quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dialogando com o carrasco



Por Rubens Ricupero(*)

Misturar diplomacia com demagogia nunca dá certo. Pior é quando presidente em busca de reeleição submete a Assembleia Geral da ONU ao espetáculo da propaganda de baixo nível do nosso horário eleitoral obrigatório. Os diplomatas estrangeiros não podem fazer como o espectador no Brasil, que simplesmente desliga a tevê ou passa a outro programa. Foram obrigados a aguentar impávidos os disparates que lhes impingiu o discurso brasileiro de inauguração da assembleia.

Disparate, diz o dicionário, é expressão destituída de razão e senso, algo de despropositado e fora da realidade. A definição se ajusta como luva à declaração de que o Brasil condena os bombardeios americanos aos degoladores do Estado Islâmico (EI) porque favorecemos o diálogo e os meios pacíficos.

Alguém deveria ter explicado à presidente que diálogo é excelente maneira de resolver conflitos desde que o outro lado concorde em ouvir e responder. Quando a resposta é a faca na carótida, não existe diálogo possível. Alguém imagina que as vítimas de Auschwitz poderiam ter dialogado com a Gestapo e os SS? Ou que os cambojanos e ruandeses massacrados deveriam ter mantido conversação polida com genocidas?

Por que será diferente com fanáticos e psicopatas que trucidam prisioneiros inermes e torturam todos os que não aderem ao Califado? Duas semanas atrás, a ofensiva do EI estava às portas de Bagdá e da capital do Curdistão. Se não tivessem sido detidos pelos ataques aéreos americanos, milhares de refugiados teriam tombado nas mãos dos piores assassinos que o mundo conheceu desde o Khmer Vermelho.

O que o Brasil propôs de prático e efetivo para evitar tal desenlace, além de banalidades piedosas e ineficazes como aconselhar o diálogo com degoladores? Se não sabemos ou podemos tomar iniciativa para neutralizar os terroristas, deveríamos ter ao menos a decência de ficar calados. Condenar os bombardeios, único recurso existente naquela hora para afastar a ameaça, equivale a condenar ao massacre civis desprotegidos.

Há um nome para esse tipo de atitude confortável e hipócrita: irresponsabilidade. Nada mais fácil do que o principismo de invocar o diálogo em situação na qual esse método obviamente se encontra fora da realidade. É o mesmo que lavar as mãos em relação à consequência trágica mais que provável de um conselho despropositado. A diplomacia não deve buscar o aplauso fácil. Tem de responder pelos resultados previsíveis do que propõe.

Isso na melhor das hipóteses, se o conselho foi dado com sinceridade e boa-fé, embora desprovidas de discernimento. Se, ao contrário, a motivação é o antiamericanismo barato com o objetivo de angariar votos, é muito mais grave. Nesse caso, combina-se a irresponsabilidade com a provocação gratuita, sem contribuir em nada para minorar o sofrimento das vítimas ou fazer avançar a pacificação do conflito.

Em qualquer das situações, não é a receita para tornar o Brasil candidato irrecusável a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, posição que se alcança apenas por meio de diplomacia responsável, a serviço da moderação e do equilíbrio.

(*)Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e ministro da Fazenda no governo Itamar Franco.

Mais uma grande vergonha para o desgoverno Dillma

Governo Central tem o maior déficit para agosto em 18 anos. Déficit primário de R$ 10,422 bilhões em agosto é o quarto consecutivo em 2014.



Confirmando o quadro de deterioração fiscal do Brasil, as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) registraram um déficit primário de R$ 10,422 bilhões em agosto, o quarto consecutivo em 2014. O valor é o pior resultado fiscal para meses de agosto em 18 anos. Segundo a série histórica do Tesouro Nacional, que começa em 1997, foi a primeira vez que o Governo Central teve resultado negativo em um mês de agosto.

Por causa da piora das contas públicas nos últimos meses em função da forte frustração da arrecadação federal, o governo descumpriu a meta para o segundo quadrimestre do ano (até agosto). O superávit primário acumulado de janeiro a agosto é de apenas R$ 4,675 bilhões, 0,14% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta era de uma economia de R$ 39,215 bilhões. O valor acumulado no ano é 87,8% menor que no mesmo período de 2013, que foi de R$ 38,416 bilhões (1,22% do PIB).

