quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A crise é hídrica, não energética


Desde o apagão de 2002 no governo Fernando Henrique, ficou provado que o sistema brasileiro de geração de energia a partir da água não se sustenta mais. Modificamos o regime das chuvas, os volumes de água reservados estão sujeitos a estiagens mais prolongadas e mais constantes todos os anos. Tanto é que o nível de 85% dos reservatórios brasileiros em janeiro de 2015 é considerado mais baixo que o do apagão de 2002. Não é por acaso que temos problemas de abastecimento de água até para consumo humano e industrial, quanto mais para gerar energia.

O Brasil insiste em construir hidrelétricas para resolver seus problemas de energia. Hoje o cidadão comum tem claro que quem impõe a agenda de obras no Brasil são as empreiteiras. Elas financiam as eleições e depois recebem o cêntuplo com os investimentos em grandes obras. As hidrelétricas estão entre as maiores obras desse país.

Nosso desafio não é construir mais barragens, mas ter água para locupleta-las. Na data que escrevo esse texto o nível dos reservatórios está em média nacional girando em 20%. Portanto, há uma ociosidade de 80%. Com 50% dessa capacidade locupletada o governo e empresas do ramo estariam rindo à toa. Portanto, não é mais uma Belo Monte, uma Teles Pires, ou outra barragem qualquer que vai resolver esse desafio. Nosso problema fundamental está nas águas, não na capacidade instalada dos reservatórios.

Quem quiser a prova é só visitar a barragem de Xingó, no Baixo São Francisco. Na parede da barragem está a infraestrutura para se instalar 11 turbinas, mas só seis estão instaladas. Quando se pergunta aos técnicos porque não instalar as demais, ao contrário de construir novas barragens, a resposta é simples: não temos água para acionar onze turbinas.

Certas reportagens insistem que se outras obras estivessem feitas – Belo Monte, Teles Pires, etc. –, nós não estaríamos passando pelo problema da crise energética, originada pela crise hídrica. Portanto, para esse setor midiático, é no atraso das obras, na dificuldade dos licenciamentos ambientais, na inoperância das empreiteiras que reside o problema.

O fato é que, se hoje temos 22% de nossa matriz energética baseada nas termoelétricas, é simplesmente porque nossas hidrelétricas já não são mais capazes de garantir a energia que esse modelo de desenvolvimento demanda. Portanto, vamos construir todas as hidrelétricas da Amazônia, vamos devastar nossos últimos rios, vamos remover nossas populações, mas vamos ter que construir novas termoelétricas para garantir energia, cada vez mais cara – cortamos o consumo e a conta do mês só aumenta -, cada vez mais escassa.

A crise hídrica tem consequências para o abastecimento humano, a dessedentação dos animais (vide Nordeste e região do Rio de Janeiro), indústria, agricultura, a geração de energia e todos os múltiplos usos da água. Será que nem por amor à galinha dos ovos de ouro somos capazes de rever os rumos predadores de nossa civilização?

Enquanto isso o sol do Nordeste brilha doze horas por dia e os ventos sopram forte na costa e no sertão nordestino.




Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Não ignore os membros idosos da igreja


Brian Croft afirma ter aprendido cinco lições inesperadas no trabalho de revitalização de sua igreja. Uma delas é a importância do cuidado com membros idosos da igreja. Ele escreve:

Estou cada vez mais preocupado que, em meio a esse frenesi de plantação de igrejas, a igreja multigeracional esteja esmorecendo. Membros idosos da igreja são comumente vistos pela geração mais jovem de pastores como um fardo inútil, um obstáculo à obra do ministério – uma mentira na qual já fui tentado a acreditar.
Você pode imaginar a minha surpresa ao começar a perceber a dádiva dos membros idosos da igreja, assim como a bênção de honrar a Deus em uma congregação multigeracional unida pelo evangelho. Testemunhar uma estudante universitária levantar-se e sentar ao lado de uma viúva idosa durante um culto matinal de domingo porque ela estava sozinha é uma demonstração singularmente poderosa do evangelho. E essa demonstração é encontrada apenas numa igreja local quando velhos e jovens estão presentes (Tito 2.1-8).


