A coisa é duplamente ruim: primeiro, a informação de que a miséria aumentou no país em 2013, interrompendo uma queda que vinha desde 2004; segundo, o fato de um instituto que deveria ser independente do governo optar por omitir esse dado em época de campanha eleitoral. Então o eleitor não tinha o direito de saber dessa informação antes de votar?
Marcelo Neri, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, defendeu a postura do Ipea e disse que a decisão foi autônoma: “Não houve nenhum estudo ‘segurado’. Existe uma decisão a priori, feita de forma autônoma pela Ipea, para resguardar a instituição durante o período eleitoral porque existem restrições sobre a capacidade de divulgar dados, existem limitações jurídicas, e o Ipea decidiu de forma autônoma, sem interveniência, foi uma decisão da diretoria do Ipea”.
Há controvérsias. Muitas controvérsias! Reinaldo Azevedo já desafiou Neri e mostrar qual lei impediria tal divulgação. Não obteve resposta, que eu saiba. Quando analisamos o histórico de Neri, a desconfiança aumenta. Foi o responsável pela criação da “nova classe média”, ao reduzir os valores reais necessários para se fazer parte do grupo. Hoje, favelados que ganham menos de R$ 1,8 mil (renda da família) são considerados classe média.
O Brasil ainda é um país com muita miséria, bem diferente da maravilha pintada durante a campanha de Dilma. Mais de 10 milhões de pessoas na extrema pobreza é algo chocante. E o fato de essa quantidade ter aumentado em quase 400 mil pessoas em 2013 é alarmante. O Ipea tenta minimizar o problema, mas não deveria, e só o faz por já ser completamente politizado e partidário.
Infelizmente, temos um governo que celebra o aumento na quantidade de dependentes do assistencialismo estatal, em vez de focar na melhoria do ambiente econômico para produzir mais riqueza e emprego. Temos, ainda, uma classe de formadores de opinião obcecada com a desigualdade social, que trata riqueza como jogo de soma zero, em vez de focar no nível de miséria em si.
Não precisamos tirar dos mais ricos para dar aos mais pobres, e sim criar um ambiente favorável para que os mais ricos produzam mais riqueza e, com isso, elevem a maré toda, puxando aqueles do andar de baixo. Foi assim que os países desenvolvidos reduziram a miséria absoluta. É por isso que a classe média americana de hoje vive com acesso a mais conforto material do que um nobre do passado, ou mesmo um rico brasileiro.
Bancar o Robin Hood e fazer apenas transferência de recursos, cobrando enorme pedágio no processo, jamais foi receita para deixar a pobreza para trás. Nenhum país ficou rico e se desenvolveu dessa forma. Dado o nível de miséria que ainda temos, pode ser necessário um assistencialismo emergencial sim. Desde que descentralizado, com estratégia de saída, e incentivando a produtividade, não o parasitismo. Tudo aquilo que o PT não fez…
O resultado está aí: a miséria já voltou a subir depois que os ventos externos pararam de soprar a nosso favor. O governo do PT torrou o bilhete de loteria que ganhamos com o crescimento chinês e a abundância de liquidez no mundo. Agora é hora da fatura. Os mais pobres vão sofrer mais, como sempre.
O governo vai tentar esconder a realidade, especialmente se for época de eleição. E os eleitores do PT da elite vão repetir que votam no partido porque se importam com os mais pobres, ignorando toda a evidência contrária. Quando os fatos negam a teoria, para o inferno com os fatos!
O Brasil elegeu um governo que já nasce morto, infelizmente! O PT não tem mais nada oferecer ao país. Os dados sobre miséria e pobreza coligidos pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base na Pnad, do IBGE, indicam que, de 2012 para 2013, o número de miseráveis no país cresceu: de 10,081 milhões para 10,452 milhões — um acréscimo de 371.158 pessoas. Os dados estão no site do Ipea, órgão subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). O instituto, por orientação da SAE, escondeu esses dados durante a campanha eleitoral alegando que a lei impedia que fossem divulgados. É mentira. Foi só uma trapaçazinha eleitoral.
O que é um miserável? É a pessoa que não tem renda para suprir as suas necessidades calóricas mínimas. O que isso quer dizer? É uma perífrase da fome. Sim, no país de cartão-postal da propaganda eleitoral petista, ainda há quase 11 milhões de famintos.
Segundo o Ipea, o número de pessoas pobres teve uma queda no período: de 30,35 milhões para 28,69 milhões em 2013. O que é um pobre? É aquele que tem o dobro da renda do miserável. Vale dizer: consegue ao menos comer. No país das Alices petistas, pois, há praticamente uma Argentina (perto de 40 milhões), em que quase 29 milhões conseguem ao menos comer — e só — e mais de 10 milhões, nem isso. Onde eles estão? Mais da metade, no Nordeste, que concentra, por isso mesmo, o maior percentual de beneficiários do Bolsa Família e onde o terrorismo eleitoral petista foi mais eficiente. Como escrevi numa coluna da Folha, a culpa não é do Nordeste, é da pobreza.
Mas há outro corte igualmente desagradável para o governo Dilma, que lançou o tal programa Brasil sem Miséria. Segundo esse programa, a linha de corte para definir um miserável, creiam, é R$ 77. Com R$ 78, ela será apenas um pobre… Pois é. Caso se leve esse número em conta, os miseráveis cresceram de 3,6% para 4% e são agora 8,05 milhões de pessoas — 870.784 pessoas a mais.
É claro que, um dia, ainda vamos nos indignar com uma “elite” (né, Lula?) que considera que o sujeito se livra da miséria com R$ 78. Mas vá lá. Volto ao começo. Digo que o país reelegeu um governo já morto porque parece evidente que os mal chamados “programas de renda” (eu acho que o Bolsa Família é assistencialismo necessário, não programa de renda) já deram o que tinham de dar.
É claro que a inflação corroeu parte do ganho dos muito pobres — a velha inflação, tão tolerada pelo governo. Segundo a candidata Dilma, só é possível diminuí-la gerando desemprego, lembram-se? Gênio da raça. Mas há uma questão de fundo: se o país não voltar a crescer a níveis aceitáveis, há pouco a fazer com os miseráveis, com os muito pobres, a não ser tentar expandir ainda mais os programas assistencialistas, aumentando o número de cativos. E, ainda assim, ficarão sujeitos à incompetência gerencial — esta mesma que flertou com a inflação e puniu quem menos tem.
