terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A quadrilha dos pobres


Nada mais velho do que a tentativa de nossa esquerda monopolizar as virtudes e os fins nobres, como se somente ela se preocupasse com os mais pobres e defendesse seus interesses. Na incapacidade de debater focando em argumentos e fatos, de rebater as acusações de seus “malfeitos” no poder, de responder sobre os infindáveis escândalos nos quais se vê envolvida, essa esquerda apela para o velho bordão de que faz tudo em defesa dos pobres e, portanto, goza de um salvo-conduto para o crime.
“Não somos ladrões”, disse o ex-ministro Gilberto Carvalho. É o brado dos corruptos que banalizaram a corrupção. Escândalos milionários quase não ganham mais destaque, uma vez que os bilionários assumiram seus lugares. Desvios que destroem as maiores empresas estatais do país e, no caminho, deixam “comissões” de US$ 100 milhões na Suíça para subalternos. Ladrões? Claro que não. Essa palavra seria suavizar demais, amenizar demais o que significa montar um verdadeiro sistema de corrupção em toda a máquina pública.

E não é “só” isso! Crimes mais bisonhos, como o até hoje inexplicado assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito petista, assombram certas figuras do partido, que alguns preferem chamar de “ajuntamento mafioso”. Ladrão parece uma figura menor, quase insignificante quando se analisa o currículo de alguns membros da alta cúpula do PT. Ladrão nos remete ao sujeito que furtou um objeto de uma loja, não ao mais corrupto governo da história deste país.

Diante de tudo isso, resta apelar para o monopólio da defesa dos pobres. A “quadrilha dos pobres”, eis a única quadrilha a que pertencem. E são atacados pela “elite” pois esta não suportaria a ascensão dos mais pobres. Só há um “detalhe”: ninguém mais é pobre na quadrilha. Todos ficaram ricos, frequentam o hospital privado mais caro do país, circulam de jatinho por todo canto, compram coberturas triplex em locais de luxo, bebem dos melhores vinhos. Pobres são aqueles manipulados pelos corruptos, usados como massa de manobra, como inocentes úteis para seu projeto de poder.

O populismo precisa dos pobres como o poeta necessita da dor. Sem eles, os populistas não conseguem se perpetuar no poder, falando em nome dos pobres, enquanto enchem os bolsos e as contas no exterior de dinheiro sujo, desviado do orçamento público. Para que os populistas transformem a “coisa pública” em “cosa nostra”, faz-se necessária a existência de uma gama de pessoas carentes e ignorantes, desesperadas por esmolas.

O trabalho sujo de forjar um elo artificial entre uns e outros fica a cargo dos “intelectuais”, que se vendem por migalhas ou em busca do ópio para apaziguar sua alienação perante a sociedade “burguesa”, que detestam com todos os músculos de seus corpos. Assim nasce a falácia de que essa esquerda corrupta, carcomida, autoritária e indecente, a tal elite vermelha, luta pelos direitos dos pobres. Nada mais falso.

O pobre é só seu mascote, seu instrumento de “trabalho”, sua argila a ser moldada de forma a permitir o enriquecimento e o acúmulo de poder por parte da quadrilha. A quadrilha dos ricos que exploram os pobres, usando o socialismo, o discurso igualitário, o populismo, a retórica messiânica, como entorpecentes para garantir sua permanência no poder.
Usurpam a esperança dos incautos e abusam de sua estupidez para viverem como os nababos capitalistas que condenam nos discursos hipócritas. Agem como os piores coronéis nordestinos do passado – e do presente. Ladrões? Não são “apenas” ladrões. São muito mais do que isso. São muito piores!





Por Rodrigo Constantino

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Aberto o saco de maldades


O que significa a proposta anunciada pelo novo ministro do Planejamento, de novas regras para o salário mínimo? Com perdão palavra, é trolha que vem por aí. Como sempre, penalizando os pobres e os humildes, no caso, quem consegue sobreviver com 788 reais por mês. Pois vai ficar pior. Segundo Nelson Barbosa, os reajustes do salário mínimo ainda serão superiores à inflação…

Dá para traduzir ajuste fiscal como algo diferente do que aumentar impostos? É o que também se prevê, assim como cortes nas despesas sociais. Jamais, é claro, nos recursos destinados a pagar juros ou a saldar débitos externos.