Jovem, você tem amado os membros idosos de sua igreja? Tem buscado servi-los? Ou vocês só os vê como um fardo inútil, um obstáculo à obra do ministério?

A obra de revitalização de igrejas traz muitas surpresas. Cada congregação moribunda tem suas próprias peculiaridades, descaminhos e pecados que conduziram a uma situação em que se acham quase sem vida.

Cinco lições inesperadas

Nesses oito anos envolvido na minha própria obra de revitalização de igreja, tenho aprendido uma variedade de lições que eu não necessariamente esperava, quando comecei. Aqui estão cinco delas.

1. Espere o momento certo de implementar mudanças.

A tática mais comum de um pastor zeloso ao iniciar uma revitalização de igreja – a qual é a pior coisa que ele poderia fazer – é tentar mudar tudo o que precisa ser mudado dentro de um ou dois anos. É óbvio que a igreja precisa mudar, do contrário ela não seria caracterizada como necessitada de revitalização; contudo, a mudança deve vir lentamente. É preciso construir confiança. As ovelhas precisam sentir-se cuidadas pelo pastor antes de segui-lo por um novo caminho.
O ponto não é apenas que a mudança deve ocorrer lentamente, mas que é preciso encontrar o momento adequado para cada mudança em particular. No quarto ano do meu atual pastorado, eu quase rachei a igreja por causa de uma mudança importante. Então percebi que aquele não era o momento adequado e recuei. Nove meses depois, a mesma medida foi aprovada por unanimidade. A mudança deve vir lentamente, no momento certo.

2. Não subestime o poder do amor persistente.

Uma vez que a Bíblia nos chama a velar pelas almas como quem deve prestar contas (Hebreus 13.17), pastores não podem escolher cuidar de algumas ovelhas e evitar outras. Cuidar daqueles que não parecem desejar o nosso cuidado pode nos fazer sentir impotentes. Contudo, não subestime a maneira como Deus age poderosamente por meio do amor persistente.
Alguns dos cabeças de uma tentativa de remover-me do pastorado, cinco anos atrás, são agora calorosos defensores. O que produz esse tipo de mudança de coração? Primeiro e principalmente, o poder e a graça de Deus em ação. Contudo, Deus pareceu agir por meio de atos de amor obstinado. Você prestará contas de todas as ovelhas sob seus cuidados, independentemente de como elas recebem o seu ministério; então, ame-as todas com persistência.

3. Não subestime a alegria de ganhar aqueles que outrora lhe eram hostis.

Sem dúvida, alguns dos meus relacionamentos mais significativos na igreja são com aqueles que, outrora, queriam minha cabeça. Alguns que outrora oravam para que eu saísse, hoje, oram para que meu ministério na igreja seja frutífero. Essas pessoas não pensam que eu sou o melhor pastor do mundo. Tampouco eles concordam comigo em todas as coisas. Contudo, em meio às dificuldades e batalhas ao longo dos anos, Deus estava fazendo algo miraculoso que eu, em grande medida, ignorava. A confiança estava sendo construída, o entendimento estava aumentando e uma afeição mútua estava sutilmente sendo formada em nossos corações.

4. Não ignore seus membros idosos – eles são uma de suas maiores dádivas.

Estou cada vez mais preocupado que, em meio a esse frenesi de plantação de igrejas, a igreja multigeracional esteja esmorecendo. Membros idosos da igreja são comumente vistos pela geração mais jovem de pastores como um fardo inútil, um obstáculo à obra do ministério – uma mentira na qual já fui tentado a acreditar.
Você pode imaginar a minha surpresa ao começar a perceber a dádiva dos membros idosos da igreja, assim como a bênção de honrar a Deus em uma congregação multigeracional unida pelo evangelho. Testemunhar uma estudante universitária levantar-se e sentar ao lado de uma viúva idosa durante um culto matinal de domingo porque ela estava sozinha é uma demonstração singularmente poderosa do evangelho. E essa demonstração é encontrada apenas numa igreja local quando velhos e jovens estão presentes (Tito 2.1-8).