Enquanto o país foi beneficiado por um ciclo da economia mundial que lhe permitiu ancorar o crescimento no consumo — deixando de lado todos os outros fundamentos da economia —, foi possível crescer um pouco e minorar os extremos da miséria. Mas falta muito, muito mesmo!, para vencer a pobreza. O Brasil “de classe média” é uma fantasia estatística. É preciso alargar muito o conceito para a chegar a essa conclusão.
O país precisa voltar a crescer. E, até onde a vista alcança, o PT não sabe como fazê-lo sem gerar mais inflação. De maneira realmente desafiadora para a inteligência, tem conseguido o contrário: crescer perto de zero com inflação alta. Dilma foi eleita pelos pobres, como quer o petismo? Como se vê, pior… para os pobres.
A miséria cresceu porque o modelo petista morreu. O segundo mandato de Dilma é só um cadáver adiado que procria, como escreveu o poeta.
Se olharmos a estratégia de guerra dizendo para “bater onde dói”, há um ponto que incomoda muito os bolivarianos: chamá-los pelo nome e explicar ao povo o que isso significa.
Observem as reações deles: sempre começam a se explicar, ficando na defensiva. Eles não fazem o mesmo se os chamamos de comunistas, pois o senso comum percebe isso como muito fora da realidade.
Como disse um leitor, “bolivariano” está mais próximo dessa geração, enquanto “comunismo” fica aparentemente na História, nos livros. Hoje em dia, até mesmo Vladimir Putin quer parecer democrático, por isso é fácil para eles ridicularizarem o rótulo “comunista”. Mas se olhamos para Argentina, Venezuela, Bolívia e Cuba, veremos o bolivarianismo fervilhar e fazer estragos nas sociedades
Exatamente por isso, essa gente vai tentar truques cada vez mais grotescos para escapar deste rótulo.
Samy Adghirni é o substituto de Vladimir Safatle no UOL, O petista está de férias. Daí arrumaram outro tão embusteiro quanto.
Seu primeiro texto no portal é “Venezuelização?”. Algumas pessoas me falaram: “E aí, Luciano, como responder esse texto?”.
A resposta é conhecer os estratagemas do oponente. Arthur Schopenhauer fez um ótimo trabalho ao escrever sua Dialética Erística, na qual o alemão fez um mapeamento de 38 embustes usados para se vencer um debate sem ter razão.
O primeiro dessa lista é a ampliação indevida, que é exatamente o recurso usado por Adghirni em todo o texto. Essencialmente, exagera-se a afirmação de um oponente para além dos limites naturais da afirmação. O picareta passa a refutar essa versão exagerada, fingindo ter refutado a afirmação original”. É uma especialização da falácia do espantalho.
O truque de Adghirni é só isso e nada mais.
Enquanto todos sabem o que significa o bolivarianismo, ele diz que se não existe tamanho nível de sucesso em sua implementação, conforme no país de Maduro, então não temos bolivarianismo de forma alguma.
Duvidam?
Então vamos desconstruir o conteúdo de Adghirni:
Antipetistas alardeiam a ideia de que a reeleição de Dilma Rousseff abre caminho para o Brasil se tornar uma Venezuela. Isso é improvável. Apesar dos arroubos retóricos, Lula e Dilma nunca emularam o chavismo.
Aqui ele já entra em contradição consigo próprio ao reconhecer que os antipetistas dizem “que a reeleição de Dilma Rousseff abre caminho para o Brasil se tornar uma Venezuela”. Mas em seguida, diz que “Lula e Dilma nunca emularam o chavismo”.
Muita calma nesta hora! A segunda afirmação só seria válida se a primeira falasse de antipetistas dizendo “que a reeleição de Dilma Rousseff consolida o processo bolivariano no mesmo estágio da Venezuela atual”. Mas ninguém afirmou isso. Como ele mesmo disse, a afirmação criticada é um alerta em relação ao início do projeto bolivariano, não em relação à sua conclusão definitiva, o que não ocorre nem na Argentina ainda.
Note que já no primeiro parágrafo comprova-se que ele exagerou a afirmação do oponente para fingir ter refutado a afirmação original.
Hugo Chávez trabalhou desde sua chegada ao poder, em 1999, para pulverizar tudo o que existia antes dele. A Venezuela mudou de Constituição e de nome, tornando-se república bolivariana. O PT nunca foi revolucionário, embora Lula defenda uma constituinte para reforma política.
A constituinte para reforma política, como qualquer pessoa intelectualmente honesta sabe, é um pretexto para uma assembleia constituinte. Ou seja, o projeto é exatamente o mesmo. E, obviamente, sabemos que não é preciso de assembleias constituintes para se fazer reforma política.
A diferença é que Chávez trabalhou desde sua chegada ao poder, em 1999, para pulverizar tudo o que existia antes dele. O PT apenas está tentando isso, sem conseguir o mesmo resultado.
O petismo permeia órgãos federais, mas nada se compara ao aparelhamento à venezuelana. Chávez fechou o cerco à oposição até sufocar os que tentaram um golpe de Estado contra ele.
Não se compara? Nem mesmo quando vemos os Correios usando o horário de trabalho para fazer campanha política? E que tal o governo usando o cadastro de beneficiários do Minha Casa Minha Vida para fazer terrorismo eleitoral? Quem Adghirni quer enganar?
O desajeitado Nicolás Maduro herdou essa bomba relógio institucional. Acuado por protestos neste ano, recorreu a bandos armados irregulares, os “coletivos”, para esmagá-los. Saldo: 42 mortos. Bem diferente de junho de 2013.
Coitado de Maduro, não? É um “desajeitado”. Mas quem está na prisão é Leopoldo Lopez. Esse é outro truque de dissimulação de Adghirni: tratar monstros dissimulados como “coitados desajeitados”.
É claro que não é tão fácil para o governo petista fuzilar oponentes. Temos uma mídia livre… ainda. Coisa contra a qual o PT luta o tempo todo.
Lula passou os dois mandatos construindo pontes –com a classe média, com o empresariado e com velhos rivais. Falta a Dilma essa veia conciliadora, mas ela manteve o arcabouço republicano e evita guerrear a oposição.
Estamos notando como Dilma evita “guerrear a oposição”. Chamando-os de “golpistas” e usando artigos financiados pelo governo para difamar opositores. Adghirni é comediante.