O resultado de agosto torna praticamente impossível o cumprimento da meta de superávit primário para 2014 de R$ 80,774 bilhões. O governo teria de economizar em quatro meses R$ 76,1 bilhões a mais do que conseguiu fazer em oito meses.

O desempenho fiscal de agosto ficou fora da mediana dos analistas de mercado, que era de um valor negativo de R$ 700 milhões. As estimativas iam de um déficit primário de R$ 9,8 bilhões a um superávit de R$ 4 bilhões, segundo levantamento finalizado pelo AE Projeções com 12 instituições do mercado financeiro.

Acumulado em 12 meses
Com o resultado negativo das contas públicas em agosto, no quarto mês consecutivo de déficit, o superávit primário do governo central acumulado em 12 meses caiu para R$ 43,3 bilhões, o equivalente a 0,9% do PIB. Em agosto de 2013, o superávit em 12 meses estava em R$ 73,1 bilhões, ou 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é de R$ 80,774 bilhões.




Fonte: Agência Estado

Mais Chile e menos Argentina para o Brasil

                              Dilma Rouseff e Cristina Kirchner, amigas de longa data…


O ano era 1973, a ditadura de Augusto Pinochet começava no Chile e, nas décadas seguintes, o país passaria pela maior transformação econômica de sua história.

Os “Chicago Boys”, como eram conhecidos os 25 jovens economistas chilenos recém-chegados da Escola de Chicago, foram os pioneiros a colocar em prática o pensamento neoliberal, antecipando no Chile em quase uma década medidas que só mais tarde seriam adotadas por Margaret Thatcher no Reino Unido e por Ronald Reagan nos Estados Unidos.

Para eles, a ideia mercantilista baseada na busca incessante de um superávit comercial já não atendia mais às necessidades do capitalismo. A crença agora era de que o neoliberalismo tornava a economia mais competitiva, e por meio da livre concorrência os preços, as margens e a inflação iriam cair.

Para tanto, foram tomadas algumas medidas: primeiro as privatizações, em seguida a abertura comercial em conjunto com o rigor fiscal. Mas, como tudo na vida, todo benefício tem seu custo.

Subir 0,25 a Selic ou 0,50 é importante para ancorar as expectativas de inflação no curto prazo. Mas no longo prazo são a competitividade da indústria e os incentivos ao setor privado que reduzirão os preços e farão o país crescer de maneira digna

Essas medidas liberais demoraram a surtir efeitos e o ajuste provocou em um primeiro momento inflação, desemprego e outros problemas sociais. O remédio foi amargo nos dezessete anos seguintes (1973-1990) com o PIB crescendo menos do que nos anos anteriores ao golpe.

Apesar disso, 20 anos depois, de 2006 a 2010, a então presidente do Chile, Michelle Bachelet, intensificou essas reformas liberais. Continuou a mínima intervenção estatal na economia e no mercado de trabalho; intensificou a abertura econômica; adotou medidas contra o protecionismo; se manteve contra os impostos excessivos e se posicionou contra o controle de preços por parte do Estado. Resumindo, defendeu com unhas e dentes os princípios econômicos do capitalismo.

Foi exatamente nesse período que o amargor dos anos 70 deu lugar ao maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita da América Latina, com uma economia crescendo por volta dos 4,0% ao ano e uma inflação de apenas 1,9% de 2009 a 2012. Em termos de comparação, nesse mesmo período, o Brasil atingiu míseros 2,7% e inflação média de 5,6%.

Na contramão do Chile estão nossos hermanos argentinos. Com um governo cada vez mais populista e intervencionista, Cristina Kirchner vem desenhando um manual de tudo o que não deve ser feito em termos econômicos com um país. Após 10 anos de kirchnerismo, que começou com Néstor Kirchner em 2003, Cristina não fala em outra coisa senão restringir as importações, aumentar o controle de capital e manter (via caneta) o controle de preço. Em resumo, em vez de curar a febre, o governo argentino decidiu quebrar o termômetro.