Num estalar de dedos o país toma conhecimento do que será o segundo mandato de Dilma Rousseff, porque apesar das promessas de não recuar um milímetro na preservação dos direitos sociais, a presidente assinou medida provisória cortando pela metade o abono salarial, o salário desemprego, o auxílio doença, as pensões pela morte de um cônjuge e até os benefícios para os pescadores proibidos de pescar.

Vale aguardar mais peças do conteúdo do saco de maldades aberto pelo novo governo todos os dias, começando na véspera da posse e seguindo impávido no rumo da desconstrução de uma sociedade mais justa. Calaram as forças que poderiam opor-se a esse massacre do PT aos sindicalistas. As oposições parlamentares nada farão, pelo menos até que o esbulho se estenda às classes privilegiadas. Enquanto isso, com as exceções de sempre, os ministros recém-nomeados batem cabeça, reconhecendo nada ter a ver com os setores para os quais foram escolhidos. É constrangedor citá-los. Mais responsáveis do que eles e os partidos que os impuseram será a presidente da República, que os nomeou.

No capítulo da corrupção, com ênfase para o escândalo na Petrobras, chega a ser hilariante a explicação de que deveu-se a uns poucos maus funcionários e à pressão de forças externas. Estas sempre existiram, aqueles integram a parte visível da quadrilha que ocupou o poder para transformá-lo na caverna do Ali Babá, não obstante os protestos do já agora ex-ministro Gilberto Carvalho em seu canto de cisne. Ladrões existem, são identificados e continuarão agindo à luz do dia, pertençam ao PT, ao PMDB, ao PP, PR e penduricalhos. Logo depois de sua primeira posse, Dilma conseguiu livrar-se de seis ministros envolvidos na roubalheira, mas quatro anos depois eles tinham voltado a influir no governo, diretamente ou através de prepostos. Participaram ativamente da montagem do segundo ministério.

Outra vez a conta da incúria vai para os menos favorecidos e, em pouco tempo, atingirá a classe média. Trata-se de uma questão de tempo saber onde a corda se romperá.




Por Carlos Chagas

Muda, Brasil


2014 desmoralizou os videntes, com o petrolão, a morte de Campos e o 7 a 1. Mas aí vão minhas apostas para 2015

O ano de 2014 desmoralizou qualquer astrólogo, numerologista ou jornalista metido a fazer apostas sobre o Brasil. A goleada humilhante de 7 a 1. A morte trágica de Eduardo Campos. As reviravoltas nas eleições. O petrolão, com o roubo de bilhões. Esses cataclismos somados tornam uma irresponsabilidade o texto abaixo. No ano passado, fiz meus votos ao presidente que fosse eleito em 2014. A julgar pelo que aconteceu, éramos ingênuos e não sabíamos. Dilma Rousseff também não sabia de nada. Eis minhas apostas para 2015.

O mordomo, aliás, o doleiro será o único a continuar preso até o fim do próximo ano.

A Papuda será transformada provisoriamente num resort, com jacuzzi nas celas, para se adaptar ao novo estilo de presidiário itinerante. Fará convênio com o Copacabana Palace para fins de semana semiabertos na suíte favorita de Lula e Gisele Bündchen.

Dilma Rousseff voltará a falar. Mas levará tempo. Está rouca de tanto engolir os sapos do Lula.

Nenhuma refinaria será aprovada em 2015. Virou sinônimo de regrosseria.

A delação premiada virará moda nos presídios e nas favelas comandadas por traficantes e milicianos.

Bombeiro nenhum conterá os vazamentos. Ou o desabamento das ações da Petrobras.

Dona Marisa achará pequeno o tríplex no Guarujá e pedirá ao marido Lula um quadrúplex.

Paulo Roberto Costa abrirá uma empresa de consultoria para bandidos arrependidos e escreverá um best-seller definindo o que é “offshore vermelho”.

Sergio Moro perseguirá falcatruas até no Supremo. Ninguém segura mais o homem com jeito de bom moço. Silvio Berlusconi teme que Moro peça cidadania italiana.

Venina, a menina veneno da Petrobras, mostrará outros e-mails matadores e estrelará a nova temporada da série Downtown Brasília.