Dilma, aliás, reflete a institucionalidade brasileira. Apesar de sua força política, Lula resistiu à tentação de atropelar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Chávez não teve esses pudores. Enquanto o chavismo governa por decreto, o Planalto continua refém do Congresso.
Mas por que esse sujeito acha que o PT quer assembleia constituinte? Sim, eu sei que ele não acha nada do que está escrevendo. É puro cinismo mesmo.
Aliás, qual é o nome da presidente que escreveu o decreto 8243? Aha…
Se a economia brasileira preocupa, a do vizinho está em vias de colapso, com inflação a 63%, reservas minguantes e desabastecimento geral. Mercados temem um default no pagamento dos títulos da dívida venezuelana.
Como sempre, a ampliação indevida. É assim: se um vampiro bebeu todo o sangue de uma vítima, mas apenas 1 litro de outra, esta última não foi vítima de um vampiro. É um estupro contínuo da lógica.
Lula e Dilma não só deram continuidade a políticas econômicas dos governos anteriores como rejeitaram o modelo venezuelano de controle cambial, expropriação e subsídios em larga escala.
É que um está em fase inicial do processo e precisa construir alianças, e o outro em fase final do processo, e não precisa se aliar com um PMDB da vida por exemplo.
No Brasil, acusações de corrupção são investigadas e passíveis de cadeia. Na Venezuela, é impensável ver presos governistas do nível equivalente a José Dirceu e José Genoino.
Mas já vemos coação violentíssima dos governistas contra brasileiros como Joaquim Barbosa e Sérgio Moro. E sabemos que a condenação de Dirceu e Genoino mexeu com o brio dos petistas, por isso estão mais assanhados que de costume em prol da censura de mídia e dos decretos para coletivos não-eleitos.
O quarto mandato petista está sujeito a retrocessos. Menções à regulamentação da mídia não condizem com o que vem sendo demonstrado.
Hahahaha….
Menção à “regulamentação de mídia”? Os caras fazem congressos (como a Confecom) desde 2010, falam intensamente do assunto desde 2003, financiam com dinheiro público uma legião de blogs chapa branca que só pedem “Ley de Medios já” o dia inteiro, gastam os tubos organizando ONG’s como Barão de Itararé e Coletivo Intervozes, e o tal do Adghirni vem falar em “menções à regulamentação da mídia”?
Por ora, o que está mesmo dando ao Brasil ares de Venezuela não são os políticos nem o apertado placar presidencial, mas a banalização do ódio, propalada principalmente pelo eleitorado inconformado.
Pronto!
Como todo bolivariano, basta acusar o oponente de ódio quando este estiver denunciando violação à liberdade de expressão, aparelhamento estatal e a corrupção.
A sociedade se deixou dominar pela intolerância. Redes sociais transbordam de aberração. A deslegitimação do “outro” já gera violência física. Sinais de um país dilacerado entre metades surdas e irreconciliáveis. O maior risco de Venezuelização vem de nós mesmos.
No final, temos a chantagem emocional de sempre.
Com um cinismo aterrador, ele parte para o ataque xingando de “intolerante” e “aberração” todos aqueles que denunciarem o comportamento petista, a campanha de esgoto, as técnicas de deslegitimação do “outro” (ou “desconstrução”) e todas as tentativas de golpe.
Uma mídia que não se envergonha de usar recursos como os de Adghirni já nos ajuda a demonstrar o que é morar em um país vivenciando fases intermediárias do bolivarianismo.
Você vai tolerar picaretagens deste tipo de gente contra você?
Mais do que uma religião, o Islã é uma doutrina ideológica completa, que rege os aspectos da vida de muçulmanos e não-muçulmanos. É a única "religião" com uma teologia com regras para a conquista e subjugação dos não-muçulmanos, consolidadas na Lei Islâmica, a Sharia. O objetivo do Islã é implementar a Sharia em todo o mundo. O texto aspectos da Sharia que são contrários aos Direitos Humanos, bem como mostra que a Sharia está viva, atuante, e se propagando pelo mundo.
O segundo turno das eleições presidenciais vão ocorrer daqui a alguns dias e vale a pena uma pequena reflexão sobre o que o futuro nos espera no caso da vitória de Dilma ou de Aécio frente à crescente islamização do Brasil.
O que eu esperaria de um governo brasileiro frente à islamização? Impedi-la, é claro.
Antes de prosseguirmos, uma definição: islamização é o processo no qual as leis e costumes de uma nação são substituídos, por meios pacíficos ou não, pelos princípios da lei islâmica (Sharia).
O ideal é que exista uma atmosfera que permita uma discussão, fundamentada e aberta, sobre a lei islâmica de modo a que os seus aspectos nefastos, que são totalmente opostos à Constituição do Brasil (ou seja, ilegais), sejam conhecidos, rejeitados, e devidamente criminalizados. (Veja uma lista no final deste artigo)
Um outro passo importante é que existam critérios para imigração. Por exemplo, que seja negado visto de trabalho ou imigração para qualquer partidário da lei islâmica. Como fazer isso? Basta que no formulário junto aos consulados ou departamentos da polícia federal exista a pergunta "você é a favor da aplicação da lei islâmica (Sharia) no Brasil?" Se a pessoa responder "sim" o visto é negado; se a pessoa disser "não" mas entrando no Brasil começar a trabalhar pela implementação da Sharia no Brasil, ele/ela seria expulso. Fácil, não é? É claro que seria preciso ver como fazer isso pelo aspecto legal. Mas o importante é ressaltar que a questão não é a religiosa e nem contra os muçulmanos. A questão é política.
Neste ponto, alguém poderia contra-argumentar: "Mas José, isso é contra os direitos humanos!" A resposta: "Não, porque os direitos humanos se aplicam a pessoas e não a ideologias ou sistemas políticos." Isso é muito importante. Veja bem, todos os esforços feitos pela Organização da Cooperação Islâmica para criminalizar toda e qualquer análise crítica do islamismo à nível global junto às Nações Unidas têm sido infrutíferos exatamente por causa disso: direitos humanos se aplicam apenas a pessoas.
Outra ação seria com respeito a indústria halal. Como o Brasil exporta carne para os países islâmicos, é de se esperar que existam abatedouros específicos para isso. Contudo, os alimentos halal não devem ser usados no mercado interno, porque a certificação halal nada mais é do que um imposto extra que os consumidores brasileiros pagariam, e que iria para os cofres das mesquitas, algo como um "dízimo involuntário". Isso é totalmente desnecessário e contra-produtivo.