Por um tempo funcionou, mas o que era uma popularidade alta foi transformado em um pífio crescimento de apenas 2,4%, com uma inflação exorbitante de 32%. Obra do acaso?

Talvez não. Medidas populares podem ser artifícios políticos para contentar a população no curto prazo. Um governo que protege a indústria nacional a qualquer custo equivale a uma mãe que mima seu filho até os 40 anos achando que essa é a solução para os problemas do mundo. O resultado disso já sabemos: assim como a mãe fica com um filho dependente e despreparado para vida, o governo cria uma indústria não competitiva e dependente de intervenções.

Mais do que isso, entra-se em uma armadilha com cada vez mais pressões populares e, à medida que atende essas demandas, o governo isola comercialmente o país, Em outras palavras, o remédio além de não surtir efeito, agrava o problema.

Mas porque toda essa comparação? Os veículos de mídia e nossos governantes sempre discutem à exaustão se o Copom deve aumentar em 0,25 ou 0,50 a taxa de juros base da economia para controlar a inflação.

A grande questão é que tanto 0,25 como 0,50 não podem ser os problemas centrais do país, a discussão dos motivos do crescimento baixo e inflação a longo prazo está praticamente desconectada da taxa de juros. E infelizmente, o modelo brasileiro adotado está mais para a já comprovada ineficiente política argentina do que para a próspera visão chilena.

As notícias não animam. Um estudo feito pelo Banco Mundial mostra que o Brasil é o país mais fechado do G-20 e que desde 2008 vem intensificando essas medidas protecionistas.

O governo exagera ao sustentar a qualquer preço as ineficiências das empresas “ad eternum”, mas também contribui pra isso. Um exemplo disso é o tempo necessário para abrir uma empresa no Brasil de 119 dias. A um custo médio de R$ 2.038. Já nosso vizinho, o Chile aprovou uma lei em que a abertura de empresas passa a ser feita em um único dia, pela internet, sem papelada e a custo zero.

Talvez isso explique o porquê temos o segundo Ipad mais caro do mundo, atrás apenas dos nossos hermanos argentinos. Sem contar o Ipad, ainda sofremos com a banda larga e os automóveis mais caros também. Para ilustrar como sofremos com isso, uma Ferrari 458 Spider no Brasil custa US$ 950 mil – com esse dinheiro um americano compra o mesmo carro (US$ 250 mil), um apartamento (US$ 350 mil) e ainda um helicóptero (US$ 350 mil).

Portanto, subir 0,25 a Selic ou 0,50 é claramente importante para ancorar as expectativas de inflação no curto prazo. Mas no longo prazo será a competitividade da indústria e os incentivos ao setor privado que irão tornar os preços mais baratos e farão o país crescer de maneira digna.

Assim como no Chile, uma saída para promover o desenvolvimento é apostar na fórmula empreendedorismo e inovação para não deixar morrer a iniciativa privada e a livre concorrência. Posto de outra forma, precisamos de mais Chile e menos Argentina para o Brasil.


[Artigo publicado no Valor Econômico em 06/05/2013 mas que podia ter sido publicado ontem que continuaria atual]

Leonardo de Siqueira Lima, economista pela Escola de Economia da FGV
Samy Dana, PhD em Finanças e professor da Escola de Economia da FGV

4 bons motivos para um homem bater numa mulher

Sem a presença do fogo, das aranhas, do risco de asfixia ou de um trem, meu pai nos ensinou que, nunca, nunca, nunca, NUNCA há uma razão justificável para um homem atacar uma mulher



Troy Dunn*

Um recado para as mulheres vítimas de abuso do mundo: Não tomem nem mais um soco, tapa ou pontapé de qualquer homem. Não há NADA que torne isso aceitável.