5. Labute pela satisfação de ver padrões de igreja não saudáveis e disfuncionais sendo quebrados.

É uma grande alegria ver o evangelho mudar a vida de um indivíduo. Essa alegria é magnificada quando o evangelho começa a mudar décadas de padrões destrutivos e não saudáveis que sufocavam a vida de uma igreja local inteira. A Palavra e o Espírito de Deus são tão poderosos que eles podem não apenas edificar uma igreja saudável, mas até mesmo tomar uma congregação moribunda, desolada e desencorajada e lhe dar uma vida renovada, fazendo-a florescer muito além do que seus fundadores jamais imaginaram. Então, labute diligente e pacientemente para ver o evangelho transformar a vida corporativa da igreja.

O evangelho é poderoso para construir e reconstruir

Revitalização de igreja é um trabalho árduo. Cada situação é única e imprevisível. Muitas das lições que aprendi foram não apenas inesperadas, mas difíceis e dolorosas. Todavia, as dificuldades valem mais do que a pena. O evangelho pode não apenas construir uma igreja local, mas também reconstruí-la – às vezes, de modos surpreendentes e inesperados.





Por Brian Croft

Teorias éticas básicas – Infográfico [Teologia Visual]


Precisa de um entendimento básico sobre teorias éticas? Neste infográfico podemos ver as éticas das ações, pensando sobre o fazer, e as éticas do agente, pensando sobre o ser. Confira:




Fonte: Voltemos ao Evangelho

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"Deus é Grande", diz missionário da Igreja Presbiteriana Viva, atacada no Níger

Efeito "Charlie Hebdo" - Segundo o pastor e missionário Roberto Carlos Rodrigues, da Igreja Presbiteriana Viva os dois templos da comunidade cristã por ele fundada na capital do Níger foram completamente destruídos por extremistas islâmicos


Os ataques a igrejas e bases missionárias no Níger têm aterrorizados cidadãos e missionários na região. O clima ainda é de bastante tensão, devido a possibilidade de novos atentados, principalmente na capital Niamey.

Segundo o pastor e missionário Roberto Carlos Rodrigues, da Igreja Presbiteriana Viva os dois templos da comunidade cristã por ele fundada na capital também foram completamente destruídos por extremistas islâmicos.

"Realmente limparam a igreja. Limparam, meteram fogo, mas é assim mesmo. Deus é grande, Deus pode fazer muito mais", disse.

O pastor é natural de Volta Redonda (RJ) e vive no país do norte da África desde 2009, quando iniciou esta congregação na capital Niamey.

Segundo ele, um dos ataques aos templos de sua igreja aconteceu pouco antes de um estudo bíblico com crianças.

Por questões de segurança, o pastor e outras 20 pessoas da igreja ficaram escondidas. O Itamaraty orientou que eles evitem sair de casa.

De Volta Redonda, o líder da Igreja Presbiteriana Viva atualizou algumas informações sobre o missionário Roberto Carlos.

"Visto que a situação acalmou, eles estão cada um nas suas casas e me parece que a embaixada do Benin e a embaixada de Burkina Faso estão tentando articular, se possível, de alguma forma uma evasão rápida, se por acaso houver necessidade", contou o pastor Djalma Barros.

Entenda a situação

Iniciados no último final de semana, na capital do Níger (Niamey), os protestos contra as mais recentes publicações do jornal francês "Charlie Hebdo" com charges do profeta Maomé, têm causado destruição e medo entre os cidadãos e missionários que atuam na região.

Até o momento, foram registrados ataques a 45 igrejas, cinco hotéis, 36 bares, um orfanato e uma escola cristã.