Qualquer governo que seja digno deve defender os interesses e a soberania nacional. Deste modo, é de se esperar que todo o investimento extrangeiro venha sem ser atrelado a conceções especiais. Por exemplo, o investimento árabe vem quase sempre atrelado a concessões ligadas à propagação do islamismo e da Sharia, (por exemplo, construção de mesquitas e "centros culturais", importação de clérigos wahabistas, etc.). Sharia? Não, muito obrigado! Mas isso deveria ser uma regra rígida, não é verdade? Todos os investimentos extrangeiros no Brasil, seja europeu, americano, chinês, turco iraniano, etc., deve vir sem que o nosso governo faça concessões.
E, para finalizar, é preciso ver o que está acontecendo na Europa hoje com muito cuidado para evitar que algo semelhante aconteça no Brasil. A analogia que eu faço seria a de uma rua cujas casas começaram a serem assaltadas à noite. Os moradores das casas que ainda não foram arrombadas têm duas opções. Eles podem não tomar providência alguma na ilusória esperança de que as suas casas irão ser poupadas, ou eles podem reforçar as trancas. A nossa situação no Brasil é a mesma do morador cuja casa ainda não foi assaltada. É preciso que olhemos para o que está acontecendo na Europa, entendermos como e porque a islamização está acontecendo, e seus processos, e tomarmos providências para que o mesmo não ocorra no Brasil.
Já temos problemas demais no Brasil para importamos mais um. Diga não à Sharia.
Aécio
Na verdade, não se pode dizer muito sobre o Aécio. No tocante à islamização do Brasil, ele é uma incógnita. Esse não é um assunto de campanha e por isso não se sabe o que o candidato pensa a respeito. Mas talvez por ser um governo novo, possa ser mais acessível.
Dilma
Sabe-se mais da Dilma, é claro, afinal ela tem sido presidente pelos últimos 4 anos, e o que eu irei refletir abaixo baseia-se nisso. E a reflexão é preocupante.
A questão passa pelo o alinhamento da política externa do Brasil, mas, principalmente, pelas ações tomadas dentro de casa. O governo Dilma, nestes últimos anos, tem tomado alguns atitudes preocupantes.
Independente do rumo que a política externa brasileira tomar, se o Brasil sob um novo governo Dilma quiser se alinhar com, digamos, a Coréia do Norte, isso não significa que as fronteiras do Brasil tenham que ser abertas para imigração dos norte-coreanos para o Brasil.
Como tratamos no artigo Islamização do Brasil através da imigração maciça, dos refugiados e da falência da cidadania, o governo federal nestes últimos anos alinhou a sua política externa com o islamismo. Mas, não ficou apenas nisso. A política de imigração que foi estabelecida é a de incentivar contingentes oriundos de países muçulmanos, através de refugiados ou de cidadãos sem nacionalidade. E para piorar, existe uma diretriz do Ministério das Relações Exteriores (Circular Telegráfica n° 94443/375), emitida em 7 de maio de 2014, que suspende a consulta prévia para concessão de visto de cidadãos oriundos do Afeganistão, Irã, Iraque, Jordânia, Líbano, Líbia, Paquistão, Palestina e Síria. Isso significa que o visto é dado imediatamente.
Isso é algo MUITO SÉRIO!!! O governo federal da presidente Dilma Rousseff está implementando uma política de imigração irresponsável. Um país como o Brasil com um nível de desemprego altíssimo (considerando aí que quem recebe Bolsa Família é desempregado) deveria ser seletivo na imigração, aceitando imigrantes que complementem a força de trabalho, e não abrir para qualquer um. Principalmente proponentes e defensores da Sharia, que, em última instância, irão se agrupar e exigir que a nossa sociedade se curve às suas demandas.
As consequências deste ato irresponsável serão semelhantes aquilo que acontece na Europa, onde 80% dos muçulmanos vivem às custas do serviço social europeu e exigem, de forma cada vez mais contundente (e às vezes violenta), que a sociedade européia se adapte à Sharia.
A pergunta que eu faria é a seguinte. O governo federal, sob uma nova administração Dilma Rousseff, vai mudar os seus rumos ou, será que ela, julgando-se mais poderosa devido ao novo mandato, irá manter o curso em questões como estas, ligadas à imigração? O que você acha?
Imigração é algo muito importante, pois ela ajuda a moldar o tecido étnico e cultural do país. Trazer pessoas que queiram alterar a Constituição, substituindo-a pela lei islâmica Sharia, é algo totalmente irresponsável.
E aqui vem uma outra questão. A presidente Dilma Rousseff em duas oportunidades (nas Nações Unidas e durante um encontro entre países da América Latina e países árabes) mencionou o termo "islamofobia." Não é possível imaginar que ela tenha feito isso apenas para satisfazer o ouvido dos países da OIC (o que seria uma fato alarmante, porque o Brasil deve ter as suas posições definidas e independentes). O correto é considerar que aquilo que ela diz como sendo o que ela pensa. Ou seja, a presidente Dilma Rousseff acha que qualquer analise crítica ao islamismo é um ato criminoso que deve ser silenciado. Agindo assim, ela pavimenta o caminho da islamização.
Some-se ao fato o alinhamento do partido da qual ela, como Presidente da República, é o maior expoente, o PT, bem como dos outros partidos que lhe dão apoio irrestrito e incondicional, tais como o PSol, o PCB, o PC do B e o PTSU, com entidades islâmicas das mais diversas, e forma-se um quadro bastante preocupante. Esses grupos, que compõem a chamada "esquerda revolucionária" se iludem ao considerarem o islamismo como aliado na luta contra o "imperialismo estadunidense", quando na verdade o que o islamismo deseja é a implementação da Sharia a nível global. Ou seja, os companheiros estão ajudando a substituir um imperialismo por outro pior, isso sem falar que a Sharia é anti-socialista.
Vale lembrar que a estratégia para a islamização do Brasil é um misto de demografia, influência econômica, influência política e influência religiosa:
Demografia: Como não é possível sobrepujar com rapidez a população brasileira nativa com imigração em massa (apesar do governo federal dar indícios de desejar aumentar o contingente de imigrantes oriundos de "zonas de guerra"), a criação e consolidação de áreas com maioria muçulmana na qual a Sharia possa ser praticada é algo desejado e em andamento. Basta ver que existe sempre aglomeração em algumas cidades e bairros específicos, sempre ao redor das mesquitas.
