portanto, não a emergência de um cosmos totalmente outro, diferente do atual, mas a criação de um universo que, embora tenha sido gloriosamente renovado, está em continuidade com o universo presente”.

Portanto, a Escritura nos assegura que Deus criará uma nova terra na qual viveremos para seu louvor, com corpos ressurretos e glorificados. Nessa nova terra é que esperamos passar a eternidade, desfrutando de suas belezas, explorando seus recursos e utilizando seus tesouros para a glória de Deus. Uma vez que Deus fará da nova terra seu lugar de habitação, e uma vez que o céu é onde Deus habita, estaremos no céu enquanto estivermos na nova terra. Tudo que é bom na cultura, que pela graça de Deus pode ser aproveitado em seu reino, será renovado e aperfeiçoado na nova criação. Em outras palavras, o “novo céu e a nova terra” será tanto um estado como um lugar, onde “o SENHOR está presente” (Ez 48.35).

O que precisamos entender sobre o milênio?
Há uma só passagem bíblica que cita a noção de “mil anos” (Ap 20.1-15). E muito já foi escrito sobre esse texto, derivando daí quatro posições principais sobre o milênio, as quais listo em ordem cronológica, isso é, na medida em que surgiram no decorrer da história da igreja: pré-milenismo histórico, amilenismo (posição conhecida como “milenismo realizado”), pós-milenismo e pré-milenismo dispensacional. Ainda que muito tenha sido escrito num tom polêmico, é preciso dizer que todas estas posições são opções legítimas dentro da tradição cristã e evangélica. Mas, me parece, tão ou mais importante que afirmar uma interpretação sobre o milênio é tentar entender as implicações práticas de tal posição. Por exemplo: quais são as implicações de certa interpretação quanto ao milênio para a relação com a cultura, arte, política, economia, igreja, evangelização e missões? Este é um estudo extremamente frutífero e que redundaria em mais humildade na hora de debatermos as interpretações quanto ao milênio – além de reservar algumas surpresas para os que dedicarem-se a tal estudo.

O evangelho será pregado em todo o mundo antes do fim?
O evangelho não será pregado a todas as pessoas, mas deverá ser pregado a todo grupo étnico. A palavra grega usada em Marcos 13.10, traduzida por “nações”, é ethnē, que pode ser traduzida como “países” e “nações”, mas também como “famílias” e “tribos”. A implicação é que quando todos os grupos étnicos tiverem conhecimento do evangelho, então virá o fim. Daí a necessidade de priorizarmos a tarefa missionária, especialmente entre os povos não alcançados, investindo os melhores esforços na tradução da Escritura para idiomas que ainda não têm acesso às porções bíblicas.

Podemos interpretar eventos isolados como indicação do fim dos tempos?
A respeito da segunda vinda de Jesus não é possível determinar com precisão uma data. Sobre isso, ele mesmo declarou: “Mas, quanto ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão somente o Pai” (Mt 24.36). Não se pode saber, então, a ocasião exata do retorno de Cristo. Todas as tentativas que as seitas têm feito para determinar o momento preciso desse retorno acabam por mostrar o quanto elas estão erradas em suas previsões. O que se pode dizer, com certeza, é que Cristo virá em hora inesperada. Por isso, devemos estar atentos. Qualquer um, portanto, que afirme conhecer a data em que Cristo virá, independentemente de quem é ou de quão importante seja, deve ser completamente rejeitado.

A nação de Israel seria o sinal mais importante do fim dos tempos?
Depende de como se conecta Israel com os sinais do fim. A fundação do Estado de Israel, a principal democracia no Oriente Médio na atualidade, foi um dos grandes momentos do turbulento século 20, especialmente depois do sofrimento indizível do Holocausto (Shoah). Mas, me parece, o sinal determinante que se espera em conexão com Israel e o fim dos tempos é o cumprimento da palavra apostólica: “E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados” (Rm 11.26-27).




Entrevista originalmente concedida por Franklin Ferreira a Aline Campos, editora da revista Movimento Gospel Nº 18, Set-Out (2014), p. 28-30.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Lula estimula o conflito social


No desespero para salvar o PT de um desastre que a incompetência do governo de Dilma Rousseff torna a cada dia mais grave, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaça incendiar as ruas com "o exército do Stédile", a massa de manobra do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Lula acenou com essa ameaça em evento "em defesa da Petrobrás" promovido na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, pelo braço sindical do PT, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Basta abrir as páginas dos jornais ou assistir ao noticiário da televisão para perceber que a radicalização política começa a levar a violência às ruas das principais cidades do País. De um lado, militantes de organizações sindicais e movimentos sociais, quase sempre manipulados pelo PT, aliados a radicais de esquerda; do outro lado, sectários antigovernistas engajados na inoportuna campanha de impeachment da presidente da República. Esses grupos antagônicos se agrediram mutuamente diante da ABI, pouco antes do evento protagonizado por Lula.