Graça Foster será promovida por Dilma. A qualquer coisa. Imperatriz do pré-sal, imperatriz leopoldinense, não importa. Sem Graça, Dilma não fica. Uma não vive sem a outra.

O novo Enem (Exame Nacional de E-Mails), a ser criado por Dilma em 2015, tem o objetivo de ajudar Graça a melhorar o nível de interpretação de texto.

Joaquim Levy, o Clark Kent da equipe ministerial, ajustará até a saia da Dilma. Só que ela esconde na manga uma pedra de kriptonita.

Cuba também investigará as contas da Petrobras. E o mojito desbancará a caipirinha no gosto dos americanos.

Carteiradas de juízes para levar vantagem pessoal serão finalmente extintas, porque ninguém mais leva a sério.

Motoristas de ônibus e vans não terão mais raiva assassina de ciclistas e pedestres.

O Congresso só aprovará reforma da cozinha.

Deputados e senadores esticarão o recesso para aproveitar as últimas boquinhas e os últimos jatinhos emprestados.

Parlamentares acharão pouco o aumento de seus vencimentos, de R$ 26.700 para R$ 33.800.

A lista dos políticos envolvidos com o amigo oculto Alberto Youssef só será divulgada após o Carnaval por “excesso de trabalhos” em 2014. Você acredita?

O Botafogo pedirá audiência ao papa Francisco, para que ele revele a mandinga que fez para que seu clube, o San Lorenzo, fosse campeão da Libertadores.

A Baía de Guanabara será despoluída.

O Gastão, sobrinho do Tio Patinhas Alckmin, será multado em 50% de suas contas se consumir mais água do que deve. Paulistas caíram como patinhos na lagoa seca.

Brasileiros de todas as classes sociais aprenderão a dizer “por favor”, “obrigado” e “desculpe”.







Por Ruth de Aquino

Após o Juízo Final, o ano do Apocalipse


Dilma e Mercadante convocarão um plebiscito para colocar a imagem de Lula no dólar

A travessia de 2015 não trará surpresa alguma para o Brasil. Os brasileiros optaram pela previsibilidade. Renovaram a aposta (bilionária) num projeto que há mais de uma década depena o país de forma estável e segura. O Apocalipse chegará, mas não será notado.

A seguir, os dez prováveis acontecimentos de 2015.

1. Petrobras Logo no início de 2015, ficará provado (pela quinta vez) que o petrolão abasteceu o tesoureiro do PT, e ele repassou a propina para a campanha de Dilma. O Brasil progressista reagirá indignado, convocará imediatamente uma passeata de repúdio ao golpe de 64.

2. Privatização Depois do esfolamento de estatais pelo mensalão e pelo petrolão, se descobrirá que mais uma empresa do povo brasileiro foi privatizada pelos companheiros. Se essa empresa for o BNDES, o país talvez ache menores os escândalos anteriores.

3. Trem-bala Chateado por deixar a vida do brasileiro cada vez mais cara e enguiçada, o governo popular anunciará uma grande ofensiva na área de infraestrutura: a construção do trem-bala. A imprensa golpista perguntará: “De novo esse factoide?”. Dilma rebaterá, dizendo que esse trem-bala é inédito, pois ligará todo o Nordeste. A única semelhança com o anterior é que a obra não será feita.

4. Direitos humanos Sem espaço na mídia, Maria do Rosário abrirá uma firma de agenciamento de rolezinhos. Apresentará um projeto de lei para estatizar os shoppings e transformá-los em quartéis, para que ela e seus zumbis possam ter onde gritar contra os arbítrios da ditadura militar. Dilma chorará.

5. STF Em sua obstinada campanha por uma vaga no Supremo Tribunal Federal – onde pretende se juntar à infantaria petista comandada por Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli –, José Eduardo Cardozo radicalizará seu papel de garoto de recados de Dilma. Em vez de usar o cargo de ministro da Justiça apenas para defender os companheiros do mensalão e do petrolão, Cardozo partirá para a oposição contra o inimigo maior, a Polícia Federal.

6. Petrobras 2 A Operação Lava Jato realizará, depois da etapa conhecida como Juízo Final, uma outra: a Apocalipse Now. Ficará evidente que Dilma e Lula sabiam de tudo. O Brasil ficará estarrecido e tomará uma atitude drástica: exigirá as reformas política e ortográfica.