Influência Econômica: A indústria de alimentos Halal, ou seja, do único tipo de alimentos que a shaira permite os muçulmanos de ingerir, já se encontra instalada no Brasil há várias décadas (devido à exportação de alimentos para os países muçulmanos). A exemplo do que já acontece em países europeus, o objetivo é que toda a indústria de alimentos seja Halal. Existem dois problemas quanto a isso: (a) a indústria paga uma taxa extra que vai para a "caridade islâmica" que inclui a construção de novas mesquitas, a propagação do islão buscando novos adeptos, e vai também para "instituições de caridade" como o Hamas e o Hezbollah. (b) para os cristãos existe a proibição de se comer alimentos dedicados a ídolos. E existe ainda a Sharia Financeira, na qual os bancos não cobram juros, mas uma taxa específica (fica elas por elas), taxa esta que vai para as mesquitas. Ou seja, quem comer comida halal e usar sharia financeira está ajudando a financiar a islamização - e isso acontece na maioria das vezes sem que saibamos.
Influência Política: Influenciar e penetrar nos partidos políticos. Em breve, iremos ter o um ministro de governo muçulmano, um fato que será celebrado como uma prova da pluralidade do Brasil. Aguardem.
Influência Religiosa: Se apresentar para os cristãos brasileiros como sendo "irmãos em Abraão." Fomentar o "diálogo inter-religioso" que apenas acontece nas igrejas e templos cristãos, onde o islamismo é promovido e qualquer crítica é silenciada aos gritos de "racismo" e "islamofobia." Cooptar padres e pastores para serem promotores indiretos do islão. Deve-se ressaltar que o diálogo inter-religioso com o islamismo é um engodo, pois ele só existe nos países que não sejam islâmicos: nos países islâmicos, regidos pela Lei Islâmica (Sharia), é crime promover qualquer outra religião que não seja o islão.
A coisa é séria. Como é que se combate a islamização?
Em primeiro lugar, com educação, pois quando se sabe quem foi Maomé não existe conversa-mole de muçulmano capaz de convencer ninguém para se tornar muçulmano.
E quem foi Maomé? Ele foi um Senhor da Guerra e terrorista, ladrão, assassino, mandante de assassinatos, pervertido sexual, pedófilo, mercador de escravos e pirata. Maomé forjou uma ideologia, o islamismo, que, se seguida em sua totalidade, leva seus seguidores a se comportarem como ele (leia e compartilhe: Parte 1, Parte 2, Parte 3).
Em segundo lugar, impedindo a Jihad demográfica (principalmente coibindo a imigração de muçulmanos - eu sei que esta afirmação pode "ofender" alguns, mas isso é não é brincadeira, é guerra), e combatendo a influência econômica, política e religiosa, impedindo-as de criar raizes.
Conclusão
A conclusão é sua. No tocante ao combate à islamização do Brasil estamos entre uma incógnita (Aécio) e a certeza do crescimento da islamização (Dilma). A escolha é sua.
Apêndice: Lei Islâmica (resumo do que não presta)
Açoitamento, apedrejamento ou enforcamento, das mulheres quando são estupradas e não têm quatro testemunhas para provar que ela foi estuprada (DNA do esperma ou qualquer outra prova não vale).
Açoitamento, apedrejamento, ou matança de mulheres se elas cometem adultério – o homem recebe açoites.
A remoção do clitóris é prescrita (circuncizão feminina), e geralmente feita quando a mulher é ainda uma criança.
Amputação de pedações dos dedos, dos dedos da mão, da mão toda; partes dos braços, pernas; crucificação; para certos crimes como roubo, ou a distribuição de livros não-islâmicos (por exemplo, bíblias) aos muçulmanos.
É um crime expor os muçulmanos a qualquer outra religião.
Se um muçulmano deixa o islão ele / ela deve ser morto (a apostasia é um crime). Punições que variam desde a arrancar a língua fora até a pena de morte para aqueles que ‘caluniam o islão’, caluniam Maomé’, ou caluniam a Sharia’ (caluniar, neste caso, significa expressar publicamente uma visão crítica).
Proibição de bebida alcoólica.
Dependendo do nível de fundamentalismo, música, arte, canto, são proibidos.
As mulheres têm metade dos direitos do homem nos tribunais.
Filhas tem (apenas) a metade dos direitos de herança que os filhos têm, enquanto as viúvas recebem apenas um oitavo da herança.
As mulheres têm que se vestir com lenços ou coberturas completas – dependendo de quão fundamental forem o homem a quem elas pertencem (pai ou marido) ou o país onde elas moram.
As mulheres podem ser espancadas.
Os homens podem divorciar-se da esposa, as mulheres não podem divorciar-se do homem.
Os homens podem ter até quatro esposas, e ele pode divorciar-se delas como lhe convêm – então, se casar novamente para trazer o número total de mulheres até 4. Homens que viajam podem participar de "casamentos temporários".
Não existe limite de idade para casamento, casamentos infantis forçados são permitidos. As meninas são as maiores vítimas disto.
"Crimes de honra" sobre as mulheres que tenham "desonrado" a família.
Uma mulher muçulmana só pode se casar com um muçulmano, ao passo que os homens muçulmanos podem se casar com mulher não-muçulmana.
Se uma mulher não-muçulmana se casar com um muçulmano, seus filhos ou filhas devem ser criados como muçulmanos.
As mulheres devem obter permissão dos maridos para as liberdades diárias.
Qualquer um que não for muçulmano (dhimmi) deve respeitar a lei islâmica, mas eles têm menos direitos do que uma mulher muçulmana, e vivem, basicamente, dependentes das boas graças dos muçulmanos.
O dhimmi deve pagar um imposto extra chamado de jizya (que significa em termos gerais ‘imposto de proteção’), que pode ser aplicado até mesmo após a sua morte.
O dhimmi não podem construir nem reparar seus locais de culto, e eles não pode tocar os sinos da igreja. Eles não podem mostrar bíblias ou torás, em público. Eles tem que se vestir diferente, de modo a se distinguirem como dhimmis. Eles irão executar as tarefas que os muçulmanos não querem desejam fazer. Os dhimmis não terão acesso à escada social.
A homossexualidade é um crime cuja punição é a morte.