Diante do sintoma claro de que o agravamento da crise política em que o País está mergulhado pode acender o rastilho da instabilidade social, o que se espera das lideranças políticas é que ajam com responsabilidade para evitar o pior. Mas Lula, assustado com a possibilidade crescente do naufrágio de seu projeto de poder, parece disposto, em último recurso, a correr o risco de virar a mesa. Não há outra interpretação para sua atitude no evento.

Em seu discurso, o coordenador do MST, João Pedro Stédile, como de hábito botou lenha na fogueira: "Ganhamos as eleições nas urnas, mas nos derrotaram no Congresso e na mídia. Só temos uma forma de derrotá-los agora: é nas ruas". É o caso de perguntar o que Stédile quer dizer com "derrotá-los nas ruas". Mas Lula parece saber a resposta. E aproveitou a deixa, ao falar no encerramento do ato: "Quero paz e democracia. Mas eles não querem. E nós sabemos brigar também, sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele na rua". Uma declaração de guerra?

A atitude irresponsavelmente incendiária do ex-presidente é coerente com a estratégia por ele traçada e transmitida à militância petista com o objetivo de reverter a repercussão extremamente negativa para a imagem do PT provocada pelo desgoverno Dilma e, em particular, pelo escândalo da Petrobrás. A ideia é, como sempre, transformar o PT em vítima da "elite", os temíveis "eles" que só querem fazer mal ao povo brasileiro.

Do mesmo modo que para Lula o escândalo do mensalão foi uma "farsa" que resultou na condenação injusta dos "guerreiros do povo brasileiro", o petrolão é coisa de "meia dúzia de pessoas" para a qual Dilma Rousseff "não pode ficar dando trela": "O que estamos vendo é a criminalização da ascensão de uma classe social neste país. As pessoas subiram um degrau e isso incomoda a elite", disse Lula.

Ou seja, o que abala o Brasil não é a ação da quadrilha que, há 12 anos, pilha a Petrobrás e ocupa, para proveito próprio ou do PT, cada escaninho possível da administração pública. Muito menos é a incompetência administrativa demonstrada pelos petralhas que sugam o Tesouro. É - no entender de Lula e companhia bela - a reação dos brasileiros honestos e indignados com a roubalheira e a desfaçatez.

Esse discurso populista pode fazer vibrar a militância partidária manipulada e paga pela nomenklatura petista, mas é inútil para garantir ao PT e ao governo o apoio de que necessitam para tirar o País do buraco em que Dilma Rousseff o meteu ao longo de quatro anos de persistentes equívocos.

O principal aliado do PT, o PMDB do vice-presidente Michel Temer, agora decidiu exigir o papel que lhe cabe como corresponsável pela condução dos destinos do País. Não aceita mais, por exemplo, que o núcleo duro do poder de decisão no Planalto seja integrado exclusivamente por petistas. O PMDB tampouco aceita que os petistas continuem se fazendo passar por bonzinhos na votação das medidas de ajuste fiscal, posicionando-se na defesa dos "interesses dos trabalhadores" e deixando o ônus da aprovação do pacote para os aliados.

Os arreganhos de Lula e do agitador Stédile mostram que a tigrada está cada vez mais isolada - e feroz - na aventura em que se meteu de arruinar o Brasil.




EDITORIAL O ESTADO DE S.PAULO - 26/02

Magno Malta critica omissão de Dilma sobre perseguição a cristãos do Estado Islâmico

Extremistas muçulmanos têm, constantemente, assassinado e sequestrado cristãos no Iraque, Síria e Líbia


O senador Magno Malta (PR-ES) fez duras críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e aos órgãos do governo ligados aos Direitos Humanos por causa da falta de posicionamento do Brasil em relação aos atentados terroristas promovidos pelo Estado Islâmico contra cristãos.

Nas últimas semanas, os extremistas muçulmanos têm assassinado e/ou sequestrado cristãos no Iraque, Síria e Líbia, por exemplo.

Para Magno Malta – que usou um aparte durante discurso da senadora Ana Amélia (PP-RS) – disse que a postura adotada pelo país é incoerente, pois no caso do brasileiro executado na Indonésia por tráfico de drogas, Dilma exigiu explicações do embaixador indonésio e manifestou repúdio ante a decisão da Justiça de levar a condenação adiante. Porém, em relação ao assassinato dos cristãos coptas egípcios na Líbia, o posicionamento foi diferente.