Entre os locais atacados também está a base missionária do Ministério Guerreiros de Deus, liderada pelo casal de missionários, Alexandre e Giovana Canhoni. Saiba mais sobre o caso, clicando aqui .






Fonte: Guiame

Obrigação de estado - Indignação contra a corrupção


Há diversos textos circulando na Internet com o propósito de tentar denunciar os vícios de caráter da população, textos que serão colocados como citações paralelas nesta postagem, concluindo que os políticos corruptos do Brasil não são mais que legítimos representantes dessa população. Só que não.

A situação de corrupção da população é reflexo da corrupção presente nos níveis mais elevados da sociedade, nos detentores do Poder, nos detentores do capita. Essa conseqüência do esvaziamento moral das camadas mais influentes foi anunciada por Ruy Barbosa de Oliveira quando ele disse:

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.


É essa inversão de valores que nós vemos se instalar no Brasil principalmente depois da ascensão da Esquerda Política ao Poder, por volta do ano 1994, com a eleição de FHC do PSDB, partido que sempre foi tão de Esquerda quanto PT, PCO, PSTU, mas que está disputando o poder com esse bloco, mais visivelmente de Esquerda.

Dessa forma, nós podemos concluir que o mal que os políticos estão fazendo é algo que tem reflexo na própria vida das pessoas. É algo que tem reflexo na ética, na moral, nos costumes, na forma como as pessoas conduzem suas vidas. Ocorre que esses reflexos estão sendo usados, agora, como causa da situação política do Brasil. Isso não pode ser aceito como legítimo.

A corrupção começou de cima para baixo. Pessoas mal intencionadas sempre houveram em todos os níveis culturais, políticos e sociais. No entanto a reprovabilidade da conduta corrupta sempre foi grande. Ocorre que está sendo diminuída essa reprovabilidade. Pelo menos é o que revela pesquisa de opinião feita com 400 paulistanos em que mais pessoas disseram que aceitariam fazer parte do esquema do que aquelas que disseram que não aceitariam. Nós ainda podemos concluir que muitos daqueles que disseram que não aceitariam, disseram só da boca para fora.

O que está acontecendo é muito simples. Existe uma força corruptora no Brasil. Essa força pode ser um bloco de partidos, um partido corrompendo os outros, políticos isolados em diversos partidos, não sendo este blog de política, mas sobre educação, vamos apenas falar disso no contexto da educação e não fazer uma análise política profunda.

Ocorre que essa força corruptora está querendo que a população, as pessoas que poderiam realmente fazer algo para mudar a situação, se rebelar, fazer barulho, que todos eles não sejam apenas compassíveis com a corrupção, mas, de certa forma, sejam eles até cúmplices da corrupção.

Quem está errado, quem cometeu algum erro o que procura fazer é chantagem para aquele que viu o erro, não denuncie. Esses textos acusando a consciência coletiva tem justamente essa função. A função de dizer para quase a totalidade da população calar a boca enquanto os corruptos continuam corrompendo.

Assim sendo, temos parte da população como cúmplice da corrupção, mesmo que seja uma cumplicidade meramente interna, aquela de se acusar de estar indignado com o que aconteceu com o mensalão, com diversos outros esquemas de corrupção, talvez porque ele, o cidadão individualmente considerado, o mesmo que faz esse juízo de reprovabilidade, não tenha recebido nada do esquema de corrupção. Ou isso, ou a população como vítima e, ao mesmo tempo na coautoria dos crimes, porque vendeu seu voto, ou porque também é corrupta na sua vida particular, trai sua esposa, sai sem pagar a conta, saqueia carga de caminhão batido, dentre outras coisas.

Ocorre que a população possui uma obrigação de estado. A população enquanto população deve fiscalizar, se manifestar contra o que está errado nos maiores escalões e isso não por uma questão de ter moral de cobrar, mas por uma questão de ser cidadão.