7. Manifestações Os protestos de rua pelas reformas política e ortográfica terminarão na Esplanada dos 40 Ministérios, com uma roda de samba em torno das estátuas de Delúbio e Vaccari – guerreiros do povo brasileiro –, erguidas em ouro maciço, símbolo da prosperidade (da elite vermelha).

8. Plebiscito Indignados com a disparada do dólar – moeda neoliberal que só pensa em prejudicar os companheiros –, Dilma e Mercadante convocarão um plebiscito popular (assim chamado por eles, talvez porque exista um plebiscito das elites). O brasileiro será chamado a decidir o que fazer com a moeda americana – e decidirá na bucha: substituir a imagem de George Washington, que ninguém sabe quem é, por Luiz Inácio da Silva.

9. Juros Apesar de o país ter renovado a concessão do PT – como se sabe, um partido de esquerda, bonzinho e contra os abutres do mercado financeiro –, os juros continuarão sua escalada explosiva. A reação do governo popular será dura: processará Arminio Fraga e denunciará Fernando Henrique à OEA e à Anistia Internacional.

10. Inflação Assim como fuzilou a meta fiscal no Congresso, o governo popular permitirá ao Brasil ver, em 2015, que a meta de inflação também foi docemente para o brejo. Com aumentos generalizados que nem a maquiagem progressista resolverá, teremos um início de revolta. Logo todos se acalmarão com o surgimento do fantasma de Guido Mantega, assegurando aos brasileiros, com seu famoso carisma, que a inflação está sob controle.

Os prognósticos acima têm margem de erro de 3% para mais (se você for filiado) ou para menos (se você for um ordinário sem estrelinha nem crachá).





Por Guilherme Fiuza

domingo, 4 de janeiro de 2015

A necessidade de Deus nas atividades quotidianas


Não é razoável exigir do professor que deixe de ser cristão durante suas aulas. Eu, como advogado e no limite das minhas atribuições, posso dizer não a pessoas que pretendam se divorciar, porque a minha religião não permite que eu faça divórcio. Posso me recusar a mentir, defendendo a verdade, mesmo que a verdade não seja do interesse do meu cliente, afinal, é diferente pleitear que uma pessoa seja absolvida e pleitear que ela pague o que realmente deve.

A liberdade de um advogado, longe de ser invejada pelos professores, deve ser exigida. Em se tratando de educação de crianças, valores éticos e morais devem transparecer na conduta do professor para que ele seja um referencial, tanto em matéria de disciplina escolar, quanto em matéria de conduta de vida. O melhor conselho a um professor cristão e de direita é: “Tenha cuidado com a sua vida, porque, talvez, ela seja o único Evangelho que os seus alunos leiam”.

No contexto da liberdade, importante ensinar para os alunos orações, cantigas com uma conotação religiosa (Escravos de Jó, Deus faz crescer o capim, Todos os animais cantam louvores a Deus, O fusca do padre e cantigas mais populares), nesse ponto é importante conversar com pessoas mais velhas, troca de experiência com colegas.

A Religiosidade cristã, no Brasil, é uma marca indelével da cultura e, longe de ser suprimida, minimizada, ou desmerecida nas atividades diárias, deve ser ensinada, uma vez que a cultura quilombola é importante, mas representa uma porção pequena da população. A cultura da favela também não representa um contingente de pessoas tão importante quanto as pessoas que são cristãs.

A ideia é remover Cristo das salas de aula. Estão tentando apagar o cristianismo da memória coletiva, muito embora, por uma engenharia social permanece na memória individual de cada pessoa sem ter respaldo na vida prática da sociedade, para se excluir os valores éticos e morais da cristandade, para facilitar o acesso aos corruptos ao poder, a legalização do aborto, eutanásia e outras práticas contrárias ao cristianismo e que para serem implementadas o cristianismo deve sair de cena.

Sempre bom lembrar que os regimes genocidas sempre começaram com perseguição à Igreja Católica em especial e a todo o cristianismo de uma maneira mais velada, com a instituição de fiscalização ao que se ensina e ao que é dito nos templos. Foi assim na Rússia, foi assim na China, foi assim na Alemanha nazista, na Revolução Mexicana, Espanhola, Cubana e estão começando a fazer o mesmo em toda a América Latina.