Ultimamente, tem havido muita discussão sobre a violência contra as mulheres por seus companheiros. Muitos dizem que nunca há uma boa razão para que um homem agrida uma mulher, mas eu discordo e hoje vou falar! Tenho seis filhos e eu ensinei-lhes o que meu pai ensinou a meus irmãos e a mim; existem quatro boas razões para um homem bater na mulher que ele ama:

1. Fogo
Se você olhar para a mulher que você ama e descobrir que ela está sendo engolida pelas chamas, você deve imediatamente derrubá-la e começar a rolar seu corpo no chão.

2. Aranha
Se a sua princesa descobrir uma aranha errante no seu ombro e com puro terror em sua voz dizer “Tira, tira!”, você deve bater até que a ameaça de oito pernas esteja longe dela.

3. Engasgo
Se durante o jantar ela começa a rir de outra de suas histórias incrivelmente engraçadas e, no processo, reter um pedaço de bife em sua garganta, você tem o meu total apoio para saltar de sua cadeira, girar em torno dela e começar a apertar sua caixa torácica, até que ela cuspa!

4. Trem
Se enquanto aproveitam tranquilos momentos após o jantar em um passeio com sua amada, você percebe que ela se posicionou em frente a um trem que se aproxima rapidamente, agarre-a pelo braço e como o homem forte que você é, puxe-a para trás de forma agressiva.

Sem a presença do fogo, das aranhas, do risco de asfixia ou de um trem, meu pai nos ensinou que, nunca, nunca, nunca, NUNCA há uma razão justificável para um homem atacar uma mulher. Ponto final. Ele disse que homens de verdade não fazem isso.

*Troy Dunn é autor e palestrante. Texto originalmente publicado em http://www.troythelocator.com/

Brasil, um país cristão?



Por Jorge Maia


Uma mulher quase nua desfila pelas ruas da cidade.

Seus trajes rasgados e fétidos chamam a atenção de todos.

Tudo bem, o Brasil é um país cristão.


Um homem examina uma lixeira à cata de comida, está faminto.

Tenho fé. O Brasil é um país cristão.


Multidões desamparadas frequentam antros de drogas, são zumbis.

Não me desanimo, o Brasil é um país cristão.


Nos corredores dos hospitais, dezenas de pessoas aguardam atendimento.

Esteira no chão, alguns em macas, outros em cadeiras e muito desespero. Nada a temer, o Brasil é um país cristão.


Postos de saúde não dispõem de vacinas e crianças adoecem.

O dinheiro da saúde desapareceu, gente morre por falta de assistência médica.

Ora, gente! O Brasil é um país cristão.


A polícia espancou um cidadão que estava no chão, algemado, dominado, mesmo assim foi espancado.

Todo mundo viu. O secretário que assistiu ao vídeo disse que iria apurar se houve excesso.

Eu confio, o Brasil é um país cristão.


As prisões, profundamente desumanas. As crianças sem escolas. A saúde, doente. A segurança não existe.

Nada me assusta, o Brasil é um país cristão.


Fome, miséria, desigualdade, preconceitos monstruosos, corrupção, votação com liberação de emendas.

Nada disso tira o meu sono, porque o Brasil é um país cristão.


Há um culto ecumênico. Uma procissão gigantesca. Cem mil pessoas na marcha para Jesus.

Meu universo está em paz. O Brasil é um país cristão.


Espere aí! O que é que eu estou falando? O Brasil é um país cristão?

Sobre a perseguição aos cristão no mundo: perguntas frequentes




Os países da Classificação enfrentam perseguição em todo o seu território?
Nem sempre. Países como a China possuem áreas onde não há praticamente nenhuma perseguição, assim como existem regiões em que a perseguição é intensa. No entanto, em alguns países como a Coreia do Norte, a perseguição é presente em todo o país.

Como é desenvolvida a Classificação da Perseguição Religiosa?
Esse trabalho é resultado de um questionário que procura identificar, entre outras coisas: a situação legal dos cristãos no país; a atitude do regime político em relação à comunidade cristã; a liberdade da Igreja para organizar eventos etc. Esses dados são coletados entre representantes de igrejas locais, especialistas em várias áreas de conhecimento, agências e organizações não governamentais internacionais, além de viajantes convidados a colaborar com suas impressões sobre a situação do país.