O que esses textos procuram fazer é apenas retirar essa variável. Retirar essa obrigação de estado. Está errado.

A população possui uma obrigação enquanto população, obrigação de se indignar, falar contra o que está ocorrendo de errado, fazer refletir no seu voto e nas suas ações essa indignação.

Não que possa cometer erros, fraudes e crimes à vontade, pelo contrário, deve-se ser, cada um, a mudança que gostaria de ver no mundo, mas deslizes, erros e falhas às quais todos estão sujeitos e DEVEM TENTAR EVITAR O QUANTO MAIS, não pode ser uma justificativa para aqueles que estão administrando o patrimônio público o faça de maneira fraudulenta, para aquele que administra a justiça o faça de maneira injusta, para aquele que legisla, o faça em interesse próprio.

Que cada um pague pelos seus crimes e não existe a compensação de um crime pelo outro. Se eu te agrido injustamente de mãos livres e você tenta me matar com uma arma de fogo depois de algumas horas, uma coisa não compensa a outra. Você vai responder por tentativa de homicídio e eu vou responder pela agressão que eu cometi e se eu cometi algum crime, me processe, mas eu vou me indignar contra os crimes que você cometer.

A autocrítica

O Brasileiro é assim:
A- Coloca nome em trabalho que não fez.
B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.
C- Paga para alguém fazer seus trabalhos.
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.
7. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
8. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
9. - Viola a lei do silêncio.
10. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
11. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
12. - Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.
13. - Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
14. - Faz "gato " de luz, de água e de tv a cabo.
15. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
16. - Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.
17. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
18. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
19. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
20. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes e idosos;
21.. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
22. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
23. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
24. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
25. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
26. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
27. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.
28. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
29. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
30. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos....
Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?







Fonte: PD

A democracia, o Brasil e o mundo


Está mais do que na hora de o atual governo rever a sua política externa
Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeia Hitler chanceler. Seu partido tinha obtido uma expressiva votação e a sua liderança já se afirmava naquele então. O novo chanceler, imediatamente após assumir o poder, tomou medidas que visavam simplesmente a abafar e a suprimir qualquer espaço público, que pudesse obstaculizar o seu projeto totalitário.

Com tal intuito, utilizou-se de um artigo da Constituição de Weimar que lhe dava poderes de governar por decreto. Fez, ainda, passar uma lei, a Lei de Concessão de Plenos Poderes, também chamada de Lei Habilitante, que lhe conferia Poderes Legislativos. Ademais, suprimiu as liberdades civis.

Note-se que todas essas medidas de supressão das liberdades e da divisão republicana dos Poderes foram tomadas, por assim dizer, “legalmente”, seguindo a Constituição vigente e os trâmites legislativos. A subversão da democracia foi feita seguindo ritos republicanos.

Nada muito diferente do que ocorre atualmente com os países bolivarianos, expressões do “socialismo do século XXI”. O parentesco entre os nazistas e esses “socialistas” é, por demais, evidente. Chávez, o socialista/nazista seguiu o mesmo caminho. Eleito democraticamente, voltou-se diretamente contra as instituições democráticas. Seu sucessor segue “religiosamente” os seus passos.

Sufocou o Poder Judiciário, submeteu o Poder Legislativo, passou a governar por decretos (sua Lei Habilitante) e suprimiu progressivamente as liberdades civis, com especial atenção à liberdade de imprensa e dos meios de comunicação. Empregou também grupos paramilitares para esmagar e assassinar os seus opositores, numa réplica das SA de Hitler.

O seu modelo foi imitado pelo Equador, pela Bolívia, pela Nicarágua e, com algumas diferenças, pela Argentina, uma vez que esse país possui uma forte tradição violenta e autoritária herdada do peronismo.

É com alguns desses países que o Brasil guarda relações privilegiadas, unidos no Mercosul e na Unasul, irmanados em um mesmo projeto “anti-imperialista”e “anticapitalista”. Curioso, ainda, é o fato de o Mercosul possuir uma “cláusula democrática”, que deveria ser assumida por todos os seus membros.