Isso não é, ainda, ensino religioso, isso é uma atividade para se trabalhar coordenação motora (músicas como o fusca do padre e escravos de Jó), vozes dos animais (Deus faz crescer o capim, todos os animais cantam) sem entrar no mérito religioso. A questão da religiosidade e do ensino religioso será tratada em um tópico futuro, esclarecendo as intenções de os políticos criarem um culto à pessoa do Governante (uma espécie de paganismo romano), uma religião de culto ao meio-ambiente e ao materialismo marxista.





Fonte: PD

Filhos do niilismo


O Niilismo é uma corrente filosófica que prega a mais absoluta falta de lógica, de sentido na vida, nasce do ateísmo e do hedonismo, no qual a pessoa não tem uma esperança transcendente, não possui uma esperança fora do mundo presente, então procura na própria falta de sentido, a razão de existir.

É o prazer sem compromisso, o dinheiro sem trabalho, liberdade sem responsabilidade. Doutrina que questiona as verdades mais básicas necessárias para se viver em sociedade, para se viver, fazendo com que todos caiam no mais profundo relativismo moral.

Todos os alunos devem ser ensinados que há verdades absolutas, que há necessidades permanentes. Se alguém diz que tudo é relativo, então até a alegação taxativa de que “tudo é relativo” deve ser relativizada, o que acabaria por ser um contrassenso.

Por que temos que tomar banho? Por que necessitamos de uma religião? Por que necessitamos obedecer as Leis? Qual a razão de se agir de maneira honesta, inteligente e correta? Ninguém questiona que a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Por que questionar as convenções sociais?

Deve-se passar ao aluno que existe um certo, que existe um errado. E se um aluno perguntar: Homossexualidade é errado? O professor deve responder de maneira firme: “para a Igreja Católica, para algumas denominações religiosas, para tradicionalistas, sim”. Mas isso não é relativizar uma informação? Com certeza que não, porque a partir do momento em que se aceita uma doutrina, toda inteira, deve-se partilhar dos mesmos entendimentos dela com relação às questões de ordem moral.

Ensinar os alunos católicos a serem católicos, judeus serem judeus com perfeição, protestantes, ou sem religião, da mesma forma, amando aos diferentes, respeitando até quem, aos seus olhos, está errado é mais produtivo que jogá-los no relativismo, contraproducente é tentar relativizar as convicções dos alunos, tentar jogar ele contra as crenças de seus pais. Isso nada tem a ver com religião, mas é uma forma de se construir uma formação completa, fazer com que o aluno perceba que há coisas que devem ser levadas com mais seriedade, como religião, escola, profissão, relacionamentos. Necessário ensinar o significado e como se comportar diante da seriedade.

Ensinar o niilismo, o relativismo, a doutrina das várias verdades paralelas e todas elas igualmente válidas é convidar o aluno ao relativismo moral no qual ele pode se permitir ser bandido, ser relapso, ser violento, afinal de contas ninguém é mal só pela maldade, todo mundo tem os seus motivos. Até o Diabo tem os seus motivos para odiar a Deus e a toda Criação. O que tem que fazer é jogar esses motivos na balança para ver se são adequados, verdadeiros e razoáveis.

Por isso que o professor tem que responder dentro da esfera de liberdade de cada aluno, mas mostrando que no mundo há verdades absolutas, há convenções sociais necessárias, que precisam ser observadas.

Exemplos da necessidade de se observar essas convenções sociais são os casos das pessoas que acabam por se mutilar com tatuagens, modificações no corpo, meninos com brincos, cabelos compridos, meninas que se comportam de maneira excessivamente masculinizada, ou meninos que se comportam de maneira efeminada, situação que depois acaba por dificultar que eles encontrem um emprego, se relacionem e acabem sofrendo bulling, senão na escola, com certeza no seu convívio.

Menina ser masculinizada e menino ser efeminado nada tem a ver com a opção sexual de cada um. Existem convenções sociais que os movimentos de esquerda pretendem relativizar, mas enquanto isso não acontece e, acaso isso não aconteça, ainda temos convenções sociais, uma expectativa da sociedade com relação a cada um. Por mais hipócritas que sejam essas expectativas, por mais misógino, machista, ou por mais errado que a sociedade esteja, é nessa sociedade em que o aluno vive e é nela que o aluno deverá conseguir sua subsistência.