Os países citados na Classificação são os únicos onde os cristãos são perseguidos?
Não. Há mais de 65 países onde cristãos são perseguidos. Estes são apenas os 50 primeiros.

Por que a Coreia do Norte ocupa a primeira posição na Classificação há 12 anos consecutivos?
Na Coreia do Norte é ilegal ser cristão. Quando descobertos, os cristãos são, geralmente, enviados para campos de trabalho forçado ou são mortos. O governo não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, quer esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, quer tenha contato com outros cristãos (na China, por exemplo). As condições neste país para os cristãos ainda são as piores do mundo.

Como vivem os cristãos perseguidos em países como a Síria, onde há instabilidade por todo o país?
As consequências de se viver em áreas de guerra são enormes. Cristãos de países como estes são, frequentemente, alvos de extremistas muçulmanos, uma vez que sua fé se opõe diretamente à causa desses grupos. Somente na Síria, mais de 130 mil pessoas foram mortas em quase três anos de constante conflito.

Apesar disso, os cristãos permanecem firmes em sua fé. "Recentemente, conheci um rapaz sírio de 19 anos. Seu pai tinha sido morto havia dois meses por um franco-atirador. Quando olhava para ele, via sempre um rosto triste, mas, ainda assim, ele sempre perguntava como poderia servir melhor a Deus ", contou Kyra Porter, colaboradora da Portas Abertas no treinamento de aconselhamento para situações de trauma na Síria.

Em alguns destes países, a Igreja tem bastante importância. Mesmo assim, eles continuam na Classificação. Por que isso?
Em países como a Colômbia, por exemplo, os cristãos enfrentam perseguição de grupos rebeldes em determinadas partes do país, apesar de a Igreja Católica ter relevância. Mesmo quem não é cristão sofre com a violência desses grupos; contudo, os líderes cristãos são um alvo específico, uma vez que evangelizam as comunidades e, ao se convertem a Cristo, homens e mulheres abandonam a guerrilha, fazendo com que o grupo perca a sua força pouco a pouco. A Igreja é vista como uma ameaça, o que faz com que seja frequentemente atacada.

O que significa ser um ex-muçulmano?
Um ex-muçulmano é um convertido que veio de um contexto mulçumano, que teve sua criação baseada no Alcorão e nos ensinamentos de Maomé. É comum que estes cristãos enfrentem perseguição por parte de membros muçulmanos de sua família que seguem uma vertente rígida do islã.




Fonte: Portas Abertas

Sobre a perseguição religiosa

Onde seguir as palavras do Senhor Jesus pode custar a própria vida: conheça os 50 países em que a perseguição aos cristãos atinge o nível mais elevado







Uma vez que seu chamado é servir os que pagam um alto preço por causa de sua fé em Jesus, a Portas Abertas entende ser necessário monitorar a situação religiosa dos países para saber onde sua ajuda se faz mais necessária. Para isso, criou a Classificação da Perseguição Religiosa (chamada anteriormente de Classificação de Países por Perseguição). Esta é a única pesquisa do tipo realizada anualmente em todo o mundo. Ela mede a liberdade que um cristão tem para praticar sua fé.

Trata-se de uma lista que relaciona os 50 países em que os seguidores de Cristo são mais hostilizados, somando assim milhões de cristãos afetados pela perseguição – atualmente, cerca de cem milhões de cristãos são perseguidos; em média, cem indivíduos cristãos perdem sua vida a cada mês em razão de sua fé em Jesus Cristo.

Governos instáveis e extremismo islâmico
A maior fonte de perseguição à Igreja em 2013 foi o extremismo islâmico. Dos 50 países listados na Classificação da Perseguição Religiosa, 36 deles apresentaram essa tendência, principalmente na África. Seria possível dizer que a Classificação de 2014 mostra que a perseguição aos cristãos está se tornando mais intensa em mais países, espalhando-se pelo continente africano.

Os dez países mais hostis aos cristãos tratam-se de nações que passam por sérios problemas em seu governo: Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Junto a eles, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Maldivas e Irã completam a primeira dezena de países em que ser cristão é, praticamente, uma prova de resistência.