De qual “democracia” estaríamos então falando? A totalitária que se caracteriza pela supressão das liberdades civis, da liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral? A da abolição da divisão republicana dos Poderes e a da criminalização dos adversários e de qualquer contestação?

O que o Brasil, vivendo em uma democracia representativa, apesar de algumas tentativas de supressão da liberdade de imprensa e dos meios de comunicação, tem a ver com isso? O que significa bem essa afinidade eletiva com regimes liberticidas?

Está mais do que na hora de o atual governo rever a sua política externa. Para fazer acordos comerciais bilaterais, o Brasil está, inclusive, atrelado a essas más companhias. A Argentina é, por exemplo, um obstáculo para uma maior inserção do país no mundo. Enquanto isso, o país vizinho corre para a sua ruína e vive um momento particularmente delicado de suas instituições republicanas, com a morte do promotor Alberto Nisman.

Ele era encarregado do processo relativo ao atentado antissemita à Associação Mutual Israelita da Argentina (Amia), em 1994, no qual morreram 85 pessoas, muitas delas crianças, e mais de 300 ficaram feridas. Esse atentado foi posterior a outro, dois anos antes, contra a Embaixada de Israel, no qual morreram 29 pessoas.

O promotor, além de já ter indiciado os autores destes atentados, o Irã dos Aiatolás e o Hezbollah, estava incriminando a presidente Cristina Kirchner e o seu ministro de Relações Exteriores, Héctor Timerman. Ambos estariam encobrindo esses atos mediante um acordo diplomático-comercial com o Irã, em uma absurda cooperação dita judicial para averiguação destes crimes. Ora, os autores dos crimes já foram identificados e têm contra eles um mandado de prisão pela Interpol. Mais ainda, o promotor morto apresentaria ao Congresso da Argentina, na última segunda, as provas de suas acusações.

O suposto “suicídio” do promotor é, certamente, uma das tantas farsas do governo da presidente Cristina Kirchner e de seu marido, seu predecessor. Já tinham dado um calote, em 2011, em seus credores, em um processo que se arrasta até hoje na Corte de Nova York. Ninguém confia nos índices de inflação publicados pelo governo, por serem manipulados. As estatísticas argentinas são objeto de chacota internacional. A liberdade de imprensa e dos meios de comunicação é cada vez mais violada.

O assassinato de Alberto Nisman é uma amostra da falência das instituições republicanas na Argentina. Se tivessem um mínimo de seriedade, já teriam chamado peritos independentes, não cubanos evidentemente, para investigar as circunstâncias desta “estranha” morte.

Em 1801, Hegel, observando os desastres institucionais e constitucionais de sua Alemanha, fez a seguinte afirmação: “A Alemanha não é mais um Estado”. Esperamos que os argentinos, indo agora às ruas, demonstrando indignação com esse crime, ergam barreiras contra essa evidente deterioração institucional, que abala ainda mais os alicerces de sua democracia.

Contudo, parece que a maior preocupação da diplomacia brasileira consiste em chamar para consultas o seu embaixador na Indonésia, pelo fato de o país, seguindo a sua Constituição e aplicando as suas leis, ter executado a pena de morte em um traficante de drogas brasileiro. Ou seja, o país está mais preocupado com a execução legal de um traficante de drogas do que com a democracia em seu próprio continente.

Aliás, a leniência com o tráfico de drogas no país é uma verdadeira calamidade, o que se expressa, inclusive, nesta medida da política externa brasileira. Como se não bastasse, a presidente Dilma não foi a Davos, mas preferiu participar da posse do presidente Evo Morales, da Bolívia, outro liberticida. Tais escolhas são, deveras, preocupantes! É o mínimo que se pode dizer!




Por Denis Lerrer Rosenfield

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Por que a esquerda não luta por menos impostos?