“Se nós não nos manifestarmos, é o que a Bíblia diz: ‘as pedras clamarão’. Onde está a Secretaria de Direitos Humanos? Porque o Estado Islâmico mata e recebe solidariedade? A presidente faz discurso na ONU e diz que é preciso buscar o diálogo com o Estado Islâmico. Com terrorista. Agora, eles acabaram – numa praia – de matar cristãos degolados. Não vi manifestação nenhuma da Secretaria de Direitos Humanos, nem dos militantes”, criticou o senador.

Assista:



Síria

O número de cristãos raptados pelo Estado Islâmico na Síria chegou a 220, de acordo com informações do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Os sequestros ocorreram nos últimos três dias, quando Estado Islâmico invadiu dez aldeias habitadas pela minoria cristã antiga perto Hasaka, cidade comandada principalmente pelos curdos.

Centenas de cristãos já fugiram para as duas principais cidades da província de Hasaka, de acordo com informações do Huffington Post: “O Estado Islâmico agora controla dez aldeias cristãs”, disse o chefe do OSDH, Rami Abdulrahman. “Eles levaram as pessoas que sequestraram para longe das aldeias e seu território”, acrescentou.

O "atoleiro" Brasil é o destaque da The Economist


Lembram de quando os petistas elogiavam a revista britânica The Economist? Foi quando ela estampou em sua capa um Cristo Redentor alçando voo, no auge da euforia com o país. Na época, o PT ignorou que a revista era um símbolo do capitalismo de livre mercado, e passou a citá-la como prova do acerto de suas medidas. Errava a revista, claro, ao não perceber que a euforia era insustentável e tinha pilares de areia. Mas ficou na memória a adesão petista às opiniões da respeitada revista de economia.

Desde então o caso de amor foi perdendo força, ficando cada vez mais gelado, à medida que a revista apontava as falhas do governo e do modelo desenvolvimentista de Dilma. Caso não houvesse mudança de rumo, alertava a revista, a situação ficaria feia à frente. Até a cabeça do ministro Guido Mantega ela chegou a pedir publicamente, e depois, no típico humor britânico, escreveu um editorial sarcástico defendendo sua manutenção, por compreender que sua pressão surtiria efeito contrário no país.

Pois bem: o Brasil volta às capas da The Economist, e dessa vez como um “atoleiro”. A “estrela” latino-americana se meteu em verdadeira enrascada, não vista desde os anos 1990. O quadro rosado que Dilma pintou durante a campanha era puro engodo: pleno-emprego, salários subindo e benefícios sociais garantidos, algo que seria ameaçado apenas se a oposição “neoliberal” vencesse. Os brasileiros se dão conta agora, diz a revista, de que compraram uma promessa furada.

Sem rodeios, o editorial fulmina: a economia brasileira está numa grande bagunça, mais do que o governo admite. Uma prolongada recessão se avizinha, a inflação alta espreme o salário dos trabalhadores e os investimentos, já minguados, devem cair ainda mais. O escândalo de corrupção na Petrobras não poderia ficar de fora da lista, naturalmente. A revista menciona o risco de a economia travar por conta das empreiteiras envolvidas nele. O dólar já se valorizou mais de 30% em relação ao real no ano, como consequência dessa fragilidade.

Mesmo com uma liderança firme seria difícil sair do atoleiro, segundo a The Economist. Não é o caso. Dilma é fraca, ganhou a eleição por margem estreita, não sabe negociar com o Congresso. Sua base parlamentar está ruindo diante de seus olhos. Sua taxa de aprovação está em queda livre, enquanto a de rejeição só cresce. O país precisa ir em uma direção totalmente oposta a que vinha no primeiro mandato de Dilma, mas quem acredita que ela mesma será capaz de tal reversão?

Os problemas brasileiros foram produzidos em casa, diz a revista, por erros do próprio governo. O capitalismo de estado, somado a uma irresponsabilidade fiscal, plantou as sementes dos atuais males que nos assolam. A falta de transparência nas contas públicas piorou tudo, assim como as políticas intervencionistas que desorganizaram a indústria. Escolher Joaquim Levy para a Fazenda foi um mérito de Dilma, a revista admite. Mas não será uma tarefa fácil para o doutor de Chicago, até porque ele não goza do apoio nem dos demais petistas.

O Brasil corre grandes riscos, portanto. A possibilidade de perda do grau de investimento, como já ocorreu com a Petrobras pela Moody’s, é uma espada constante sobre nossa cabeça. Se as manifestações de 2013 retomarem com força, a revista acredita que Dilma pode estar perdida. Como prêmio de consolação, a reportagem termina lembrando que a situação da Rússia é ainda pior dentro dos BRICs. Só não sei como isso pode acalmar o povo brasileiro…





Por Rodrigo Constantino