Como a Classificação é formada
Para entender melhor como acontece a perseguição aos cristãos no mundo atual, a Portas Abertas definiu cinco áreas diferentes em que os cristãos são hostilizados: individualidade, família, comunidade, nação e igreja.

Ao separar as áreas para análise, a Portas Abertas elabora um questionário bastante específico e extenso que contempla as diferentes formas de perseguição. Cristãos de diversas nações são convidados a responder um total de 96 perguntas que, somadas a informações obtidas por meio de pesquisas e averiguação, culminam na pontuação do país na Classificação.

Este resultado final é usado para determinar a ordem dos países na posição de 1 a 50 da Classificação da Perseguição Religiosa. Além disso, a pesquisa faz distinção entre duas formas principais de perseguição: ameaças e pressões que cristãos vivenciam em todas as áreas da vida, e pela violência.

Não se engane ao imaginar que a violência é a forma predominante e mais invasiva de perseguição; em muitos casos, a opressão pode ter um efeito ainda mais devastador. Isso explica porque não necessariamente quanto maior a violência física contra os cristãos, maior é a perseguição.

A Portas Abertas tem monitorado a perseguição aos cristãos em todo o mundo desde 1970. Ao longo dos anos, a metodologia da pesquisa passou por uma evolução gradual. Em 2013, a metodologia foi aperfeiçoada para o modelo explicado acima.

Confiabilidade da pesquisa
A partir de 2014, o processo de pesquisa e análise dos dados utilizados na Classificação da Perseguição Religiosa é auditado de maneira independente. O trabalho está sendo realizado pela única instituição com acadêmicos dedicados ao estudo da liberdade religiosa dos cristãos, o Instituto Internacional de Liberdade Religiosa (International Institute of Religious Freedom - RIFI), que conta com a atuação de profissionais de diferentes países do mundo.

Se você desejar saber mais informações sobre a metodologia e o processo de formação da Classificação da Perseguição Religiosa, entre em contato com a Portas Abertas pelo e-mail falecom@portasabertas.org.br ou ligue para 11 2348 3330.

Os mais perseguidos
A cada ano, novos países entram na Classificação da Perseguição Religiosa, o que faz com que outros deixem de aparecer na lista. Isso não corresponde, necessariamente, a uma melhora na perseguição religiosa nos países que saíram doranking, mas sim que, nos países que passam a integrar a lista, o nível de perseguição é maior. Você pode conferir onde o nível de perseguição aumentou; diminuiu; e manteve-se estável no mapa da Classificação (também disponível para download).

Novos países que integram a Classificação 2014
Bangladesh
Um novo grupo extremista reuniu milhares de pessoas em Daka, capital do país, exigindo que fossem feitas treze emendas na Constituição — uma delas era a adoção da sharia (lei islâmica).

República Centro-Africana
Notícias de confrontos civis nessa nação africana dominaram as manchetes em 2013, cujo governo foi derrubado por um golpe militar que concedeu ao grupo rebelde Seleka o poder no país. Sempre com violência desmedida, os rebeldes estupraram, assaltaram e mataram cristãos centro-africanos. Este caso mostra como um Estado aparentemente estável pode se desintegrar e como uma minoria cristã pode correr o risco de vir a se extinguir.

Sri Lanka
As igrejas do Sri Lanka experimentaram hostilidades em 2013. Mais de 50 delas foram atacadas por participantes de um movimento nacionalista budista.

Perseguição e perseverança
Além dos países citados acima, aqueles que seguem a Cristo enfrentam a oposição de seus governos, sociedades e até parentes em 60 nações, pelo menos. Isso faz com que os cristãos sejam o grupo religioso mais perseguido do mundo.

A boa notícia é que a perseguição tende a estar relacionada com o crescimento e o testemunho, e normalmente refina e fortalece a fé dos cristãos, não o oposto. Por isso, em geral, o aumento das pressões contra o cristianismo mostra que a Igreja está crescendo.

Somos igualmente livres
Cristãos perseguidos possuem em Deus a mesma liberdade que cristãos brasileiros. Mas civilmente, não. Use sua liberdade para servi-los.