Vejo poucos brasileiros de esquerda defendendo menos impostos no Brasil. Alguns até acham que a carga tributária é alta, mas dizem que é ainda maior nos países escandinavos nos quais deveríamos nos espelhar. Geralmente concordam com intelectuais que distorcem números e afirmam que o brasileiro, comparado a cidadãos de outros países, paga em média poucos impostos.

Para os mais radicais, a esquerda precisa lutar pelo fortalecimento do estado (o que envolveria mais impostos, principalmente dos mais ricos), enquanto a direita, a burguesia, os conservadores e as elites, que não ligam para as necessidades do povo, torcem por menos tributação.

O curioso é que muitos dos heróis e ídolos da esquerda são líderes e revolucionários que lutaram, eles próprios, por menos impostos.

É difícil, por exemplo, chamar de conservadores ou aliados às elites tradicionais os rebeldes que, durante a Revolução Francesa, destruíram alfândegas, queimaram documentos de dívidas fiscais e se recusaram a pagar impostos tanto à monarquia quanto aos governos republicados que a sucederam.

Deveriam os brasileiros de esquerda deixar de ler Karl Marx, que foi processado pela Alemanha por defender a sonegação de impostos? “A partir de hoje, impostos estão abolidos! É alta traição pagar impostos! Recusar pagar imposto é a primeira obrigação de um cidadão!”, escreveu Marx em 1848, depois de considerar ilegítimo o governo alemão.

Será que deveríamos chamar de burguês ou aliado às das elites o Mahatma Gandhi, que em 1930 percorreu 390 quilômetros a pé só para chegar ao litoral da Índia e desafiar o Império Britânico produzindo sal sem pagar imposto?

Ou o anarquista Henry David Thoreau, pai da Desobediência Civil e um dos inspiradores de Gandhi, preso por recusar a pagar qualquer tipo de taxa ao governo americano?

Há ainda os zulus da África do Sul, que no começo do século 20 travaram diversas guerras contra o imposto de 3 libras per capita imposto pelo Império Britânico. O Movimento Zapatista de Libertação Nacional, que depois de criar governos locais parou de pagar imposto ao governo central do México. E as sufragistas dos EUA que resgataram o lema da Revolução Americana (no taxation without representation) e se recusaram a pagar impostos enquanto não pudessem votar.

Dá pra chamar de representante da direita britânica o cantor George Harrison, dos Beatles, autor da música Taxman, um protesto contra as alíquotas do imposto de renda de até 95% para os ingleses mais ricos?

Mais difícil ainda é rotular como elitistas ou insensíveis às necessidades do povo os rebeldes da Revolução Farroupilha, movimento contrário ao imposto sobre o charque, o couro, o sal e a erva-mate pago pelos gaúchos à corte. Ou os pernambucanos que, no começo do século 19, tentaram se separar do Brasil por não verem retorno nos tributos que pagaram ao Rio de Janeiro. Muitos dos meus amigos de esquerda rejeitariam como um lugar-comum neoliberal e egoísta a frase “nenhuma pessoa pode ser privada da menor porção da sua propriedade sem seu consentimento”. Sem ligar para o fato de que essa frase era repetida com frequência por Frei Caneca, líder da Confederação do Equador e um dos grandes heróis pernambucanos.

O que motivou tanta gente a lutar contra impostos – e o que escapa da esquerda atual – é um desejo de autonomia, de defender o direito de serem donos do que produzem, e a certeza de que o dinheiro arrecadado pelos impostos raramente volta aos contribuintes ou é destinado aos mais pobres. Acaba bancando gastanças, sistemas ineficientes, privilégios dos amigos do rei e gordas aposentadorias de burocratas.

É uma pena que a esquerda traia sua própria tradição e defenda mais impostos no Brasil. A luta contra a apropriação do dinheiro dos cidadãos foi por muito tempo (e ainda deveria ser) uma bandeira de quem se importa com os mais pobres e oprimidos.






Por Leandro Narloch