Evidente que há coisas que devem ser conversadas em reservado. Alunos devem ser instruídos a se vestirem com decência, falar, homens de uma forma varonil, meninas a cultivar gestos e posturas mais doces e delicadas. Isso ajuda na construção da própria identidade.

Há discursos de grupos extremistas, feminazis e homonazis que dizem que esse tipo de atitude por parte da escola é repressivo à formação da identidade sexual, mas ao mesmo tempo dizem que o homossexualismo se manifesta, independente do meio. Não se trata de tentar boicotar a liberdade sexual do aluno, mas de falar a ele: “esse seu jeito de falar pode te vitimar”; “essa sua postura pode te causar transtorno”; “respeite-se e seja respeitado pelos outros”.

Direto ao assunto

O que foi escrito até agora foi para dar supedâneo à tese fundamental do artigo.

Eu peguei carona na identidade sexual, meninos se comportando como meninos e meninas como tais, porque começa aí a questão das verdades absolutas, inalienáveis e inafastáveis. Essas questões podem ser preponderantes no sucesso profissional e financeiro dos alunos, principalmente em cidades menores. Questão de opção sexual de cada um à parte, necessário que o professor oriente o aluno a se adaptar à sociedade em que ele está inserido. Fala-se muito de adaptá-lo à informática, novas tecnologias, mas pouco, na verdade até se combate, a questão dos valores que a sociedade sinceramente guarda.

Quem vem com a ideia de que não existem verdades absolutas, que existem questões a serem desconstruídas para que a pessoa seja mais livre, mais feliz, mais produtiva, é evidente que esse agente demolidor das verdades fundamentais da sociedade está querendo introduzir você em alguma coisa errada. Por exemplo, a sobriedade. Para que manter a sobriedade? A sobriedade é uma coisa que a sociedade hipócrita prega. Atentando contra a sobriedade, cai-se no alcoolismo, abuso de drogas... Por que deve haver um respeito pelo próprio corpo? Por que temos que refrear nossos impulsos? Atentando contra a dignidade do próprio corpo acaba-se caindo na promiscuidade.

Ocorre que mesmo que digam que há um niilismo, e que a vida da pessoa não precisa de uma relação de causa e efeito, permitindo um prazer pelo prazer, liberdade sem responsabilidade, dinheiro sem trabalho, o mundo não é assim e bandidos são mortos, devassos contraem doenças venéreas devem ser responsabilizados por gravidezes indesejadas e o libertino acaba recebendo no próprio corpo a paga pelas suas transgressões.

Se uma pessoa é perseguida por ser homossexual, na verdade por essa homossexualidade transparecer nos gestos mais corriqueiros, então é evidente que perante àquela sociedade esse tipo de conduta não é adequada. Se o aluno for homossexual, ou for heterossexual, não compete ao professor dar palpite sobre, mas é necessário que ensine ele a se desviar das perseguições e não provocar a ira dos outros, por mais errados que os outros estejam. Ninguém chuta um cachorro violento na rua, mas se possível adota uma postura pacífica, gestos lentos e previsíveis e faz de tudo para que aquela fera não o ataque. Da mesma forma no convívio social. Por mais que grupos intolerantes estejam errados, não convém irritá-los, porque ninguém quer mártires, mas querem que as pessoas vivam em paz e de maneira produtiva.

Conclusão

O que os alunos, pais de alunos, alunos, professores e sociedade precisa entender é que o niilismo, o relativismo, a questão de que no mundo há várias verdades paralelas e todas igualmente válidas gera uma falta de referencial, gera um comportamento permissivo demais que pode desembocar em uma situação de exagero (vícios, promiscuidade, crime).

Na questão específica dos homossexuais o que ocorre é que os movimentos homossexuais querem que as pessoas com tendências homossexuais demonstrem isso em cada minuto do seu dia. Eu gosto de mulher mas raras são as vezes que eu demonstro isso, só para ilustrar. E demonstrando de uma maneira IRRESPONSÁVEL, acabam ficando expostos a sofrerem bulling, repressões e perseguições.