Lei dos Números
É muito importante ressaltar a lei dos números do islão :
1. Quando em minoria dizem "Nós somos da Religião da Paz"
2. Quando em minoria significante, eles exigem tratamento especial
3. Quando em maioria, eles exigem a Sharia (lei islâmica)
É interessante adicionar o seguinte, quando muçulmanos devotos tomam o poder (através de golpe de estado ou mesmo através de eleições), eles tentam impor a lei islâmica – veja exemplos recentes no Mali (revolução), nas ilhas de Trinidade e Tobago (tentativa de golpe de estado), na Costa do Marfim (golpe de estado), República Centro Africana (golpe de estado), Egito (eleição), Faixa de Gaza (eleição). Depois que grupos pró-sharia tomam o poder, eles se apoderam dele para sempre. Um exemplo é a Faixa de Gaza, onde o Hamas foi eleito em 2007, na primeira e última eleição realizada naquele local.
Fonte: Blog Infiel Atento (Publicado em 24/10/2014)
Nota: Longe de fazer apologia contra qualquer sistema religioso, o Jornal Evangelho & Cidadania reproduz este texto com o objetivo de manter nossos leitores atentos e críticos com relação ao que acontece ao nosso redor, que pode nos atingir de forma impactante e profunda. Não é de hoje que os governos do PT e seus aliados de esquerda se mancomunam com ideologias estranhas, que visam submeter mentes e corações. Nós somos do evangelho de Jesus, que redime e liberta. Como disse o Mestre: "sejamos simples como a pomba e sagazes como a serpente".
Apenas dez dias após Dilma ser reeleita já ficaram evidentes inúmeros estelionatos eleitorais. Logo três dias após a vitória, o Copom resolveu subir a taxa de juros, algo que era, durante a campanha, associado a coisa de tucano “neoliberal” insensível para com os pobres. Quando é o PT quem faz tudo bem?
Em seguida, os nomes de dois banqueiros passaram a ser considerados na lista de prováveis substitutos de Guido Mantega. Trabuco, do Bradesco, e Meirelles, que foi presidente do Bank Boston, portanto banqueiro internacional, seriam as sugestões de Lula para o cargo. Mas banqueiro não faz a comida desaparecer do prato dos miseráveis?
Por falar em bancos, o PT não era o partido que iria enfrentá-los para proteger os pobres? Marina Silva não foi acusada de defensora de banqueiros por ter o apoio de uma herdeira do Itaú? Pois bem: o próprio divulgou esses dias seu lucro recorde: R$ 5,4 bilhões no trimestre! Um aumento superior a 35% contra o ano passado. Imagina só se Dilma fosse amiga, e não inimiga dos banqueiros…
A inflação, vamos lembrar, estava “sob controle”, disse uma Dilma firme. Chegou a afirmar que era zero, pegando um mês apenas, um ponto fora da curva. E os preços represados? Isso não existia, garantiu a presidente candidata. E agora?
Agora a Aneel já autorizou o aumento de quase 20% na conta de luz para várias empresas, como a Light aqui no Rio, e a Petrobras já entrou com pedido de aumento para a gasolina, que deve ser aprovado em breve.
A OCDE divulgou que, enquanto a inflação mundial caiu pelo quarto mês consecutivo, a nossa subiu. Mas não era tudo culpa de uma suposta “crise internacional”? Ao menos isso foi dito durante a campanha.
Dilma seria intransigente com a corrupção também. Foi a promessa durante a campanha. O que aconteceu depois? André Vargas, aquele deputado que saiu do PT para evitar constrangimentos após vazarem dados sobre sua íntima relação com o doleiro Alberto Youseff, foi passear na sede do PT, para trocar dois dedos de prosa com seus “ex-colegas” de partido. É essa a imagem de quem não compactua com a corrupção?
O presidente da Transpetro, ligado ao PMDB que apoiou Dilma, caiu nesses dias também. Eis uma amostra singela de apenas três notícias em destaque no site de um jornal carioca ontem (04/11):
Diante disso tudo – e é só o começo – caberia perguntar aos eleitores do PT: não se sentem traídos? Esperavam tantas mudanças repentinas logo depois do pleito, em direção contrária ao que foi dito na campanha? Ou será que não se importam com o estelionato eleitoral, pois o que vale é ficar no poder “em nome do povo”, custe o que custar?
É por essas e outras que costumo dizer que o PT não tem mais eleitores, e sim cúmplices. Qualquer pessoa com algum resquício de decência estaria cobrando do partido e da presidente reeleita explicações para tantos atos opostos ao prometido na campanha. Mas os eleitores do PT fazem um ensurdecedor silêncio. É conivência. Estão dando o aval para mentir, para enganar os mais ignorantes.
Aumento de juros, aumento da conta de luz, aumento da gasolina, aumento do lucro dos bancos, e proximidade amigável com notórios corruptos: quem não se sente traído só pode ser cúmplice. Podem ficar sossegados, caros eleitores do PT, que estaremos aqui por muito tempo para jogar em suas caras que são responsáveis por isso tudo também.
Uma semana depois da eleição que garantiu uma vitória apertada da presidenta Dilma Roussef, o PT enfrenta agora uma outra disputa árdua. Desta vez, pela presidência da Câmara dos Deputados, que reúne 513 Parlamentares e já começou a presenciar um levante, liderado pelo peemedebista Eduardo Cunha (RJ).
Eduardo Cunha, a pedra no sapato bolivariano do PT
Cunha já recebeu bandeira branca do PMDB, aliado ao Governo, para costurar as alianças necessárias para levá-lo à presidência no início de 2015, desfazendo um acordo entre os dois partidos pela alternância da liderança existente desde 2007. Na última eleição, em 5 de outubro, o PT elegeu a maior bancada da Casa, com 70 deputados, quatro a mais que o PMDB. Os dois partidos, entretanto, diminuíram de tamanho, perderam, ao todo, 23 vagas. “Hoje somos muito menores do que já fomos porque as bancadas diminuíram. O resto da Casa tem que participar. Não adianta eu querer fazer acordo se a Casa não quer”, justifica o parlamentar.