O que os movimentos homossexuais querem é justamente que os homossexuais sofram preconceito, que apanhem na escola, que apanhem de playboys e intolerantes na rua, para depois aparecerem de vítimas na televisão e usarem esses fatos isolados como pretexto para alimentar o ódio contra a grande massa de heterossexuais e conseguirem perante o Poder Público mais vantagens e privilégios. Ou por que outro motivo os homossexuais e ateus provocam tanto a Igreja Católica e aos cristãos como um todo? Porque eles querem que as Igrejas respondam em mesmo tom, processem, mandem para a cadeia, percam a paciência e os acabem agredindo na rua, tudo isso para depois dizer que os religiosos são intolerantes. Isso precisa ser desmascarado.






Fonte: Professores de Direita






Como Manter a Fé Diante das Adversidades


A vida cristã é aperfeiçoada pelas inúmeras situações adversas à sua fé. Viver uma vida cristã sem considerar adversidades no cotidiano é como querer a existência dos oceanos sem águas. O enunciado não faz parte de uma teoria, o mesmo pode ser constatado na vida de cada pessoa. A narrativa bíblica do escritor neo-testamentário registra o dito de Jesus quando profere a seus díscipulos a frase “... No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33). Ora, foi o próprio Cristo quem advetiu a seus seguidores que os mesmo enfrentariam dificuldades. Essas dificuldades não se limitam apenas ao trabalho cristão, fosse assim o conteúdo do discurso se ocuparia ao tema, mas em contrapartida ele se preenche por palavras direcionadas a cumplicidade de qualquer pessoa em seguir a Jesus, ou seja, qualquer indivíduo que se proclamasse cristão passaria por dificuldades na vida. Mas as adversidades não estão reservadas apenas aos cristãos. Todos os homem as têm. Essa tendência de que para ser cristão verdadeiro era necessário passar por sofrimentos, foi muito forte nas regiões da Europa e Ásia, onde os sermões apocalípticos eram usados (principalmente nos tempos da perseguição religiosa por parte do Império Romano – até 313 d.C. – e da Igreja Romana na época da Reforma protestante – depois do século XVI). Nesse tipo de pregação, ser cristão era ser sofredor.
Nas últimas décadas do século XX se fortaleceu uma tendência teológica que ensina que ao cristão “ é só vitória”. Segundo esse tipo de pregação o cristão vence sempre. Essa teologia da confissão positiva não tolera o cristão passar por adversidades. Em confronto com as formas de ensinos existentes em séculos passados, esse ensinamento produz muito mais frustração aos crentes. Essa frustração é resultado da anomalia do ensino. Essa pregação concebe uma patologia emocional desencadeando no âmbito espiritual que leva ao abandono da fé e a uma desconfiança total em Deus ou a um estado de depressão crônica quanto a fé. Ou seja, se na época da perseguição muitos se frustravam por não serem perseguidos e, se fossem e não a suportassem, se achavam cristãos inferiores (por não “darem prova de sua fidelidade”), atualmente muitos cristãos inseridos à pregação néo-pentecostal se frustam por não conseguirem o que querem e acham que é “ por falta de fé” que estão em plena adversidade, dificuldades, etc.

Embora as temporalidades, regiões, e até mesmo teologias sejam diferentes, a narrativa bíblica continua intacta. O Cristão está inserido no mundo e nele permanecerá enfrentando os mesmo desafios do dia-a-dia sem privilégios. Mesmo que pareça estranha essa afirmação é o que encontramos na Bíblia. Em sua oração sacerdotal, Jesus não pediu ao Pai que tirasse seus discípulos do mundo, mas que os livrasse do mal (Jo 16.15); por sua vez, Pedro aconselha que a ardente prova não seja estranha aos cristãos (1Pe 4.12). Ao analisarmos a vida de profetas e dos seguidores de Cristo em todas as épocas concluimos que os mesmo não tiveram privilégios, mas tinham esperança (ver Hebreus capítulo 11).

Portanto, a importância se insere em não deixar a fé diante das adversidades, pois as mesmas são participantes da vida de todo ser humano, quer seja cristão ou não. Assim, uma breve análise em alguns pontos referente a fé a a adversidade elucidam a questão. 
 
1 – A fé é o instrumento pelo qual Deus fortalece o seu servo (Hebreus 11.6). Quando o homem mantém a fé em Deus, ele tem mais segurança para não desistir da caminhada. Moisés foi chamado e mesmo em meio às adversidades no deserto não desistiu de cumprir sua chamada. Pedro pediu para andar sobre as águas e lhe foi concedido, mas quando sentiu o movimento das águas em seus pés e ouviu o barulho enfurecido do vento foi tomado de grande pavor e começou a afundar. Foi advertido por Jesus porque temeu, porém àquela experiência fortaleceu-lhe a fé. Não há nas Escrituras (ou em outra narrativa) relato de que outro homem tenha andado sobre as águas (exceto o próprio Cristo). Ele viu Jesus no mar e ir até ele dependia da ousadia de Pedro e ele ousou; pediu para ir até o Mestre; Jesus concedeu: “vem”! E ele, descendo do barco, foi. Foi porque sentiu sua fé fortalecida naquele momento. Embora a adversidade (o mar) parecesse estar entre Pedro e Jesus na verdade ambos estavam nas mesmas águas, na mesma situação; a diferença é que Pedro estava aprendendo que mesmo junto à Cristo, olhando para Ele, o homem passa por dificuldades não ficando isento dela. Mesmo que Jesus tenha dito para ele “vem” ele (Pedro) precisava confiar, não temer ( ver Mateus 14.22 – 33). Quando se aprende tais coisas em situações semelhantes a fé se fortalece na Graça concedida pelo Mestre e, assim, andar sobre as águas ou mesmo enfrentar dificuldades no deserto (lugares totalmente opostos) são oportunidades que o Senhor nos concede para fortalecer a nossa fé. 
 
2 – Todo homem é provado concernente à sua fé – A fé não é um sentimento, mas é uma convicção provinda da racionalidade; nós optamos em crer. O ato de crer não depende de Deus, depende do homem. A revelação da Graça sim depende do Espírito Santo (convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo). Ora, crer quando tudo está bem é fácil; crer quando a adversidade está às portas é exercitar a fé depositando a confiança em Deus. Jó foi provado e em meio a provação não negou sua fé em Deus. Mesmo “perdendo” a família e lhe sendo roubado e destruído seus bens materiais, manteve firme sua convicção em Deus. Ele era um homem temente, poderia achar estranho estar passando por tantas lutas, mesmo assim continuou fiel ao Senhor. Ele tomou uma decisão em sua vida e essa decisão tinha como base as convicções de sua crença no Altíssimo. Jó foi provado quanto sua lealdade a seus amigos, sua família, seus negócios etc, mas não tanto quanto o foi em sua fé. A sua lealdade a Deus era maior que sua lealdade a qualquer ser humano. O objetivo do Adversário era produzir no coração de Jó um sentimento de repudio a tudo que ele viveu, adorou, sacrificou, orou, agradeceu ao Deus que temia. Mas Jó não blasfemou do Senhor seu Deus, antes a Ele se manteve fiel. A Abraão o Senhor pediu-lhe o filho em sacrifício. Ele podia negá-lo, mas não o fez. Foi ao monte Moriá e “sacrificou” a Isaque no cordeiro que Deus a si mesmo proveu. 
 
3 - A adversidade traz maturação à fé. O Salmista Davi disse que para ele bom foi ter sido afligido para que conhecesse melhor o caminho do Senhor. José antes de sentar no trono do governo do Egito, teve que passar por uma cisterna; por um lugar de acusações na casa de Potifar; nas masmorras da prisão egípcia até chegar no lugar de exaltação. As várias etapas da caminhada (vida) de José solidificaram sua fé no Deus que preserva seu servo na adversidade, nem sempre o livrando de passar por ela. Daniel passou uma noite com leões famintos; três hebreus foram lançados na fornalha babilônica, mas em todas esses e outros acontecimentos Deus deu vitória ao seu povo, mas em meio ao processo em que estavam passando. 
 
Portanto, por mais intimo que seja o homem com Deus, isso não o isenta de lutas e provações. Deus não nos chamou para estarmos imunes ao que acontece no mundo, ou seja, estamos sujeitos as mesmas coisas que acontece as pessoas que não seguem a Jesus. No entanto, a alegria do Senhor é a nossa força, Ele é nosso Pastor e com certeza nos ajudará em todos os nossos momentos edificando a nossa fé em si mesmo.




Por Roberto Albuquerque dos Santos