Líder do PMDB na Câmara, ele é conhecido por suas posições conservadoras. Afirma que a Casa não quer dar a presidência ao PT, um partido de “posição ideológica muito forte”. “Estando na presidência, o poder de colocar [pautas ideológicas] em discussão será maior.” Ele, por sua vez, é conhecido como um dos maiores representantes do conservadorismo no Parlamento. Foi autor de diversas legislações antiaborto, entre elas uma de maio deste ano que busca impedir a aplicação de uma portaria (PORTARIA Nº 415, DE 21 DE MAIO DE 2014) que inclui o procedimento da interrupção da gestação na Tabela de Procedimentos do SUS. Para ele, a portaria legaliza o aborto no país e, por causa de sua pressão, o Ministério da Saúde a derrubou. Ele também é autor de uma legislação que prevê pena de até 20 anos para médicos que realizam o procedimento, além da cassação do registro profissional.
Membro da igreja evangélica Sara Nossa Terra, ele recebeu 232.708 votos neste ano, quando foi eleito para o quarto mandato consecutivo, o que o transformou no terceiro deputado federal mais votado pelos eleitores cariocas. Quatro anos atrás, ele tinha obtido 150.616 votos. Ao EL PAÍS, ele explicou os motivos que o levaram ao levante contra o Governo.
Pergunta: Por que o PMDB quer descumprir o acordo de rodízio?
Resposta: Esse acordo existiu em duas legislaturas, foi formatado no início delas. Não fizemos um acordo eterno de dividir com o PT nada. Fizemos um acordo em 2007 e repetimos o acordo em 2011. Não quer dizer que nós sejamos obrigados a repeti-lo sempre. Acordo é que nem contrato de locação. Você renova ou não. A gente não renovou. Hoje, o PT e o PMDB somos muito menores do que fomos porque as bancadas diminuíram. E o resto da Casa tem que participar. Não adianta eu querer fazer acordo se a Casa não quer.
P: E por que a Casa não quer? Por que o PMDB não quer?
R: O PMDB não quer por uma razão muito simples. Estamos no exercício da presidência da Câmara. A Casa não quer porque o ambiente é muito mais conflagrado. Tem temas ideológicos sendo debatidos e o PT tem uma posição ideológica muito forte. A Casa não quer o comando dela na mão do PT hoje. Prefere uma atuação mais isenta. Teria mais dificuldade de a gente impor o nome do PT na Casa. A bancada do PMDB não abre mão, não quer perder o espaço. Então a discussão de alternância, neste momento, não cabe.
P: Mas a bancada do PT não é a maior?
R: Isso não é regimental. O Aldo Rebelo foi presidente com 15 deputados. A Câmara tem um histórico que permite a disputa avulsa, não é como o Senado, onde no regimento está que a maior bancada tem o direito à presidência da Casa.
P: Você fala sobre essa questão ideológica do PT. A que se refere?
R: Aos conselhos populares, à regulação de mídia... Pautas que são ideológicas. Estando na presidência, o poder de colocá-las em discussão será maior.
P: Mas a gente vê que o Congresso está mais conservador. Não há um cenário de mais resistência a pautas mais progressistas?
R: Sem dúvida, mas não porque o Congresso está mais conservador. Mas porque o Congresso está mais bem representado do que é a sociedade. A sociedade é conservadora. O Congresso representa a sociedade. Hoje ele está mais próximo da sociedade do que esteve antes.
P: Diante de um Congresso assim quais questões que não tiveram espaço nas outras legislaturas que podem ter agora?
R: Temos que ter firmeza na defesa da votação de uma reforma política.
P: Mas isso o PT quer...
R: Não, não... Como a do PT a gente já refutou. A gente quer que se vote e, no máximo, a gente pode submetê-la a referendo. Mas, jamais, através de plebiscito.
P: Por que não?
R: A Casa não quer. A Casa não quer transferir o seu poder de legislar dado pela população para um mecanismo de consulta popular prévia.
P: Mas isso não é um pouco incoerente?
R: Incoerente é a gente pedir voto para se eleger, ser eleito por cidadãos que nos delegaram o poder de representá-los e depois ter que ficar perguntando a eles todas as coisas, todas as horas. Seria praticamente a mesma coisa que se a gente quisesse ter consultas populares para o que o Executivo tem de governar. O Executivo também foi eleito e tem legitimidade.
P: Muitos veículos têm abordado a postura de Dilma Rousseff diante do Congresso. Especialmente diante do aliado PMDB. Neste ano, houve muito enfrentamento, especialmente com a reforma ministerial...O PMDB se viu pouco atendido por ela? Acha que ela é pouco afeita ao diálogo com a Câmara?
R: A questão não é essa. Naquele momento o que houve é que nós abrimos mão de indicar ministros. Nos portamos com independência. Não há um único ministro indicado pela bancada do PMDB na Câmara. Ficamos com essa independência para podermos deliberar o que a gente quer. Para não ser submetido a uma chantagem que para manter os cargos tem que votar como [o Governo] quer.
P: E isso acontece muito? Essa troca de favores?
R: Provavelmente sim. Comigo não dou espaço para isso.
P: Você não declarou nessas eleições o voto em Aécio Neves (PSDB). Mas a bancada do PMDB estava rachada. Você era de qual dos lados?
R: Se eu não declarei naquele momento, não é agora que eu vou declarar.
P: Por que não?
R: Porque não. Justamente porque seria incoerente. Qualquer declaração minha vai ser interpretada como oportunista.
P: Mas o Governo te vê como uma espécie de líder informal da oposição, ao menos em off...Você tem esse papel?
R: (risos) Veja bem, o Governo até agora não disse isso. Não ouvi ninguém do Governo falar isso. Eu não vou comentar o que eu não sei.
P: Mas você não faz oposição ao Governo, então?
R: Aí é que está, o grande erro da interpretação do papel. O líder de uma bancada não exerce sua opinião. Ele exerce o que a bancada decide. Eu sou porta-voz da bancada. Se eles acham que eu sou líder informal da oposição, então eles têm que interpretar que a maioria da bancada do PMDB é de oposição. Eu só exerço a vontade deles.
P: O senhor quer ser o presidente da Câmara. Já se colocou como...
R: Eu não me coloquei. Estou discutindo ainda o processo.
P: Que tipo de atuação o senhor imagina ter como presidente?
R: Eu não posso dizer isso porque eu não assumi a candidatura ainda. Só posso falar isso quando fizer campanha. Por enquanto estou em articulação. Não posso fazer essa declaração.
P: O senhor é visto pelas alas mais à esquerda do Congresso como um dos grandes representantes do conservadorismo. O senhor se coloca bastante contrário a pautas relacionadas, por exemplo, com a legalização do aborto...
R: Sem dúvida
P: Como o senhor vê essa questão do aborto hoje?
R: Sou ra-di-cal-men-te contra.
P: Mas o senhor acha que é preciso endurecer ainda mais a legislação?
R: A legislação tem que ser mais rígida para que os médicos sejam punidos com muito mais rigor. Aliás, tenho um projeto de minha autoria.
P: Pretende avançar com ele agora?
R: Eu pretendo avançar com o meu projeto como Parlamentar no exercício do meu mandato. Não como líder ou como qualquer outro cargo que eu venha a exercer. Eu não misturo. A minha atuação do meu mandato é uma coisa. A minha atuação de líder ou como qualquer outro cargo, é outra coisa. Eu também sou deputado, respondo aos meus eleitores. Ninguém pede voto ao eleitor para ser líder da bancada ou presidente da Câmara.
Para o PT a negociação só interessa quando os opositores já entram derrotados e têm de aceitar as imposições petistas
A presidente Dilma começou seu governo, em 2011, aparentando relativa independência frente ao seu criador, o ex-presidente Lula. Disse que daria à sua gestão um perfil administrativo e que não transigiria com a corrupção. Representava à época o figurino de gerentona e faxineira. Era tudo uma farsa, mera encenação para consumo dos ingênuos — e não faltaram os que acreditaram que a criatura era não só diferente do criador, como até, se fosse preciso, romperia politicamente com ele. Em quatro anos deixou um país com crescimento zero, um governo paralisado e marcado por escândalos de corrupção.
Agora o figurino que está tentando vestir é o da presidente que deseja dialogar com os partidos e a sociedade. Mais uma farsa. Todo mundo sabe que Dilma não gosta de política. Nunca gostou. Na juventude transformou oposição à ditadura em confronto militar — com trágico resultado. Quando chefiou a Casa Civil do presidente Lula foi elogiada pelo estilo de durona. Era a mãe do PAC, uma tocadora de obras. A coordenação política governamental era tarefa do próprio Lula. Quando assumiu a Presidência, Dilma fez questão de demonstrar diversas vezes o absoluto desinteresse — até mais, enfado — pelas tarefas políticas. Ela não gosta de ouvir. Decide por vontade própria.
No discurso de comemoração da vitória, a presidente já deu sinais de como pretende governar nos próximos quatro anos. E insistiu na proposta de reforma política petista que, entre outras coisas, despreza o papel constitucional do Congresso. O governo elabora as mudanças e busca, via plebiscito, o apoio popular. Para o PT a negociação só interessa quando os opositores já entram derrotados e tem de aceitar as imposições petistas.
Dilma liderou a campanha eleitoral mais suja da história. No primeiro turno usou da mentira para triturar a candidatura de Marina Silva. Guardou para a fase final da campanha os ataques à honra de Aécio Neves. E tudo sem qualquer problema de consciência. Assim como Lula, Dilma passou a ter como princípio não ter princípio. O importante era ganhar. Quem fez o que ela fez na campanha tem condições morais de dialogar com a oposição?
Dificilmente a reforma política — ou qualquer outra reforma proposta pelo governo — vai ocupar espaço na agenda política. O escândalo do petrolão é de tal monta que poderá ter um (inicialmente) efeito destrutivo e saneador (caso as apurações forem até as últimas consequências). O encaminhamento das investigações comandadas pelo juiz Sérgio Moro já desnudou que o assalto dos marginais do poder à Petrobras é o maior caso de corrupção da história do Brasil. E vai atingir os três poderes da República chegando até, segundo depoimento do doleiro Alberto Youssef, o Palácio do Planalto.
A oposição acabou sendo arrastada a exercer o seu papel pelo eleitorado. A crise de identidade foi resolvida ainda durante a campanha eleitoral. Diferentemente das duas últimas eleições presidenciais, desta vez tivemos uma campanha mais politizada e com participação popular. Fracassou a interpretação de que as manifestações de junho de 2013 tinham sepultado a “velha política.” Pelo contrário, basta recordar as discussões nas redes sociais, o acompanhamento de toda a campanha, a excelente audiência dos debates televisivos, principalmente no segundo turno, e a permanência do interesse pela política após o 26 de outubro.
O cenário econômico é péssimo. Nem o doutor Pangloss diria que as coisas vão bem. O quadriênio Dilma conseguiu desorganizar as contas públicas, estourar a meta de inflação, colocar em risco a saúde das empresas e dos bancos estatais e paralisar a economia do país. E qualquer processo de negociação política é muito mais difícil nessa situação, pois o governo teria de ceder. E ceder faz parte da política, e Dilma odeia a política.
Na atual conjuntura aceitar o aceno do governo é jogar na lata de lixo 50 milhões de votos. De votos oposicionistas. De eleitores que estão indignados com o — usando a expressão do ministro Celso de Mello citada no julgamento do mensalão — projeto criminoso de poder petista. Não há desejo sincero de diálogo. As palavras de Dilma não correspondem aos fatos. O que dizer de uma presidente que demonizava a adversária imputando a pecha de defensora dos banqueiros e — dias após à eleição — aumenta a taxa de juros e convida um banqueiro para o Ministério da Fazenda? É esperteza ou falta de caráter?
O PT venceu a eleição presidencial mas está longe de caminhar para ter o controle dos três poderes — sonho acalentado pelo partido. Perdeu 20% das cadeiras da Câmara dos Deputados e no Senado manteve o mesmo número de assentos. Tudo indica que não terá a presidência de nenhuma das duas Casas no próximo biênio. E a melhoria qualitativa da bancada oposicionista deve criar situações embaraçosas para o governo — e não faltam temas para explorar. Por outro lado, a composição do Executivo federal terá de ser ainda mais partilhada com os partidos que dão sustentação ao governo, enfraquecendo o projeto petista. E se for aprovada a PEC da bengala ainda este ano, a presidente Dilma perderá a oportunidade de nomear, devido à expulsória, cinco novos ministros para o STF, acabando com o sonho petista — e verdadeiro pesadelo nacional — de transformar aquela Corte em um puxadinho do Palácio do Planalto.
Já estamos em 2015, um ano de 14 meses. Ano agitado, o que é bom para a democracia. E tudo que é bom para a democracia é ruim para o PT. Vamos ter muitas surpresas. O projeto autoritário petista caminha para a derrota política: são os paradoxos da História.